{"id":17,"date":"2009-04-15T13:31:41","date_gmt":"2009-04-16T00:31:41","guid":{"rendered":"http:\/\/espiritismolivre.com\/?p=17"},"modified":"2009-04-15T13:36:35","modified_gmt":"2009-04-16T00:36:35","slug":"livre-arbitrio-e-providencia-leon-denis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritismolivre.com\/?p=17","title":{"rendered":"Livre-Arb\u00edtrio e Provid\u00eancia &#8211; L\u00e9on Denis"},"content":{"rendered":"<p>Abaixo um texto que considero importante, escrito por Le\u00f3n Denis, e retirado do excelente site O Espiritismo (<a href=\"http:\/\/www.oespiritismo.com.br\/\" target=\"_blank\">link<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Livre-Arb\u00edtrio e Provid\u00eancia<\/strong> (<a title=\"Livre Arbitrio e Providencia\" href=\"http:\/\/www.oespiritismo.com.br\/textos\/ver.php?id1=169\" target=\"_blank\">link para o texto<\/a>)<\/em><\/p>\n<p><em>Autor: L\u00e9on Denis<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Um dos problemas que mais preocuparam os fil\u00f3sofos e os te\u00f3logos \u00e9 o do livre arb\u00edtrio: conciliar a vontade e a liberdade do homem com o fatalismo das leis naturais e com a vontade divina, parecia tanto mais dif\u00edcil quanto um cego acaso parecia pesar, aos olhos de muitos, sobre o destino humano. O ensinamento dos esp\u00edritos esclareceu o problema: a fatalidade aparente que semeia de males o caminho da vida, n\u00e3o \u00e9 mais que a conseq\u00fc\u00eancia l\u00f3gica do nosso passado, um efeito que se refere a uma causa, \u00e9 o cumprimento do destino por n\u00f3s mesmos aceito antes de renascer, e que nossos guias espirituais nos sugerem para nosso bem e nossa eleva\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Nas camadas inferiores da cria\u00e7\u00e3o, o ser n\u00e3o tem ainda consci\u00eancia; apenas a fatalidade do instinto o impele, e n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o nos tipos superiores da animalidade que surgem, timidamente, os primeiros sintomas das faculdades humanas. A alma, jungida ao ciclo humano, desperta para a liberdade moral, o ju\u00edzo e a consci\u00eancia desenvolvem-se cada vez mais no curso de sua imensa par\u00e1bola: colocada entre o bem e o mal, ela faz o confronto e escolhe livremente, tornada s\u00e1bia pelas quedas e pela dor; e na prova, sua experi\u00eancia forma-se e sua for\u00e7a mental se afirma.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A alma humana, livre e consciente, n\u00e3o pode mais recair na vida inferior: suas encarna\u00e7\u00f5es sucedem-se na dos mundos, at\u00e9 que, ao fim de seu longo trabalho, tenha conquistado a sabedoria, a ci\u00eancia e o amor, cuja posse a emancipar\u00e1 para sempre das encarna\u00e7\u00f5es e da morte, abrindo-lhe a porta da vida celeste.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A alma alcan\u00e7a seus destinos, prepara suas alegrias ou dores, exercendo sua liberdade, por\u00e9m, no curso de sua jornada, na prova amarga e na ardente luta das paix\u00f5es, a ajuda superior n\u00e3o lhe ser\u00e1 negada e, se ela mesma n\u00e3o a afasta, por parecer indigna dela, quando a vontade se afirma para retomar o caminho do bem, o bom caminho, a provid\u00eancia interv\u00e9m e propicia-lhe ajuda e apoio, Provid\u00eancia \u00e9 o esp\u00edrito superior, o anjo que vigia na desventura, o Consolador invis\u00edvel cujas inspira\u00e7\u00f5es aquecem o cora\u00e7\u00e3o enregelado pelo desespero, cujos fluidos vivificadores fortalecem o peregrino cansado; provid\u00eancia \u00e9 o farol aceso na noite para salva\u00e7\u00e3o daqueles que erram no oceano proceloso da exist\u00eancia; provid\u00eancia \u00e9, ainda e sobretudo, o amor divino que se derrama sobre suas criaturas. E quanta solicitude, quanta previd\u00eancia neste amor. N\u00e3o suspendeu os mundos no espa\u00e7o, acendeu os sois, formou os continentes, os mares, para servir de teatro \u00e0 alma, de campo aos seus progressos? Esta grande obra de cria\u00e7\u00e3o cumpre-se somente para a alma, para ela combinam-se as for\u00e7as naturais, os mundos deixam as nebulosas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A