{"id":193,"date":"2012-03-25T06:53:59","date_gmt":"2012-03-25T17:53:59","guid":{"rendered":"http:\/\/espiritismolivre.com\/?p=193"},"modified":"2012-03-25T06:53:59","modified_gmt":"2012-03-25T17:53:59","slug":"esquecimento-do-passado-e-perdao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritismolivre.com\/?p=193","title":{"rendered":"Esquecimento do Passado e Perd\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Uma das grandes obje\u00e7\u00f5es quanto ao esquecimento das vidas passadas \u00e9 a que diz\u00a0 <strong>&#8221; por que ?\u00a0 e para que? &#8220;.<\/strong> Aparentemente muito simples, \u00e9 um real questionamento\u00a0 que busca a resposta no mais profundo que os elementos b\u00e1sicos\u00a0do Espiritismo podem trazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Evangelho Segundo o Espiritismo encontramos uma s\u00e9rie de ensinamentos sobre isso. Aqui neste texto, a reencarna\u00e7\u00e3o \u00e9 um pressuposto aceito e n\u00e3o aberto \u00e0 discuss\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro, tratando do esquecimento, segue abaixo valorosas li\u00e7\u00f5es do &#8220;Evangelho Segundo o Espiritismo&#8221; no qual o brilhante trabalho de Kardec conseguiu simplificar um pouco as complexas rela\u00e7\u00f5es entre os mundos invis\u00edveis e materiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>(O Evangelho Segundo o Espiritismo &#8211; CAP\u00cdTULO IV \u2013 NINGU\u00c9M PODER\u00c1 VER O REINO DE DEUS SE N\u00c3O NASCER DE NOVO)<br \/>\n\u00a0<br \/>\nA REENCARNA\u00c7\u00c3O FORTALECE OS LA\u00c7OS DE FAM\u00cdLIA, AO PASSO QUE A UNICIDADE DA EXIST\u00caNCIA OS ROMPE<br \/>\n18. Os la\u00e7os de fam\u00edlia n\u00e3o sofrem destrui\u00e7\u00e3o alguma com a reencarna\u00e7\u00e3o, como o pensam certas pessoas. Ao contr\u00e1rio, tornam-se mais fortalecidos e apertados. O princ\u00edpio oposto, sim, os destr\u00f3i.<br \/>\nNo espa\u00e7o, os Esp\u00edritos formam grupos ou fam\u00edlias entrela\u00e7ados pela afei\u00e7\u00e3o, pela simpatia e pela semelhan\u00e7a das inclina\u00e7\u00f5es. Ditosos por se encontrarem juntos, esses Esp\u00edritos se buscam uns aos outros. A encarna\u00e7\u00e3o apenas momentaneamente os separa, porquanto, ao regressarem \u00e0 erraticidade, novamente se re\u00fanem como amigos que voltam de uma viagem. Muitas vezes, at\u00e9, uns seguem a outros na encarna\u00e7\u00e3o, vindo aqui reunir-se numa mesma fam\u00edlia, ou num mesmo c\u00edrculo, a fim de trabalharem juntos<br \/>\npelo seu m\u00fatuo adiantamento.\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>19. A uni\u00e3o e a afei\u00e7\u00e3o que existem entre pessoas parentes s\u00e3o um \u00edndice da simpatia anterior que as aproximou. Da\u00ed vem que, falando-se de algu\u00e9m cujo car\u00e1ter, gostos e pendores nenhuma semelhan\u00e7a apresentam com os dos seus parentes mais pr\u00f3ximos, se costuma dizer que ela n\u00e3o \u00e9 da fam\u00edlia. Dizendo-se isso, enuncia-se uma verdade mais profunda do que se sup\u00f5e. Deus permite que, nas fam\u00edlias,ocorram essas encarna\u00e7\u00f5es de Esp\u00edritos antip\u00e1ticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e por efeito dos cuidados que se lhes dispensam. O car\u00e1ter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatias se esvaem.