{"id":465,"date":"2015-09-14T00:05:57","date_gmt":"2015-09-14T11:05:57","guid":{"rendered":"http:\/\/espiritismolivre.com\/?p=465"},"modified":"2015-09-14T00:05:57","modified_gmt":"2015-09-14T11:05:57","slug":"estudo-livro-dos-espiritos-progressao-dos-espiritos-q-114-a-127","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritismolivre.com\/?p=465","title":{"rendered":"ESTUDO LIVRO DOS ESP\u00cdRITOS &#8211; &#8220;Progress\u00e3o dos Esp\u00edritos&#8221; (Q.114 a 127)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um pouco do estudo do Livro dos Esp\u00edritos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">VII \u2013 Progress\u00e3o dos Esp\u00edritos (quest\u00f5es de 114 a 127).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A humanidade, desde seus antigos e vastos per\u00edodos de aprendizado filos\u00f3fico, busca uma unicidade de entendimento, uma forma de compreender o ser humano que abrace toda sua complexidade e que possa traduzir suas id\u00e9ias e seus comportamentos de forma geral. Chama a isso de <strong>natureza<\/strong>. A busca pela \u201c<span style=\"text-decoration: underline;\">natureza humana<\/span>\u201d foi uma constante por s\u00e9culos, vide expoentes significativos ao longo das correntes filos\u00f3ficas naturalistas com entendimentos diversos do que era o ser humano em natureza<a href=\"#sdfootnote1sym\"><sup>1<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Kardec questiona os Esp\u00edritos na quest\u00e3o 114, temos uma exemplifica\u00e7\u00e3o desta busca:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;<strong>114. Os Esp\u00edritos s\u00e3o bons ou maus por natureza, ou s\u00e3o eles mesmos que procuram melhorar-se?<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8212; Os Esp\u00edritos mesmos se melhoram; melhorando-se, passam de uma ordem inferior para uma superior\u201d. (2014:88)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 a confirma\u00e7\u00e3o por parte dos Esp\u00edritos de que o progresso \u00e9 poss\u00edvel e de que trata-se de necessidade individual, al\u00e9m de plena depend\u00eancia dos pr\u00f3prios esfor\u00e7os para cada esp\u00edrito. Constatando que a quest\u00e3o da natureza ainda n\u00e3o havia sido respondida, Kardec questiona:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em><strong>115. Uns Esp\u00edritos foram criados bons e outros maus?<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8212; Deus criou todos os Esp\u00edritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um deles uma miss\u00e3o, com o fim de esclarec\u00ea-los e progressivamente conduzir a perfei\u00e7\u00e3o, pelo conhecimento da verdade e para aproxim\u00e1-los Dele. A felicidade eterna e sem perturba\u00e7\u00f5es, eles a encontrar\u00e3o nessa perfei\u00e7\u00e3o. Os Esp\u00edritos adquirem o conhecimento passando pelas provas que Deus lhes imp\u00f5e. Uns aceitam essas provas com submiss\u00e3o e chegam mais prontamente ao seu destino; outros n\u00e3o conseguem sofr\u00ea-las sem lamenta\u00e7\u00e3o, e assim permanecem, por sua culpa, distanciados da perfei\u00e7\u00e3o e da felicidade prometida. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>115-a. Segundo isto, os Esp\u00edritos, na sua origem, se assemelhariam a crian\u00e7as, ignorantes e sem experi\u00eancia, mas adquirindo pouco a pouco os conhecimentos que lhes faltam, ao percorrer as diferentes fases da vida?