{"id":273,"date":"2012-12-18T01:16:11","date_gmt":"2012-12-18T12:16:11","guid":{"rendered":"http:\/\/espiritismolivre.com\/?p=273"},"modified":"2012-12-18T01:16:11","modified_gmt":"2012-12-18T12:16:11","slug":"evocacao-de-surdo-mudo-encarnado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritismolivre.com\/?p=273","title":{"rendered":"Evoca\u00e7\u00e3o de Surdo-Mudo Encarnado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Segue abaixo um trecho retirado da Revista Esp\u00edrita. \u00c9 bem interessante, trata-se da evoca\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito de um encarnado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\/\/&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-\/\/&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;\/\/&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;\/\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">Evoca\u00e7\u00e3o de um Surdo-Mudo Encarnado<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">O Sr. Rul, membro da Sociedade de Paris, transmite-nos o fato que se segue. Disse ele:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">\u201cEm 1862 conheci um jovem surdo-mudo de doze ou treze anos. Desejoso de fazer uma observa\u00e7\u00e3o, perguntei aos meus guias protetores se me seria poss\u00edvel evoc\u00e1-lo. Como a resposta fosse afirmativa, fiz o rapaz vir ao meu quarto e o instalei numa poltrona, com um prato de uvas, que ele se p\u00f4s a chupar com ardor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">Por meu lado, sentei-me a uma mesa. Orei e fiz a evoca\u00e7\u00e3o, como de costume. Ao cabo de alguns instantes minha m\u00e3o tremeu e escrevi:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">Eis-me aqui.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">Olhei o menino: estava im\u00f3vel, os olhos fechados, calmo, adormecido, com o prato sobre os joelhos; cessara de comer. Dirigi-lhe as seguintes perguntas:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">P. \u2013 Onde est\u00e1s agora?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">Resp. \u2013 Em vosso quarto, em vossa poltrona.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">P. \u2013 Queres dizer por que \u00e9s surdo-mudo de nascen\u00e7a?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">Resp. \u2013 \u00c9 uma expia\u00e7\u00e3o de meus crimes passados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">P. \u2013 Que crimes cometeste?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">Resp. \u2013 Fui parricida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">P. \u2013 Podes dizer se tua m\u00e3e, a quem amas t\u00e3o ternamente, n\u00e3o teria sido, como teu pai ou tua m\u00e3e, na exist\u00eancia de que falas, o objeto do crime que cometeste?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">Em v\u00e3o esperei a resposta; minha m\u00e3o ficou im\u00f3vel. Levantei de novo os olhos para o menino; acabava de despertar e comia as uvas com apetite. Tendo, ent\u00e3o, pedido aos guias que me explicassem o que acabava de se passar, foi-me respondido:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">Ele deu as informa\u00e7\u00f5es que desejavas e Deus n\u00e3o permitiu que te desse outras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">N\u00e3o sei como os partid\u00e1rios da comunica\u00e7\u00e3o exclusiva dos dem\u00f4nios nos explicariam o fato. Para mim, conclui que, desde que Deus por vezes nos permite evocar um Esp\u00edrito encarnado, permite-nos igualmente em rela\u00e7\u00e3o aos desencarnados, quando o fazemos com o esp\u00edrito de caridade.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">Observa\u00e7\u00e3o \u2013 Por nosso lado, faremos uma outra observa\u00e7\u00e3o a respeito. Aqui, a prova de identidade resulta do sono provocado pela evoca\u00e7\u00e3o, e da cessa\u00e7\u00e3o da escrita no momento de despertar. Quanto ao sil\u00eancio guardado sobre a \u00faltima pergunta, prova a utilidade do v\u00e9u lan\u00e7ado sobre o passado. Com efeito, suponhamos que a m\u00e3e atual desse menino tenha sido sua v\u00edtima em outra exist\u00eancia, e que este tenha querido reparar seus erros pela afei\u00e7\u00e3o que lhe testemunha; a m\u00e3e n\u00e3o seria dolorosamente afetada se soubesse que o filho foi seu assassino? sua ternura por ele n\u00e3o seria alterada? Foi-lhe permitido revelar a causa de sua enfermidade como assunto de instru\u00e7\u00e3o, a fim de nos dar uma prova a mais de que as afli\u00e7\u00f5es daqui t\u00eam uma causa anterior, quando tal causa n\u00e3o esteja na vida atual, e que assim tudo \u00e9 conforme \u00e0 justi\u00e7a; mas o resto era in\u00fatil e poderia ter chegado aos ouvidos da m\u00e3e. Por isto os Esp\u00edritos o despertaram, no momento em que, talvez, fosse responder.