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>(O Evangelho Segundo o Espiritismo &#8211; CAP\u00cdTULO V \u2013 BEM AVENTURADOS OS AFLITOS)<br \/>\nESQUECIMENTO DO PASSADO<br \/>\n11. Em v\u00e3o se objeta que o esquecimento constitui obst\u00e1culo a que se possa aproveitar da experi\u00eancia de vidas anteriores. Havendo Deus entendido de lan\u00e7ar um v\u00e9u sobre o passado, \u00e9 que h\u00e1 nisso vantagem. Com efeito, a lembran\u00e7a traria grav\u00edssimos inconvenientes. Poderia, em certos casos, humilhar-nos singularmente, ou, ent\u00e3o, exaltar-nos o orgulho e, assim, entravar o nosso livre-arb\u00edtrio. Em todas as circunst\u00e2ncias, acarretaria inevit\u00e1vel perturba\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Freq\u00fcentemente, o Esp\u00edrito renasce no mesmo meio em que j\u00e1 viveu, estabelecendo de novo rela\u00e7\u00f5es com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes haja feito. Se reconhecesse nelas as a quem odiara, qui\u00e7\u00e1 o \u00f3dio se lhe despertaria outra vez no \u00edntimo. De todo modo, ele se sentiria humilhado em presen\u00e7a daquelas a quem houvesse ofendido.<br \/>\n_________________________<br \/>\n(Pouco mais sobre a forma\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia e porque encarnamos junto aos parentes pode ser encontrado no cap\u00edtulo XIV &#8211; HONRAI A VOSSO PAI E A VOSSA M\u00c3E).<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O esquecimento \u00e9 uma d\u00e1diva. Em que ajudaria agora saber se fomos escravos ou reis? Se fomos simples agricultores ou poderosos senhores feudais? A palavra de Kardec \u00e9 absoluta em dizer que nada poder\u00edamos aproveitar destas lembran\u00e7as enquanto encarnados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O esquecimento do passado combina-se a uma das mais sublimes li\u00e7\u00f5es de Jesus:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Se contra v\u00f3s pecou vosso irm\u00e3o, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a s\u00f3s com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irm\u00e3o. \u2013 Ent\u00e3o, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: \u201cSenhor, quantas vezes perdoarei a meu irm\u00e3o, quando houver pecado contra mim? At\u00e9 sete vezes?\u201d \u2013 Respondeu-lhe Jesus: \u201cN\u00e3o vos digo que perdoeis at\u00e9 sete vezes, mas at\u00e9 setenta vezes sete vezes.\u201d (S. MATEUS, 18:15, 21 e 22.)<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Reconciliai-vos o mais depressa poss\u00edvel com o vosso advers\u00e1rio, enquanto estais com ele a caminho, para que ele n\u00e3o vos entregue ao juiz, o juiz n\u00e3o vos entregue ao ministro da justi\u00e7a e n\u00e3o sejais metido em pris\u00e3o. \u2013 Digo-vos, em verdade, que da\u00ed n\u00e3o saireis, enquanto n\u00e3o houverdes pago o \u00faltimo ceitil. (S. MATEUS, 5:25 e 26.)<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a rela\u00e7\u00e3o entre o perd\u00e3o e o esquecimento?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o esquecimento, temos a chance de moldar nossa exist\u00eancia corp\u00f3rea com valores morais melhores e conhecimentos que nos permitam entender melhor as rela\u00e7\u00f5es humanas, a realidade e o estudo. O perd\u00e3o nesta vida pode se resumir \u00e0 quest\u00f5es simples e \u00e0 quest\u00f5es complexas. Tudo n\u00e3o passa de um treinamento para quando desencarnarmos. L\u00e1 teremos no\u00e7\u00e3o real do tamanho de nossas d\u00edvidas para com outros e do tamanho do perd\u00e3o que exigimos dos outros e n\u00e3o cumprimos quando nos foi solicitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 perdoando as pequenas coisas, como ofensas no tr\u00e2nsito, inj\u00farias, boatos, que aprenderemos a perdoar as grandes coisas. S\u00f3 devemos ter em mente que a atemporalidade n\u00e3o permite que tenhamos conclus\u00f5es precipitadas quando conhecemos a doutrina Esp\u00edrita. A grande responsabilidade est\u00e1 em saber pesar a qual \u00e1rvore corresponde qual fruto.