{"id":415,"date":"2015-01-12T06:38:39","date_gmt":"2015-01-12T17:38:39","guid":{"rendered":"http:\/\/espiritismolivre.com\/?p=415"},"modified":"2015-01-12T06:42:37","modified_gmt":"2015-01-12T17:42:37","slug":"fixacao-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritismolivre.com\/?p=415","title":{"rendered":"FIXA\u00c7\u00c3O MENTAL"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #0000ff;\"> \u00c1ulus ouviu com aten\u00e7\u00e3o e ponderou:<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #0000ff;\">&#8211; E imprescind\u00edvel compreender que, depois da morte no corpo f\u00edsico, prosseguimos desenvolvendo os pensamentos que cultiv\u00e1vamos na experi\u00eancia carnal. E n\u00e3o podemos esquecer que a Lei tra\u00e7a princ\u00edpios universais que n\u00e3o podemos trair. Subordinados \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o, como avan\u00e7ar sem lhe acatarmos a ordem de harmonia e progresso? A id\u00e9ia fixa pode operar a indefinida estagna\u00e7\u00e3o da vida mental no tempo.<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #0000ff;\">(&#8230;)<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #0000ff;\">&#8211; E o problema da imobiliza\u00e7\u00e3o da alma?<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #0000ff;\">(&#8230;)<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #0000ff;\">&#8211; Em nossa imagem, podemos defini-la com a propriedade poss\u00edvel. \u00c9 que o tempo, para n\u00f3s, \u00e9 sempre aquilo que dele fizermos. Para melhor compreens\u00e3o do assunto, lembremo-nos de que as horas s\u00e3o invari\u00e1veis no rel\u00f3gio, mas n\u00e3o s\u00e3o sempre as mesmas em nossa mente. Quando felizes, n\u00e3o tomamos conhecimento dos minutos. Satisfazendo aos nossos ideais ou interesses mais \u00edntimos, os dias voam c\u00e9leres, ao passo que, em companhia do sofrimento e da express\u00e3o, temos a id\u00e9ia de que o tempo est\u00e1 inexoravelmente parado. E quando n\u00e3o nos esfor\u00e7amos por superar a c\u00e2mara lenta da ang\u00fastia, a id\u00e9ia aflitiva ou obsecante nos corro\u00ed a vida mental, levando-nos \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o. Chegados a essa fase, o tempo como que se cristaliza dentro de nos, porque passamos a gravitar, em Esp\u00edrito, em torno do ponto nevr\u00e1lgico de nosso desajuste. Qualquer grande perturba\u00e7\u00e3o interior, chame-se paix\u00e3o ou des\u00e2nimo, crueldade ou vingan\u00e7a, ci\u00fame ou desespero, pode imobilizar-nos por tempo indefin\u00edvel em suas malhas de sombra, quando nos rebelamos contra o imperativo de marcha incessante com o Sumo Bem. Analisemos ainda o nosso s\u00edmbolo do combate. O rel\u00f3gio inflex\u00edvel assinala o mesmo hor\u00e1rio para todos, entretanto, o tempo \u00e9 leve para os que triunfaram e pesado para os que perderam. Com os vencedores, os dias s\u00e3o felicidade e louvor e com os vencidos s\u00e3o amarguras e l\u00e1grimas. Quando nos n\u00e3o desvencilhamos dos pensamentos de flagela\u00e7\u00e3o e derrota, atrav\u00e9s do trabalho constante pela nossa renova\u00e7\u00e3o e progresso, transformamo-nos em fantasmas de afli\u00e7\u00e3o e desalento, mutilados em nossas melhores esperan\u00e7as ou encafurnados em nossas chagas \u00edntimas. E quando a morte nos surpreende nessas condi\u00e7\u00f5es, acentuando-se-nos ent\u00e3o a experi\u00eancia subjetiva, se a alma n\u00e3o se disp\u00f5e ao esfor\u00e7o her\u00f3ico da suprema ren\u00fancia, com facilidade emaranha-se nos problemas da fixa\u00e7\u00e3o, atravessando anos e anos, e por vezes s\u00e9culos na repeti\u00e7\u00e3o de reminisc\u00eancias desagrad\u00e1veis, das quais se nutre e vive. N\u00e3o se interessando por outro assunto a n\u00e3o ser o da pr\u00f3pria dor, da pr\u00f3pria ociosidade ou do pr\u00f3prio \u00f3dio, a criatura desencarnada, ensimesmando-se, \u00e9 semelhante ao animal no sono let\u00e1rgico da hiberna\u00e7\u00e3o. Isola-se do mundo externo, vibrando t\u00e3o-somente ao redor do desequil\u00edbrio oculto em que se compraz. Nada mais ouve, nada mais v\u00ea e nada mais sente, al\u00e9m da esfera desvairada de si mesma.<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #0000ff;\">(&#8230;)<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #0000ff;\">&#8211; A reencarna\u00e7\u00e3o, em tais circunst\u00e2ncias, \u00e9 o mesmo que conduzir o doente inerte a certa m\u00e1quina de fric\u00e7\u00e3o para o necess\u00e1rio despertamento. Intimamente justaposta ao campo celular, a alma \u00e9 a feliz prisioneira do equipamento f\u00edsico, no qual influencia o mundo at\u00f4mico e \u00e9 por ele influenciada, sofrendo os atritos que lhe objetivam a recupera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #0000ff;\">(&#8230;)<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #0000ff;\">&#8211; Na maioria das vezes, o soerguimento \u00e9 vagaroso. Podemos