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outubro 26, 2011

As Naturezas das Manifestações Espirituais

Filed under: Espiritismo — Tags:, , , — Aprendiz @ 6:54 am

Diferentes Naturezas de Manifestações

Os Espíritos atestam sua presença de diversas maneiras, conforme sua aptidão, vontade e maior ou menor grau de elevação. Todos os fenômenos, dos quais  teremos ocasião de nos ocupar ligam-se, naturalmente, a um ou outro  desses modos de comunicação. Para facilitar a compreensão dos fatos, acreditamos, pois, dever abrir a série de nossos artigos pelo quadro das  formas de manifestações. Pode-se resumi-las assim:

1o Ação oculta, quando nada  têm de ostensivo. Tais, por exemplo, as inspirações ou sugestões de pensamentos, os avisos íntimos, a influência sobre os acontecimentos, etc.

2o   Ação patente ou manifestação, quando é apreciável de uma maneira qualquer.

3o   Manifestações físicas ou materiais: são as que se traduzem por fenômenos sensíveis, tais como ruídos, movimento e  deslocamento de objetos. Essas manifestações freqüentemente não trazem nenhum sentido direto; têm por fim somente chamar a atenção para qualquer coisa e de convencer-nos da presença de um poder extra-humano.

4o  Manifestações visuais ou aparições, quando o Espírito se mostra sob uma forma qualquer, sem nada possuir das propriedades conhecidas da matéria.

5o  Manifestações inteligentes, quando revelam um pensamento. Toda manifestação que comporta um sentido, mesmo quando não passa de simples movimento ou  ruído; que acusa certa liberdade de ação; que responde a um pensamento ou obedece a uma vontade, é uma manifestação inteligente. Existem em todos os graus.

6o As comunicações são manifestações inteligentes que têm por objetivo a troca de idéias entre o homem e os
Espíritos.

A natureza das comunicações varia conforme o grau de elevação ou de inferioridade, de saber ou de ignorância do
Espírito que se manifesta, e segundo a natureza do assunto de que se trata. Podem ser: frívolas, grosseiras,   sérias ou instrutivas.

As comunicações frívolas emanam de Espíritos levianos, zombeteiros e travessos, mais maliciosos que maus, e que não ligam nenhuma importância ao que dizem.

As comunicações grosseiras traduzem-se por expressões que chocam o decoro. Procedem somente de Espíritos  inferiores ou que se não despojaram ainda de todas as impurezas da matéria.

As comunicações sérias são graves quanto ao assunto e à maneira por que são feitas. A linguagem dos Espíritos  superiores é sempre digna e isenta de qualquer trivialidade. Toda comunicação que exclui a frivolidade e a  grosseria, e que tenha um fim útil, mesmo de interesse particular, é, por isso mesmo, séria.

As comunicações instrutivas são as comunicações sérias que têm por objetivo principal um ensinamento qualquer, dado pelos Espíritos sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc. São mais ou menos profundas e mais ou menos verdadeiras, conforme o grau de elevação e de  desmaterialização do Espírito. Para extrair dessas comunicações um proveito real, é preciso sejam elas regulares e seguidas  com perseverança. Os Espíritos sérios ligam-se àqueles que querem instruir-se e os secundam, ao passo que deixam aos Espíritos levianos, com suas facécias, a tarefa de divertir os que não vêem nessas manifestações senão uma distração passageira. Somente pela regularidade e freqüência das comunicações é que se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos com os quais nos entretemos, assim como o grau de confiança que merecem. Se é preciso ter experiência para julgar os homens, mais ainda será necessário para julgar os Espíritos.

Allan Kardec – Revista Espírita 1858 – PP.28-29 [Diferentes Naturezas de Manifestações] – FEB/2002

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Muito bem, entendemos pelo texto acima que a dificuldade para verificar a natureza do fenômeno e sua finalidade reside em seu conteúdo e intenção. O mesmo vale para o médium e quem esteja envolvido no processo.

Em uma linguagem simples, é só pensar que intenções atrairão intenções, mas isso não deixará de produzir o fenômeno, e sim impactará em sua qualidade. Uma brincadeira mediúnica levará a espíritos zombeteiros, enquanto um trabalho espiritual sério trará ajudantes e amigos espirituais tão sérios quanto a natureza do trabalho.

Vida física e espiritual caminham juntas pela moral que as conduzem.

Inteligência é Diferente de Moral

Conhecimento é Diferente de Moral

Por isso muitas vezes pessoas humildes de pouco conhecimento, mas de muita humildade e elevada moral, recebem comunicações e conhecimentos dignos da psicografia de livros belíssimos, enquanto renomados cientistas ou gênios da inteligência que utilizam amoralmente seus conhecimentos não podem transpor a barreira física do conhecimento.

Para procurarmos os bons espíritos e os bons conhecimentos da espiritualidade, precisamos nos alinhar com a moral exigida. Através de esforço, reforma-íntima, estudo e boa-vontade, todos podemos atingir patamares enormes. Hoje dispomos de muitos recursos de instrução, muito mais acessíveis do que eram na época de Kardec. Vamos correr atrás do tempo perdido, amigos trabalhadores da última hora.