\u00a0A ora\u00e7\u00e3o do Pai Nosso traz explicita a frase &#8220;Perdoai nossas d\u00edvidas, assim como perdoamos os nossos devedores&#8221;. Pois bem, vejam a profundidade a dificuldade envolvidas nessa frase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 urgente uma mudan\u00e7a de conduta moral para as bases do bem, da caridade, do amor e do perd\u00e3o, s\u00f3 assim teremos um pouco de avan\u00e7o na longa escadaria das exist\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O esquecimento \u00e9 a d\u00e1diva divina, que nos d\u00e1 chance de modificar nossos h\u00e1bitos, h\u00e1litos mentais, ideologias e condutas, de forma a aproveitar o tempo encarnado para aprendizaro do perd\u00e3o e da caridade, cujas virtudes nos ajudar\u00e3o a encarar a realidade de fato quando desencarnados. O esquecimento e o perd\u00e3o das pequenas coisas s\u00e3o um exerc\u00edcio que nos fortalecer\u00e1 e nos colocar\u00e1 em sintonia com o que h\u00e1 de melhor ao nosso alcance. Agrade\u00e7amos a Deus e ao senhor Jesus Cristo por mais esta d\u00e1diva e ajuda. Fa\u00e7amos merecer a confian\u00e7a depositada em n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu livro &#8220;H\u00c1 2.000 ANOS&#8221;, o Esp\u00edrito Emmanuel atrav\u00e9s de Chico Xavier narra uma encarna\u00e7\u00e3o em Roma, onde foi um orgulhoso e poderoso Senador da Rep\u00fablica (P\u00fablio Lentulus). Essa passagem \u00e9 uma das mais emocionantes, \u00e9 um encontro entre o Senador e um grande amigo e mentor que havia desencarnado, chamado Flam\u00ednio.\u00a0\u00c9 uma passagem que\u00a0nos faz refletir:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>O senador deixou que todo o seu pensamento se perdesse na tempestade das mais aben\u00e7oadas l\u00e1grimas de sua vida. Arfando nos solu\u00e7os de sua compun\u00e7\u00e3o, suplicava, mentalmente:<br \/>\n&#8211; Sim, meu amigo e meu mestre, eu quero compreender a verdade e almejo o perd\u00e3o das minhas faltas enormes!&#8230; Flam\u00ednio, inspira\u00e7\u00e3o de minha alma dilacerada, s\u00ea o meu guia na tormentosa noite do meu triste destino!&#8230; Vale-me com a tua pondera\u00e7\u00e3o e bondade!&#8230; Toma-me, de novo, pelas m\u00e3os e esclarece-me o cora\u00e7\u00e3o no tenebroso caminho!&#8230; Que fazer para alcan\u00e7ar do c\u00e9u o esquecimento de minhas faltas?!&#8230;<br \/>\nA serena vis\u00e3o, como se se houvera comovido intensamente ao receber aquele apelo, tinha agora os olhos iluminados por piedosa e divina l\u00e1grima.<br \/>\nAos poucos, sem que P\u00fablio pudesse compreender o mecanismo daquele fen\u00f4meno ins\u00f3lito, observou que a silhueta do amigo se dilu\u00eda levemente na sombra, afastando-se da tela de suas contempla\u00e7\u00f5es<br \/>\nespirituais; mas, ainda assim, percebeu que seus l\u00e1bios murmuravam, piedosamente, uma palavra: &#8211; Perdoa!&#8230;<br \/>\nAquela suave recomenda\u00e7\u00e3o caiu-lhe nalma como b\u00e1lsamo dulcificante. Sentiu, ent\u00e3o, que seus olhos estavam agora abertos para as realidades materiais que o rodeavam, como se houvera acordado de sonho<br \/>\nedificante.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>(Emmanuel &#8211; H\u00e1 2000 Anos &#8211; Psicografia de Chico Xavier. Trecho na p\u00e1gina 338)<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das grandes obje\u00e7\u00f5es quanto ao esquecimento das vidas passadas \u00e9 a que diz\u00a0 &#8221; por que ?\u00a0 e para que? &#8220;. Aparentemente muito simples, \u00e9 um real questionamento\u00a0 que busca a resposta no mais profundo que os elementos b\u00e1sicos\u00a0do Espiritismo podem trazer. No Evangelho Segundo o Espiritismo encontramos uma s\u00e9rie de ensinamentos sobre isso. 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