<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8212; Sim, a compara\u00e7\u00e3o \u00e9 justa: a crian\u00e7a rebelde permanece ignorante e imperfeita; seu menor ou maior aproveitamento depende da sua docilidade. Mas a vida do homem tem fim, enquanto a dos Esp\u00edritos se estende ao infinito&#8221;. (2014:88)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mesma forma que buscamos na filosofia a quest\u00e3o da natureza do homem (se \u00e9 bom ou mau), a transfer\u00eancia dessa quest\u00e3o para os Esp\u00edritos solucionaria o problema de uma vez, j\u00e1 que a humanidade encarnada \u00e9 reflexo de sua condi\u00e7\u00e3o espiritual. No entanto a resposta dos esp\u00edritos \u00e9 cristalina, ao inv\u00e9s de bom ou mau, devemos penar na cria\u00e7\u00e3o de Esp\u00edritos simples e ignorantes, verdadeiras sementes que germinam de acordo com o cultivo individual. Isso torna a quest\u00e3o entre bom ou mau como um produto e n\u00e3o causa (natureza). Logo, ningu\u00e9m \u00e9 naturalmente bom ou naturalmente mau, simplesmente reflete em suas atitudes o pico moral que atingiu, seja ele mais baixo ou mais alto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo das quest\u00f5es 116 e 117 temos o entendimento de que todos os Esp\u00edritos um dia atingir\u00e3o a perfei\u00e7\u00e3o e que s\u00f3 dependem de seu pr\u00f3prio esfor\u00e7o para tal, uma vez que o livre-arb\u00edtrio \u00e9 pleno e soberano sobre suas atitudes. Mas um outro ponto interessante \u00e9 levantado pelo Codificador:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;<em><strong>118. Os Esp\u00edritos podem degenerar?<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8212; N\u00e3o. A medida que avan\u00e7am, compreendem o que os afasta da perfei\u00e7\u00e3o. Quando o Esp\u00edrito conclui uma prova, adquiriu conhecimento e n\u00e3o mais o perde. Pode permanecer estacionado, mas n\u00e3o retrogradar<\/em>&#8221; (2014:88).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que um Esp\u00edrito caia de n\u00edvel na escala esp\u00edrita. Mas o interessante \u00e9 que ao contr\u00e1rio do que muitos imaginam, o esp\u00edrito n\u00e3o est\u00e1 \u201cfadado ao bem\u201d a cada conquista. Cada degrau da escala \u00e9 uma conquista, s\u00e3o conhecimentos adquiridos e moral apurada. Quanto mais elevada a moral e os n\u00edveis de conhecimento, maior a responsabilidade daquele esp\u00edrito e maior o entendimento do impacto causado pelas suas escolhas. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 degenera\u00e7\u00e3o pois o erro n\u00e3o \u00e9 mais cometido por ignor\u00e2ncia, mas por escolha. \u00c9 como est\u00e1 escrito em Lucas (12:48) \u201c<em>\u00c0quele a quem muito se deu, muito ser\u00e1 pedido, e a quem muito se houver confiado, mais ser\u00e1 reclamado<\/em>\u201d. Logo, \u00e9 cristalina a l\u00f3gica de que existe a op\u00e7\u00e3o de se fazer o bem ou mau conforme o n\u00edvel de esclarecimento que escapa \u00e0 ignor\u00e2ncia. Kardec ainda exp\u00f4s na obra \u201cO C\u00e9u e o Inferno\u201d que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A responsabilidade moral dos nossos atos na vida permanece, portanto, inteiramente nossa. Mas a raz\u00e3o nos diz que as consequ\u00eancias dessa responsabilidade devem estar em rela\u00e7\u00e3o com o desenvolvimento intelectual do Esp\u00edrito. Quanto mais<\/em><em> <\/em><em>ele for esclarecido, menos desculp\u00e1vel ser\u00e1, porque com a inteligencia e o senso moral nascem as no\u00e7\u00f5es do bem e do mal, do junto e do injusto<a href=\"#sdfootnote2sym\"><sup>2<\/sup><\/a><\/em>\u201d (2007:80).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">E ent\u00e3o aceitando a ideia de que n\u00e3o h\u00e1 degenera\u00e7\u00e3o da gradua\u00e7\u00e3o espiritual, somos compelidos a aceitar algumas ideias subjacentes, como as da estagna\u00e7\u00e3o e o agravamento do efeito de nosso livre-arb\u00edtrio. Obrigatoriamente, como nos \u00e9 dito nas quest\u00f5es 120 e 121, n\u00f3s passamos pela ignor\u00e2ncia, mas n\u00e3o necessariamente pelo mal, sendo esse \u00faltimo uma escolha da <strong>consci\u00eancia.