Diferentes Naturezas de Manifestações

Os Espíritos atestam sua presença de diversas maneiras, conforme sua aptidão, vontade e maior ou menor grau de

elevação. Todos os fenômenos, dos quais  teremos ocasião de nos ocupar ligam-se, naturalmente, a um ou outro

desses modos de comunicação. Para facilitar a compreensão dos fatos, acreditamos, pois, dever abrir a série de

nossos artigos pelo quadro das  formas de manifestações. Pode-se resumi-las assim:

1o Ação oculta, quando nada  têm de ostensivo. Tais, por exemplo, as inspirações ou sugestões de pensamentos, os

avisos íntimos, a influência sobre os acontecimentos, etc.

2o  Ação patente ou manifestação, quando é apreciável de uma maneira qualquer.

3o  Manifestações físicas ou materiais: são as que se traduzem por fenômenos sensíveis, tais como ruídos,

movimento e  deslocamento de objetos. Essas manifestações freqüentemente não trazem nenhum sentido direto; têm

por fim somente chamar a atenção para qualquer coisa e de convencer-nos da presença de um poder extra-humano.

4o  Manifestações visuais ou aparições, quando o Espírito se mostra sob uma forma qualquer, sem nada possuir das

propriedades conhecidas da matéria.

5o  Manifestações inteligentes, quando revelam um pensamento. Toda manifestação que comporta um sentido, mesmo
quando não passa de simples movimento ou  ruído; que acusa certa liberdade de ação; que responde a um pensamento

ou obedece a uma vontade, é uma manifestação inteligente. Existem em todos os graus.

6o As comunicações são manifestações inteligentes que têm por objetivo a troca de idéias entre o homem e os

Espíritos.

A natureza das comunicações varia conforme o grau de elevação ou de inferioridade, de saber ou de ignorância do

Espírito que se manifesta, e segundo a natureza do assunto de que se trata. Podem ser: frívolas, grosseiras,

sérias ou instrutivas.

As comunicações frívolas  emanam de Espíritos levianos, zombeteiros e travessos, mais maliciosos que maus, e que

não ligam nenhuma importância ao que dizem.

As comunicações grosseiras traduzem-se por expressões que chocam o decoro. Procedem somente de Espíritos

inferiores ou que se não despojaram ainda de todas as impurezas da matéria.

As comunicações sérias são graves quanto ao assunto e à maneira por que são feitas. A linguagem dos Espíritos

superiores é sempre digna e isenta de qualquer trivialidade. Toda comunicação que exclui a frivolidade e a

grosseria, e que tenha um fim útil, mesmo de interesse particular, é, por isso mesmo, séria.

As comunicações instrutivas são as comunicações sérias que têm por objetivo principal um ensinamento qualquer,

dado pelos Espíritos sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc. São mais ou menos profundas e mais ou menos

verdadeiras, conforme o grau de elevação e de  desmaterialização do Espírito. Para extrair dessas comunicações

um proveito real, é preciso sejam elas regulares e seguidas  com perseverança. Os Espíritos sérios ligam-se

àqueles que querem instruir-se e os secundam, ao passo que deixam aos Espíritos levianos, com suas facécias, a

tarefa de divertir os que não vêem nessas manifestações senão uma distração passageira. Somente pela

regularidade e freqüência das comunicações é que se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos com

os quais nos entretemos, assim como o grau de confiança que merecem. Se é preciso ter experiência para julgar os

homens, mais ainda será necessário para julgar os Espíritos.

Allan Kardec – Revista Espírita 1858 – PP.28-29 [Diferentes Naturezas de Manifestações] – FEB/2002Diferentes Naturezas de Manifestações

Os Espíritos atestam sua presença de diversas maneiras, conforme sua aptidão, vontade e maior ou menor grau de

elevação. Todos os fenômenos, dos quais teremos ocasião de nos ocupar ligam-se, naturalmente, a um ou outro

desses modos de comunicação. Para facilitar a compreensão dos fatos, acreditamos, pois, dever abrir a série de

nossos artigos pelo quadro das formas de manifestações. Pode-se resumi-las assim:

1o Ação oculta, quando nada têm de ostensivo. Tais, por exemplo, as inspirações ou sugestões de pensamentos, os

avisos íntimos, a influência sobre os acontecimentos, etc.

2o Ação patente ou manifestação, quando é apreciável de uma maneira qualquer.

3o Manifestações físicas ou materiais: são as que se traduzem por fenômenos sensíveis, tais como ruídos,

movimento e deslocamento de objetos. Essas manifestações freqüentemente não trazem nenhum sentido direto; têm

por fim somente chamar a atenção para qualquer coisa e de convencer-nos da presença de um poder extra-humano.

4o Manifestações visuais ou aparições, quando o Espírito se mostra sob uma forma qualquer, sem nada possuir das

propriedades conhecidas da matéria.