comprovar isso no estudo das crian\u00e7as retardadas, que exprimem dolorosos enigmas para o mundo&#8230; Somente o extremado amor dos pais e dos familiares consegue infundir calor e vitalidade a esses entezinhos que, n\u00e3o raro, se demoram por muitos anos na mat\u00e9ria densa, como ap\u00eandices torturados da sociedade terrestre, curtindo sofrimentos que parecem injustific\u00e1veis e estranhos e que constituem para eles a medica\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel. \u00c9 poss\u00edvel auscultar ainda a verdade de nossa assertiva, nos chamados esquizofr\u00eanicos e nos paran\u00f3icos que perderam o senso das propor\u00e7\u00f5es, situando-se em falso conceito de si mesmos. Quase todas as perturba\u00e7\u00f5es congeniais da mente, na criatura reencarnada, dizem respeito a fixa\u00e7\u00e3o que lhe antecederam a volta ao mundo. E, em muitos casos, os Esp\u00edritos enleados nesses \u00f3bices seguem do ber\u00e7o ao t\u00famulo em recupera\u00e7\u00e3o gradativa, experimentando choques ben\u00e9ficos, atrav\u00e9s das terap\u00eauticas humanas e das exig\u00eancias dom\u00e9sticas, das imposi\u00e7\u00f5es dos costumes e dos conflitos sociais, deles retirando as vantagens do que podemos considerar por \u201cextrovers\u00e3o\u201d indispens\u00e1vel \u00e0 cura das psicoses de que s\u00e3o portadores.<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #0000ff;\">[Obra: Nos Dom\u00ednios da Mediunidade, pelo Esp\u00edrito Andr\u00e9 Luiz e psicografia de Francisco C. Xavier. Cap\u00edtulo 25 &#8211; Em torno da fixa\u00e7\u00e3o mental]<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">_____________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando \u00c1ulus explica o quadro da Fixa\u00e7\u00e3o mental, exp\u00f5e um dos fatores mais paradoxais da Doutrina Esp\u00edrita. Ao mesmo tempo que conota um quadro complexo, demonstra que \u00e9 uma via simples o in\u00edcio de tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #0000ff;\">&#8220;chame-se paix\u00e3o ou des\u00e2nimo, crueldade ou vingan\u00e7a, ci\u00fame ou desespero, pode imobilizar-nos por tempo indefin\u00edvel em suas malhas de sombra&#8221;<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como ser humano, s\u00f3 vejo ali sentimentos presentes no cotidiano da maioria. Claro que n\u00e3o vivemos em fun\u00e7\u00e3o destes sentimentos na maioria dos casos, mas as paix\u00f5es e o des\u00e2nimo est\u00e3o comumente presentes em nossa sociedade, nas mais variadas formas. Tomemos por exemplo a dor de uma futura m\u00e3e que sofre um aborto espont\u00e2neo, ou de uma m\u00e3e que perde o filho em situa\u00e7\u00e3o de dor e desespero. Qu\u00e3o facilmente o desespero e a dor passar\u00e3o a nortear aquela vida?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Justamente por sermos humanos, t\u00e3o ainda distantes de uma boa posi\u00e7\u00e3o na escala evolutiva do Esp\u00edrito, temos sempre a clem\u00eancia e a miseric\u00f3rdia divina ao nosso lado. A reencarna\u00e7\u00e3o \u00e9 o rem\u00e9dio amargo que nos ensina, por quanto tempo for necess\u00e1rio, a valorizar os pensamentos e atitudes de forma correta e passageira. O desespero s\u00f3 existe quando h\u00e1 desconhecimento de causas e motivos. A amargura, a vingan\u00e7a, as paix\u00f5es, s\u00e3o todos elementos ligados \u00e0 nossa inevolu\u00e7\u00e3o e estado inferior que ocupamos por muitas vidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos tamb\u00e9m observar a quantidade de doentes mentais e imaginar o porqu\u00ea&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fixa\u00e7\u00e3o mental, cristaliza\u00e7\u00e3o da alma, monoide\u00edsmo (manter o pensamento em apenas 1 foco), tudo \u00e9 motivo para obsess\u00e3o e seus desdobramentos mais s\u00e9rios. Como toda obsess\u00e3o se inicia com a auto-obsess\u00e3o, este \u00e9 o melhor exemplo e melhor explicado de como esse processo tem in\u00edcio. A partir de hoje, que possamos policiar-nos melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossa luta como alma \u00e9 praticar a reforma \u00edntima, prosseguir tentando ser melhor, orando e vigiando nossos pensamentos e a\u00e7\u00f5es, para conseguir um m\u00ednimo de melhora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para que a pressa? Somos eternos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1ulus ouviu com aten\u00e7\u00e3o e ponderou: &#8211; E imprescind\u00edvel compreender que, depois da morte no corpo f\u00edsico, prosseguimos desenvolvendo os pensamentos que cultiv\u00e1vamos na experi\u00eancia carnal. E n\u00e3o podemos esquecer que a Lei tra\u00e7a princ\u00edpios universais que n\u00e3o podemos trair. Subordinados \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o, como avan\u00e7ar sem lhe acatarmos a ordem de harmonia e progresso? 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