alma \u00e9 nascida para o bem, mas para que ela possa apreci\u00e1-lo na justa medida, para que possa conhecer-lhe todo o valor, deve conquist\u00e1-lo desenvolvendo livremente as pr\u00f3prias potencialidades: a liberdade de a\u00e7\u00e3o e a responsabilidade aumentam com sua eleva\u00e7\u00e3o, pois quanto mais ela se ilumina mais pode e deve conformar a sua obra pessoal \u00e0s leis que regem o universo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A liberdade do ser \u00e9 exercida, pois, em um c\u00edrculo limitado, parte pelas exig\u00eancias da lei natural que n\u00e3o sobre viola\u00e7\u00f5es ou desordens neste mundo, parte pelo passado do pr\u00f3prio ser, cujas conseq\u00fc\u00eancias se refletem sobre ele atrav\u00e9s dos tempos, at\u00e9 a completa repara\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Assim o exerc\u00edcio da liberdade humana n\u00e3o pode obstar, em caso algum, a execu\u00e7\u00e3o do plano divino, sem o que a ordem das coisas seria continuamente perturbada: acima de nossas vistas limitadas e vari\u00e1veis, permanece e continua a ordem imut\u00e1vel do universo. Somos quase sempre maus juizes daquilo que \u00e9 nosso verdadeiro bem; se a ordem natural das coisas devesse dobrar-se aos nossos desejos, que espantosas perturba\u00e7\u00f5es n\u00e3o resultariam disto?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A primeira coisa que o homem faria, se possu\u00edsse liberdade absoluta, seria afastar de si todas as causas de sofrimento, e assegurar para si uma vida plena de felicidade: ora, se existem males que a intelig\u00eancia humana tem o dever e os meios de conjurar e destruir, como os que prov\u00eam do ambiente terrestre, outros existem que s\u00e3o inerentes \u00e0 nossa natureza, como os v\u00edcios, que somente a dor e a repress\u00e3o podem domar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Neste caso a dor torna-se uma escola, ou antes, um rem\u00e9dio indispens\u00e1vel, pelo qual as provas s\u00e3o apenas uma reparti\u00e7\u00e3o equ\u00e2nime da infal\u00edvel justi\u00e7a: \u00e9 por ignorar os fins desejados por Deus, que nos tornamos rebeldes \u00e0 ordem do mundo e \u00e0s suas leis, e se elas s\u00e3o suscet\u00edveis de nossas cr\u00edticas, \u00e9 apenas porque ignoramos o seu oculto poder.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O destino \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia de nossos atos e de nossas livres resolu\u00e7\u00f5es: no suceder-se das exist\u00eancias, na vida espiritual, mais esclarecidos sobre nossas imperfei\u00e7\u00f5es e preocupa\u00e7\u00f5es com os meios de elimin\u00e1-las, aceitamos a vida material sob a forma e nas condi\u00e7\u00f5es que nos parecem adequadas a atingir esta finalidade. Os fen\u00f4menos do hipnotismo e da sugest\u00e3o mental explicam-nos o que acontece em tais casos, sob a influ\u00eancia de nossos protetores espirituais; no estado de sonambulismo, a alma empenha-se a realizar uma certa a\u00e7\u00e3o em certo momento, por sugest\u00e3o do magnetizador, e, despertada, sem recordar aparentemente a promessa, executa com exatid\u00e3o o ato imposto. Assim o homem n\u00e3o conserva lembran\u00e7a das resolu\u00e7\u00f5es que tomou antes de renascer, mas, chegada a hora, afronta os acontecimentos previstos, e participa deles na medida necess\u00e1ria ao seu progresso, ou ao cumprimento da lei inexor\u00e1vel.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Livro: Depois da Morte<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Excelente texto de L\u00e9on Denis sobre um dos grandes dilemas do espiritismo, o Livre-Arb\u00edtrio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22,19,18,21,20],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=17"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":175,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17\/revisions\/175"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=17"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=17"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=17"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}