5o Manifestações inteligentes, quando revelam um pensamento. Toda manifestação que comporta um sentido, mesmo

quando não passa de simples movimento ou ruído; que acusa certa liberdade de ação; que responde a um pensamento

ou obedece a uma vontade, é uma manifestação inteligente. Existem em todos os graus.

6o As comunicações são manifestações inteligentes que têm por objetivo a troca de idéias entre o homem e os

Espíritos.

A natureza das comunicações varia conforme o grau de elevação ou de inferioridade, de saber ou de ignorância do

Espírito que se manifesta, e segundo a natureza do assunto de que se trata. Podem ser: frívolas, grosseiras,

sérias ou instrutivas.

As comunicações frívolas emanam de Espíritos levianos, zombeteiros e travessos, mais maliciosos que maus, e que

não ligam nenhuma importância ao que dizem.

As comunicações grosseiras traduzem-se por expressões que chocam o decoro. Procedem somente de Espíritos

inferiores ou que se não despojaram ainda de todas as impurezas da matéria.

As comunicações sérias são graves quanto ao assunto e à maneira por que são feitas. A linguagem dos Espíritos

superiores é sempre digna e isenta de qualquer trivialidade. Toda comunicação que exclui a frivolidade e a

grosseria, e que tenha um fim útil, mesmo de interesse particular, é, por isso mesmo, séria.

As comunicações instrutivas são as comunicações sérias que têm por objetivo principal um ensinamento qualquer,

dado pelos Espíritos sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc. São mais ou menos profundas e mais ou menos

verdadeiras, conforme o grau de elevação e de desmaterialização do Espírito. Para extrair dessas comunicações

um proveito real, é preciso sejam elas regulares e seguidas com perseverança. Os Espíritos sérios ligam-se

àqueles que querem instruir-se e os secundam, ao passo que deixam aos Espíritos levianos, com suas facécias, a

tarefa de divertir os que não vêem nessas manifestações senão uma distração passageira. Somente pela

regularidade e freqüência das comunicações é que se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos com

os quais nos entretemos, assim como o grau de confiança que merecem. Se é preciso ter experiência para julgar os

homens, mais ainda será necessário para julgar os Espíritos.

Allan Kardec – Revista Espírita 1858 – PP.28-29 [Diferentes Naturezas de Manifestações] – FEB/2002

agosto 18, 2011

Explicação Sobre Comunicações e Mediunidades – I

Filed under: Espiritismo — Tags:, , , , , — Aprendiz @ 7:21 am
Para conhecimento das pessoas estranhas à ciência,diremos que não há horas mais propícias, umas que outras, como não há dias nem lugares, para comunicar com os Espíritos. Diremos mais: que não há fórmulas nem palavras sacramentais ou cabalísticas para evocá-los; que não há necessidade alguma de preparo ou iniciação; que é nulo o emprego de quaisquer sinais ou objetos materiais para atraí-los ou repelilos, bastando para tanto o pensamento;e, finalmente, que os médiuns recebem deles as comunicações sem sair do estado normal, tão simples e naturalmente como se tais comunicações fossem ditadas por uma pessoa vivente. Só o charlatanismo poderia emprestar às comunicações formas excêntricas, enxertando-lhes ridículos acessórios. (Allan Kardec – O que é o Espiritismo, cap. II, nº 49.)
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Pelos termos de busca que trazem leitores à este website, percebo que estão iniciando o estudo da Doutrina ou possuem curiosidade. A curiosidade é mãe do conhecimento, geralmente o precede, e só é ruim quando traz ações desinformadas.

O texto acima é necessário para terminar qualquer superstição que ainda possa restar ou dúvida que advém destas matérias. O medo da mediunidade é uma realidade para muitos. Todos os espíritas conhecem ou sabem de casos onde belas mediunidades poderiam ser bem utilizadas e direcionadas mas os próprios médiuns têm medo das habilidades.

Amuletos e superstições vão mexer com espíritos afins a estas práticas. Espíritos realmente sérios e elevados não precisam de “agrados” “amuletos” e se utilizam horários, pedem isso para justamente prepararem o ambiente e as energias / fluídos (como acontece nas casas espíritas). Não é agressivo, não é mágico, não é estranho, bom espírito causa boa sensação.

Já o pensamento, este sim é o maior poder do ser humano. Se entendêssemos o poder que um pensamento exerce sobre o plano espiritual. Como nossas boas vibrações afetam positivamente os espíritos nos quais pensamos. É complicado, mas nosso pensamento é plasmado em realidade no mundo espiritual, tem um alcance formidável, podendo percorrer enormes distâncias e acionar mecanismos gigantescos da mente. É o suficiente para atrair ou repelir a atenção de um espírito, desde que haja condições morais para isso.

O contato com os bons espíritos e sua vigília sob nós só depende de nosso próprio comportamento, pensamento e ação.

julho 18, 2011

O ABORTO

Filed under: Espiritismo — Tags:, , , — Aprendiz @ 8:50 am

Aborto Delituoso

Comovemo-nos, habitualmente, diante das grandes tragédias que agitam a opinião.