<\/strong> Quando se conhece o que \u00e9 certo e errado (portanto quando j\u00e1 temos uma condi\u00e7\u00e3o moral que nos ausenta da ignor\u00e2ncia) j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel que se ven\u00e7a o mal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>1<\/em><em><strong>22. Como podem os Esp\u00edritos, em sua origem, quando ainda n\u00e3o t\u00eam a consci\u00eancia de si mesmos, ter a liberdade de escolher entre o bem e o mal? H\u00e1 neles um princ\u00edpio, uma tend\u00eancia qualquer que os leve mais para um lado que para outro?<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8212; O livre-arb\u00edtrio se desenvolve \u00e0 medida que o Esp\u00edrito adquire consci\u00eancia de si mesmo. N\u00e3o haveria liberdade, se a escolha fosse provocada por uma causa estranha a vontade do Esp\u00edrito. A causa n\u00e3o est\u00e1 nele, mas no exterior, nas influ\u00eancias a que ele cede em virtude de sua espont\u00e2nea vontade. Esta \u00e9 a grande figura da queda do homem e do pecado original: uns cederam \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o e outros a resistiram<\/em>\u201d (2014:89).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A consci\u00eancia evolui e se desenvolve com o passar do tempo e das experi\u00eancias de cada encarna\u00e7\u00e3o.  Deus, em sua infinita sabedoria e miseric\u00f3rdia n\u00e3o submeteria suas cria\u00e7\u00f5es ao imposs\u00edvel. Do contr\u00e1rio, n\u00e3o haveria livre-arb\u00edtrio, apenas destinos tra\u00e7ados e fatalismos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em><strong>122-a. De onde v\u00eam as influ\u00eancias que se exercem sobre ele?<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8212; Dos Esp\u00edritos imperfeitos que procuram envolv\u00ea-lo e domin\u00e1-lo, e que ficam felizes de faz\u00ea-lo sucumbir. Foi o que se quis representar na figura de Satan\u00e1s.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>122-b. Esta influ\u00eancia s\u00f3 se exerce sobre o Esp\u00edrito na sua origem?<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8212; Segue-o na vida de Esp\u00edrito, at\u00e9 que ele tenha de tal maneira adquirido o dom\u00ednio de si mesmo, que os maus desistam de obsidi\u00e1-lo\u201d<\/em> (2014:89).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">essa influ\u00eancia das respostas 122-a e b ser\u00e1 mais aprofundada no cap\u00edtulo IX desta obra. Por enquanto podemos depreender que nosso livre-arb\u00edtrio \u00e9 assediado por escolhas diversas todo o tempo, e \u00e9 a capacidade de melhor escolher que encurta ou alonga nosso caminho rumo \u00e1 perfei\u00e7\u00e3o. \u00c9 atrav\u00e9s das m\u00e1s escolhas que vamos galgando novas provas e expia\u00e7\u00f5es que servem de instrumento ao nosso progresso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somos, portanto, respons\u00e1veis pelas escolhas e pela expans\u00e3o de nossa consci\u00eancia, trazendo para n\u00f3s a responsabilidade de acordo com a nossa capacidade de assimila\u00e7\u00e3o da mesma. \u00c9 assim que vamos passar por cada degrau da escala evolucion\u00e1ria rumo \u00e1 perfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#sdfootnote1anc\">1<\/a>Vide \tRousseau, Locke, Hobbes, etc. Cada um destes \u201cnaturalistas\u201d \tpossu\u00eda uma forma de entendimento e car\u00e1ter que dava \u00e0 humanidade \tem estado puro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#sdfootnote2anc\">2<\/a>KARDEC, \tA. (2007) &#8211; <em>O C\u00e9u e o Inferno <\/em>\u2013 CAP\u00cdTULO VII \u2013 AS PENAS \tFUTURAS SEGUNDO O ESPIRITISMO &#8211; \u201cA carne \u00e9 fraca\u201d &#8211; Editora \tLAKE \u2013 Tradu\u00e7\u00e3o de Herculano Pires e Jo\u00e3o Teixeira de Paula.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um pouco do estudo do Livro dos Esp\u00edritos: VII \u2013 Progress\u00e3o dos Esp\u00edritos (quest\u00f5es de 114 a 127). 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