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">(&#8230;)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">Al\u00e9m disso, o fato prova um ponto capital: n\u00e3o \u00e9 somente depois da morte que o Esp\u00edrito recobra a lembran\u00e7a de seu passado. Pode dizer-se que n\u00e3o a perde jamais, mesmo na encarna\u00e7\u00e3o, porquanto, durante o sono do corpo, quando goza de certa liberdade, o Esp\u00edrito tem consci\u00eancia de seus atos anteriores; sabe por que sofre, e que sofre justamente; a lembran\u00e7a n\u00e3o se apaga sen\u00e3o durante a vida exterior de rela\u00e7\u00e3o. Mas, em falta de uma  lembran\u00e7a precisa, que lhe poderia ser penosa e prejudicar suas rela\u00e7\u00f5es sociais, haure novas for\u00e7as nos instantes de emancipa\u00e7\u00e3o da alma, se os soube aproveitar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333399;\">(Revista Esp\u00edrita &#8211; 1865 &#8211; pp. 38 \/ 39 \/ 40)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\/\/&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-\/\/&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;\/\/&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;\/\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O trecho acima \u00e9 bem importante quando pensamos o sentido doutrin\u00e1rio da mensagem. Algumas provas ali existem, de que quando dormimos nosso Esp\u00edrito recupera a consci\u00eancia e, na medida do poss\u00edvel, a mem\u00f3ria do que fez. Ainda os motivos que levaram a certas provas durante a encarna\u00e7\u00e3o corrente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando dormimos, estamos no estado de consci\u00eancia do esp\u00edrito que ocupava o corpo da crian\u00e7a. Ele era um esp\u00edrito que entendia a realidade, que sabia o porqu\u00ea de ser surdo-mudo, mas quando a quest\u00e3o chegou \u00e0 raiz do problema, se ele havia ceifado a vida de sua m\u00e3e, houve o despertar. Talvez quando uma informa\u00e7\u00e3o venha \u00e0 tona neste \u00edntimo, ela seja capaz de colocar esfor\u00e7os sublimes a perder. O v\u00e9u do esquecimento n\u00e3o \u00e9 um acidente, \u00e9 uma provid\u00eancia da caridade divina para com o nosso ser ainda t\u00e3o fraco e ressentido. Conviver com quem nos fez mal no passado pode fazer a dor renascer e travar-nos em processo obsessivo ainda encarnado. Mares de \u00f3dio poder\u00e3o ressurgir, deixando de lado todo o amor constru\u00eddo at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser surdo-mudo no s\u00e9culo XIX, sem tecnologias ou facilidades n\u00e3o devia ser tarefa f\u00e1cil. Pode muito bem ser uma prova escolhida ap\u00f3s anos de depura\u00e7\u00e3o e sofrimento no mundo espiritual. Ou seja, aquele Esp\u00edrito em tarefa expiat\u00f3ria, poderia reviver sofrimentos que j\u00e1 havia depurado durante sua estadia junto aos esp\u00edritos. Seria justo impor duplo sofrimento \u00e0 fam\u00edlia? N\u00e3o seria desrespeitar a Provid\u00eancia Divina? Muitas vezes nossa \u00e2nsia de conhecer a verdade, pode trazer uma boa dose de ego\u00edsmo e injusti\u00e7a. Por isso a informa\u00e7\u00e3o final n\u00e3o foi conferida ao pesquisador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O S\u00e9culo XIX, do\u00a0Espiritismo\u00a0Cient\u00edfico, foi formid\u00e1vel por permitir a conson\u00e2ncia dos ensinamentos dos Esp\u00edritos \u00e0 Kardec com a realidade pr\u00e1tica dos pesquisadores materialistas, que em certo ponto, precisaram se render \u00e0 verdade ou viver no erro consciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segue abaixo um trecho retirado da Revista Esp\u00edrita. \u00c9 bem interessante, trata-se da evoca\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito de um encarnado. \/\/&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-\/\/&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;\/\/&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;\/\/ Evoca\u00e7\u00e3o de um Surdo-Mudo Encarnado O Sr. Rul, membro da Sociedade de Paris, transmite-nos o fato que se segue. Disse ele: \u201cEm 1862 conheci um jovem surdo-mudo de doze ou treze anos. 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