Homicídios que convulsionam a imprensa e mobilizam largas equipes policiais…

Furtos espetaculares que inspiram vastas medidas de vigilância…

Assassínios, conflitos, ludíbrios e assaltos de todo jaez criam a guerra de nervos, em toda parte; e, para coibir semelhantes fecundações de ignorância e delinqüência, erguem-se cárceres e fundem-se algemas, organiza-se o trabalho forçado e em algumas nações a própria lapidação de infelizes é praticada na rua, sem qualquer laivo de compaixão.

Todavia, um crime existe mais doloroso, pela volúpia de crueldade com que é praticado, no silêncio do santuário doméstico ou no regaço da Natureza…

Crime estarrecedor, porque a vítima não tem voz para suplicar piedade e nem braços robustos com que se confie aos movimentos da reação.

Referimo-nos ao aborto delituoso, em que pais inconscientes determinam a morte dos próprios filhos, asfixiando-lhes a existência, antes que possam sorrir para a bênção da luz.

Homens da Terra, e sobretudo vós, corações maternos chamados à exaltação do amor e da vida, abstende-vos de semelhante ação que vos desequilibra a alma e entenebrece o caminho!

Fugi do satânico propósito de sufocar os rebentos do próprio seio, porque os anjos tenros que rechaçais são mensageiros da Providência, assomantes no lar em vosso próprio socorro, e, se não há legislação humana que vos assinale a torpitude do infanticídio, nos recintos familiares ou na sombra da noite, os olhos divinos de Nosso Pai vos contemplam do Céu, chamando-vos, em silêncio, às provas do reajuste, a fim de que se vos expurgue da consciência a falta indesculpável que perpetrastes.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Religião dos Espíritos.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
14a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 2001.

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Talvez a mais polêmica temática quando falamos de religião diz respeito ao aborto. Sob a ótica espírita, é um crime horrendo que custa muito caro sob todos os ângulos da lei de ação e reação. Mas como deixar isso claro àqueles que não estão familiarizados com a doutrina?

Sobre o núcleo familiar, temos a informação de que nascemos em uma determinada família por um motivo. Seja ele afinidade, seja ele cármico, estamos lá por uma razão. Conforme os escritos de Kardec colocam:

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A Parentela Corporal e a Parentela Espiritual

Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.

Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências (Capitulo IV, no.13).

Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

A hostilidade que lhe moviam seus irmãos se acha claramente expressa em a narração de São Marcos, que diz terem eles o propósito de se apoderarem do Mestre, sob o pretexto de que este perdera o espírito. Informado da chegada deles, conhecendo os sentimentos que nutriam a seu respeito, era natural que Jesus dissesse, referindo-se a seus discípulos, do ponto de vista espiritual: “Eis aqui meus verdadeiros irmãos.” Embora na companhia daqueles estivesse sua mãe, ele generaliza o ensino que de maneira alguma implica haja pretendido declarar que sua mãe segundo o corpo nada lhe era como Espírito, que só indiferença lhe merecia. Provou suficientemente o contrário em várias outras circunstâncias.

* * *

Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo.
112a edição. Capitulo XIV, no.8. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.

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Os exemplos na literatura psicografada por Chico Xavier também são enormes. Especialmente nas obras de André Luiz, é constante o fato de espíritos reencarnarem com missões de ajuda à familiares que outrora foram de seu núcleo familiar.

Imperioso constatar que há uma preparação muito grande no espírito que irá reencarnar, sua perda gradua de consciência, até tornar-se um pequeno bebê, acontece de forma muito complexa e dolorosa. A experiência do esquecimento total e regressão à forma tão pequena e inconsciente não deve ser nada prazerosa. Imaginem ainda se após todo este processo você for condenado a morte das mais variadas formas de agressão? (agulhas de costura, remédios intoxicantes, retirada abrupta, morte logo após o nascimento, etc).

Isso pode jogar fora um planejamento de gerações !!!! Pode levar ao fracasso e jogar pelo ralo todo o comprometimento de ao menos duas vidas !!!! Pode, de uma só vez, ampliar as angustiosas e doloridas provações por séculos !!!!

O crime do aborto está ai. Terminar uma vida incapaz de se defender é absurdamente condenável.

“AH MAS E SE FOR UMA PROVAÇÃO DAQUELE ESPÍRITO? E SE AQUELE BEBÊ PRECISASSE SOFRER ISSO POR UM ASPECTO CÁRMICO? – supondo que aquele bebê seja a reencarnação de alguém que assassinou muitas criancinhas em outra vida.

Ainda assim esta pergunta viola muitos aspectos que vão contra a ética e moral espíritas:

– Se fôssemos apenas instrumento do destino para punição de carmas, de que valeria nosso livre-arbítrio?
– Eu imagino que Deus, Jesus e os planejadores deste orbe tenham recursos mais válidos do que nos obrigar a assassinar bebês;
–  Se aquele bebê precisasse sofrer, a morte seria espontânea e o aborto, da mesma forma, ocorreria sem ser provocado de forma violenta;
– Já é mais do que dito, sofrimentos e punições não são causados em nome de Deus. Ele, no auge da perfeição, é capaz de entender melhor do que nós como agir e preparar tudo. Não nos elevemos à condição maior do que somos. Ao invés de agentes do destino, somos apenas gota num oceano; Se pudermos evoluir a ponto de alterar este quadro, ótimo, mas tenhamos noção de que isso vai demorar;

Homicídio é injustificável sob qualquer ponto de vista, e neste caso é aterrorizante.

Há aqueles que também questionam se há consciência em um feto. Sim, o espírito está presente desde a gestação, ligado ao corpo através de cordão fluídico. Para finalizar, alguns esclarecimentos oferecidos pelo Livro dos Espíritos:

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UNIÃO DA ALMA E DO CORPO. ABORTO

344 Em que momento a alma se une ao corpo?

– A união começa na concepção, mas só se completa no instante do nascimento. No momento da concepção, o Espírito designado para habitar determinado corpo se liga a ele por um laço fluídico e vai aumentando essa ligação cada vez mais, até o instante do nascimento da criança. O grito que sai da criança anuncia que ela se encontra entre os vivos e servidores de Deus.

345 A união entre o Espírito e o corpo é definitiva desde o momento da concepção? Durante esse primeiro período o Espírito poderia renunciar ao corpo designado?

– A união é definitiva no sentido de que nenhum outro Espírito poderá substituir o que está designado para aquele corpo. Mas, como os laços que o unem são muito frágeis, fáceis de se romper, podem ser rompidos pela vontade do Espírito, se este recuar diante da prova que escolheu; nesse caso, a criança não vive.

351 No intervalo da concepção ao nascimento, o Espírito desfruta de todas as suas faculdades?

– Mais ou menos, de acordo com a época, visto que ainda não está encarnado, e sim vinculado. Desde o instante da concepção, o Espírito começa a ser tomado de perturbação, anunciando-lhe que é chegado o momento de tomar uma nova existência; essa perturbação vai crescendo até o nascimento. Nesse intervalo, seu estado é quase idêntico ao de um Espírito encarnado durante o sono do corpo. À medida que a hora do nascimento se aproxima, suas idéias se apagam, assim como a lembrança do passado, do qual não terá mais consciência, como pessoa, logo que entrar na vida. Mas essa lembrança lhe volta pouco a pouco à memória ao retornar ao seu estado de Espírito.

357 Quais são, para o Espírito, as conseqüências do aborto?

– É uma existência nula que terá de recomeçar.

358 O aborto provocado é um crime, qualquer que seja a época da concepção?

– Há sempre crime quando se transgride a Lei de Deus. A mãe, ou qualquer outra pessoa, cometerá sempre um crime ao tirar a vida de uma criança antes do seu nascimento, porque é impedir a alma de suportar as provas das quais o corpo devia ser o instrumento.

359 No caso em que a vida da mãe esteja em perigo pelo nascimento do filho, existe crime ao sacrificar a criança para salvar a mãe?

– É preferível sacrificar o ser que não existe a sacrificar o que existe.

360 É racional ter pelo feto a mesma atenção que se tem pelo corpo de uma criança que tenha vivido?

– Em tudo isso deveis ver a vontade de Deus e Sua obra. Não trateis, portanto, levianamente as coisas que deveis respeitar. Por que não respeitar as obras da Criação, que são incompletas algumas vezes pela vontade do Criador? Isso pertence a seus desígnios, que ninguém é chamado a julgar.

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Se desejas abortar sua criança, procure algum esclarecimento antes, não haja por impulsividade. Ninguém pode frear seu livre-arbítrio, mas é importante que conheça as consequencias e assim, repense esta atitude.

junho 24, 2010

Educandário de Luz

Filed under: Espiritismo — Tags:, , , — Aprendiz @ 11:51 am

Esta lição eu retirei do Blog do Nept (Núcleo Espírita Paulo de Tarso).

É, antes de tudo, uma lição de humildade e desenvolvimento de consciência que todos devemos ter, e que nos ajuda a manter a humildade em situações que estamos muito cheios de orgulho próprio, enquanto o mundo se acaba em tragédias. Esquecer o agasalho em um dia frio, esquecer a carteira e ficar sem almoçar, tudo isso nos ensina a ter mais respeito e compaixão pelos semelhantes necessitados. É de algo em torno dessa lógica que o texto abaixo trata.

Educandário de Luz

Ninguém se reconheceria fora da paciência e do amor que Jesus nos legou, se todos freqüentássemos a universidade da beneficência, cujos institutos de orientação funcionam, quase sempre nas áreas da retaguarda.

Aí, nos recintos da penúria, as lições são administradas, ao vivo, através das aulas inumeráveis do sofrimento.

Tanto quanto possas e, mais demoradamente nos dias de aflição, quando tudo te pareça convite ao desalento, procura experiência e compreensão nessa escola bendita, alicerçada em necessidades e lágrimas.

Se contratempos te ferem nos assuntos humanos, visita os irmãos enfermos, segregados no hospital, a fim de que possas aprender a valorizar a saúde que te permite trabalhar e renovar a esperança.

Quando te atormente a fome de sucesso nos temas afetivos e a ventura do coração se te afigure tardia, toma contato com aqueles companheiros que habitam furnas abandonadas, para quem a solidão se fez o prato de cada dia.

Ante os empeços da profissão com que o mundo te honra a existência, consagra alguns minutos a escutar o relatório dos pais de família, entregues ao desespero por lhes escassearem recursos à própria subsistência.

E, se experimentas dissabores, perante os filhos que te enriquecem a a alma de esperança e carinho, à face das tribulações que lhes gravam a vida, observa aqueles outros pequeninos que caminham nas trilhas do mundo, sem tutela de pai ou mãe que os resguarde, atirados à noite da criminalidade e da ignorância.

Matricula-te no educandário da caridade e guardarás a força da paciência.

Enriquece de cultura os dotes que te enfeitam a personalidade e realiza na terra os nobres ideais afetivos que te povoam os pensamentos, no entanto, se queres que a felicidade venha morar efetivamente contigo, auxilia igualmente a construir a felicidade dos outros.

Nosso encontro com aqueles que sofrem dificuldades e provações maiores que as nossas será sempre, em qualquer lugar, o nosso mais belo e mais duradouro encontro com Deus.

* * *

Emmanuel

Mensagem retirada do livro “Paz e Renovação” Psicografia de Francisco Cândido Xavier

maio 28, 2010

Profundidade da Doutrina e Esperança – Suicídio

Filed under: Espiritismo — Tags:, , , , , — Aprendiz @ 9:33 am

(Capítulo V – Bem Aventurados os Aflitos)
O Suicídio e a Loucura
15 Dá-se o mesmo em relação ao suicídio; com exceção daqueles que ocorrem no estado de embriaguez e de loucura, aos quais podemos chamar de inconscientes, é certo que, quaisquer que sejam os motivos particulares, sempre têm como causa um descontentamento. Portanto, aquele que está certo de ser infeliz apenas por um dia, e de serem melhores os dias seguintes, exercita a paciência. Ele só se desespera quando pensa que os seus sofrimentos não terão fim. E o que é a vida humana, em relação à eternidade, senão bem menos que um dia? Mas, para aquele que não crê na eternidade e julga que nesta vida tudo se acabará, que está oprimido pelo desgosto e pelo infortúnio, só vê na morte a solução dos seus males. Por não esperar nada, acha natural e até mesmo muito lógico abreviar suas misérias pelo suicídio.
16 A incredulidade, a simples dúvida sobre o futuro, as idéias materialistas são, numa palavra, os maiores incentivadores ao suicídio: elas produzem a covardia moral. E quando se vêem homens de ciência se apoiarem sobre a autoridade de seu saber, esforçarem-se para provar aos seus ouvintes ou aos seus leitores que não têm nada a esperar após a morte, não os vemos tentando convencê-los de que, se são infelizes, não têm nada de melhor a fazer do que se matar? Que poderiam lhes dizer para desviá-los disso? Que compensação poderiam lhes oferecer? Que esperança poderiam lhes dar? Nada além do nada. A conclusão é lógica, se o nada é o único remédio heróico; mais vale cair nele imediatamente do que mais tarde, e assim sofrer por menos tempo. A propagação das idéias do materialismo é, pois, o veneno que introduz em muitas pessoas o pensamento do suicídio. E aqueles que se fazem partidários e propagadores dessas idéias assumem sobre si uma terrível responsabilidade. Com o Espiritismo, a dúvida não é mais permitida e a visão da vida muda. Aquele que crê sabe que a vida se prolonga indefinidamente além-túmulo, embora em outras condições; daí a paciência e a resignação que o afastam naturalmente da idéia do suicídio, resultando, em uma palavra, na coragem moral.

( O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec)

Talvez a maior virtude do espiritismo como doutrina cristã seja trazer a esperança. Mas não é apenas uma esperança dogmática, baseada em achismos e interpretações de textos antigos. Mas sim de um objeto factível de consolo e que muda o foco das relações pessoais entre tempo x espaço.

E o que é a vida humana, em relação à eternidade, senão bem menos que um dia?” Este questionamento é de grande profundidade. Muitos dizem querer viver mais de cem anos. Mas de que adianta tanto tempo terrestre se é apenas uma fração da eternidade? A vida passa a ser um belo instrumento de ajuste cármico, uma oportunidade de renovação – Reforma Íntima – e um breve “descanso” do cotidiano espiritual. Nossa carne cansa, mas o espírito, motor de tudo, está momentâneamente a salvo dos efeitos perversos de uma eventual escravidão (mesmo que moral) no umbral.

Os obsessores possuem muito mais trabalho para influenciar os pensamentos dos encarnados do que para agir na dimensão espiritual. As doenças do perispírito (frutos de vícios, desregramento comportamental) agora são manifestadas na carne para purificação e, ao final de tudo, acabamos por dar um passo adiante na evolução.

Aquele que tem uma pressa enorme de evoluir, é freado pela infância e adolescência, quando inicia um amadurecimento de consciência e passa a ter mais contato com o próprio espírito. O mesmo serve para aqueles que tem uma pressa enorme de se dirigir ao mundo do crime. A chance do equilíbrio é dada, mas compete a cada um aproveitá-la. Quando vemos médiuns de enorme manifestação realizando maravilhas na sociedade, eles não passam de devedores. Quando vemos criminosos cometendo crimes bárbaros, estão alongando suas provações.

Na alegria ou na desgraça, há uma causa inteligente e um princípio de igualdade que as regulamenta. Essa é a perfeição da doutria racional. O materialismo é maléfico devido às suas nefastas consequências. Assim como enormes retiros espirituais que afastam as pessoas da realidade para um lugar onde não sofrem provações e não fazem nenhuma ação caridosa.

O suicídio é um ato de desespero, alimentado pela desesperança. Claro que há casos de severa obsessão e doenças consequentes, mas em qualquer caso, o fator comum é o desespero e o sentimento de “nada a perder”. Kardec mostra que não é bem assim. A longo, médio e curto prazo, perdemos uma chance preciosa de nos melhorar.

Talvez a maior decepção de um suicida seja perceber que a fuga do mundo material, o levou a uma realidade triste e sofrida da qual não escapará com apenas uma ação impensada.

julho 28, 2009

Reform Ourselves

Filed under: Espiritismo — Tags:, , , — Aprendiz @ 4:30 pm

Nothing is harder than to change ourselves. I believe we all make mistakes, on daily basis. The difference is how many times of regret we use to learn more.

Spiritism tells us about our duties and what we can possibly get after leaving our flesh bodies, but all of this means nothing if we don’t use this little portion of time (about 7 decades) to bring and add knowledge and to take the right path we all know what it is. It is not the religion itself, is the actions we are willing to take to improve our life and our souls.

“Spiritism respects all religions and doctrines; values all efforts towards the practice of goodness; works towards peace and fellowship between all nations and all peoples, regardless of race, colour, nationality, creed, cultural or social standing. It also recognizes that “the truly good person is one who complies with the laws of justice, love, and charity in their highest degree of purity.” (Kardec)
(The Gospel According to Spiritism – chapter 17 – item 3)

Religion is something that is always developing and changing. We can put all the faith we want in a 2000 year-old book named Bible, but we also have to read new material and open our minds to new knowledge. How can something that pledges for charity and the good of mankind be Devil´s work?

I don’t mind who created or where any traditions comes from, I only care on what it can add on our knowledge and daily action. No religion is bad, what is truly evil is the human use of other’s beliefs, as we are tired to see. Catholic Church fought unccountable wars in the holy name of God, a God which only seeked for vengeance and blood, which seeks for a holy land, even bathed in blood. That’s terrible, and now we have the knowledge to understand that God is not a political entity which needs the human help. It is obviously the contrary. We need God’s help for everything, but he give us the free will to choose whatever path we want.

It is like a soft glove that will help us to stop falling whenever we need, but we need also to deserve. Idiot is the one who may think that by doing nothing bad he will find heaven. This is only our minimal obligation. From the moment we understand that “WITHOUT CHARITY THERE IS NO SALVATION” we are commiting to live in moral high standards and to practice it daily. It is not about giving money to poor people, it is about living with other different human beings and not judging everybody’s else options.

Perfection is a target so, so, so far away, and Jesus is so distant from our moral reach, that we have to take a step by step improvement on our actions. Every time we consciously don’t do something because it would be consider bad for our moral standards, we are one step further on the long path to a better world. Heaven is for the prouds, evolution is for the strongs! Spiritism can handle the burden, and it is our duty to make the charge lighter for everyone.

abril 14, 2009

Toda Caminhada Longa Começa Com Um Passo

Filed under: Espiritismo — Tags:, , , , — Aprendiz @ 4:50 pm

Na opinião de alguns filósofos espiritualistas, o princípio inteligente, distinto do princípio material, se individualiza e elabora, passando pelos diversos graus de animalidade. É aí que a alma se ensaia para a vida e desenvolve, pelo exercício, suas primeiras faculdades. Esse seria para ela, por assim dizer, o período de incubação.
Chegada ao grau de desenvolvimento que este estado comporta, ela recebe as faculdades especiais que constituem a alma humana. Haveria assim filiação espiritual do animal para o homem, como há filiação corporal. Esse sistema, fundado na grande lei de unidade que preside a criação, corresponde, forçoso é convir, à justiça e à bondade do Criador; dá uma saída, uma finalidade, um destino aos animais, que deixam então de formar uma categoria de seres deserdados, para terem, no futuro que lhes está reservado, uma compensação a seus sofrimentos
”.
A Gênese – Allan Kardec
(Cap. XI-item 23)

Nos dias atuais, há um embate muito forte entre “Criacionistas” x “Darwinismo”. Os primeiros, defendem que Deus é o responsável por cada criação e destino, sendo o ser em si um resultado da vontade divina. A corrente baseada em Darwin acredita que os seres são uma evolução de ancestrais pré-existentes, ou seja, o homem é uma evolução de algum primata pré-histórico que foi evoluindo ao longo do tempo, ficando bípede, com a coluna ereta, cérebro mais desenvolvido, etc.

Porém, alguns paradoxos se apresentam em ambos os raciocínios. Os Criacionistas, por mais irônico que pareça, refutam os Darwinistas pela inexistência de provas de um ancestral comum primata aos humanos (logo os religiosos precisam ver para crer?). Os Darwinistas rebatem, questionando provas sobre a existência de Deus e de atos da criação, que poderiam ser apenas reações químicas e biológicas em bilhões de anos de atividade.

Enfim, ambas as correntes são tão radicais que chegam a ser tolas. A passagem acima, de Kardec, ilustra o que seria a evolução do espírito, que é obrigado a preencher o envoltório material no qual está destinado a habitar, mas que tem a perspectiva de progredir de acordo com suas habilidades e aprendizado, com toda paciência e tempo que a eternidade pode proporcionar. Sem dúvida Deus participou do processo como um todo, mas isso não exclui a evolução como uma escola de transferência de fases. Ora, por que um ser que habitava um corpo animal não poderia evoluir para um corpo humano? Por que Deus criaria um animal e uma pessoa aleatoriamente sem motivo algum aparente? Isso deixa de ser uma questão de fé, para tornar-se apenas uma discussão orgulhosa de qual lado tem razão.

Felizmente, nenhum dos lados tem razão, Deus e a Evolução podem caminhar juntos. Talvez a maior lição do espiritismo seja essa. Cedo ou tarde todos seríamos obrigados a evoluir, até pela condição física e moral do habitat escolhido.

Prova disso são os diversos casos relatados de ovóides, espíritos que por pura maldade ou ignorância fixam seu perispírito em formas animais, de lobos a lagartos, de forma a perderem a forma humana e caminharem rumo à uma “inevolução”, onde não perdem a evolução alcançada, seus conhecimentos ainda permanecem na sua mente, mas cada vez menos acessíveis à memória. Claro, a condição moral é a determinante nessas horas, quanto mais direcionado à negatividade, menos moral estará presente.

Enfim, Criação + Darwin + milhares de variáveis que desconhecemos = Realidade e Verdade.

Crê nos que buscam a verdade. Duvida dos que a encontraram” ( André Gide )

Sobre a Função dos Espíritas

Filed under: Espiritismo — Tags:, , , , , — Aprendiz @ 4:40 pm

Ser espírita e conhecer algumas verdades (e não todas, logicamente), implica em responsabilidades maiores com as morais do Mestre e seus ensinamentos. Cada lição tem uma causa e efeito que todos sabemos, devem ser levados em consideração para cada ação tomada.

Cada gesto torna-se um apasiguador do passado ou um turbilhão no futuro. Como em num julgamento justo, serás julgado pelo que conheces. O espírita precisa de muita responsabilidade, já que por conhecer uma pequena fração de uma grande verdade, não tem espaços para deslizes.

Capítulo 60 do livro: Vinha de Luz*. (Talvez seja o melhor exemplo a esse respeito):

QUE FAZEIS DE ESPECIAL?

“Que fazeis de especial?” – Jesus. (MATEUS, 5:47.)

Iniciados na luz da Revelação Nova, os espiritistas cristãos possuem patrimônios
de entendimento muito acima da compreensão normal dos homens encarnados.

Em verdade, sabem que a vida prossegue vitoriosa, além da morte; que se encontram na escola temporária da Terra, em favor da iluminação espiritual que lhes é necessária; que o corpo carnal é simples vestimenta a desgastar-se cada dia; que os trabalhos e desgostos do mundo são recursos educativos; que a dor é o estímulo às mais altas realizações; que a nossa colheita futura se verificará, de acordo com a sementeira de agora; que a luz do Senhor clarear-nos-á os caminhos, sempre que estivermos a serviço do bem; que toda oportunidade de trabalho no presente é uma bênção dos Poderes Divinos; que ninguém se acha na Crosta do Planeta em excursão de prazeres fáceis, mas, sim, em missão de aperfeiçoamento; que a justiça não é uma ilusão e que a verdade
surpreenderá toda a gente; que a existência na esfera física é abençoada oficina de trabalho, resgate e redenção e que os atos, palavras e pensamentos da criatura produzirão sempre os frutos que lhes dizem respeito, no campo infinito da vida.

Efetivamente, sabemos tudo isto.
Em face, pois, de tantos conhecimentos e informações dos planos mais altos, a
beneficiarem nossos círculos felizes de trabalho espiritual, é justo ouçamos a
interrogação do Divino Mestre:

– Que fazeis mais que os outros?

O grande mérito dessa passagem é elucidar de forma sucinta, toda responsabilidade que carregam aqueles que conhecem mais. O privilégio do erro não existe mais, a medida em que a ignorância cede lugar ao conhecimento. Saber em demasiado e não agir de acordo, é o mesmo que jogar no lixo a responsabilidade confiada.

Fazer uma boa prece é só o começo da jornada, o cotidiano é que demonstra os pontos fracos que todos temos e que precisamos melhorar.

*Edição de Internet, disponível para download no link: http://www.sej.org.br/livros.html

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