{"id":152,"date":"2011-10-26T06:54:14","date_gmt":"2011-10-26T17:54:14","guid":{"rendered":"http:\/\/espiritismolivre.com\/?p=152"},"modified":"2011-10-26T06:55:06","modified_gmt":"2011-10-26T17:55:06","slug":"as-naturezas-das-manifestacoes-espirituais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espiritismolivre.com\/?p=152","title":{"rendered":"As Naturezas das Manifesta\u00e7\u00f5es Espirituais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #3366ff;\"><strong>Diferentes Naturezas de Manifesta\u00e7\u00f5es<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #3366ff;\"> <\/span><\/strong>Os Esp\u00edritos atestam sua presen\u00e7a de diversas maneiras, conforme sua aptid\u00e3o, vontade e maior ou menor grau de eleva\u00e7\u00e3o. Todos os fen\u00f4menos, dos quais\u00a0 teremos ocasi\u00e3o de nos ocupar ligam-se, naturalmente, a um ou outro\u00a0 desses modos de comunica\u00e7\u00e3o. Para facilitar a compreens\u00e3o dos fatos, acreditamos, pois, dever abrir a s\u00e9rie de nossos artigos pelo quadro das\u00a0 formas de manifesta\u00e7\u00f5es. Pode-se resumi-las assim:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1o<em> A\u00e7\u00e3o oculta<\/em>, quando nada\u00a0 t\u00eam de ostensivo. Tais, por exemplo, as inspira\u00e7\u00f5es ou sugest\u00f5es de pensamentos, os avisos \u00edntimos, a influ\u00eancia sobre os acontecimentos, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2o\u00a0\u00a0 <em>A\u00e7\u00e3o patente ou manifesta\u00e7\u00e3o<\/em>, quando \u00e9 apreci\u00e1vel de uma maneira qualquer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3o\u00a0\u00a0 <em>Manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas ou materiais<\/em>: s\u00e3o as que se traduzem por fen\u00f4menos sens\u00edveis, tais como ru\u00eddos, movimento e\u00a0 deslocamento de objetos. Essas manifesta\u00e7\u00f5es freq\u00fcentemente n\u00e3o trazem nenhum sentido direto; t\u00eam por fim somente chamar a aten\u00e7\u00e3o para qualquer coisa e de convencer-nos da presen\u00e7a de um poder extra-humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4o\u00a0 <em>Manifesta\u00e7\u00f5es visuais ou apari\u00e7\u00f5es<\/em>, quando o Esp\u00edrito se mostra sob uma forma qualquer, sem nada possuir das propriedades conhecidas da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5o\u00a0 <em>Manifesta\u00e7\u00f5es inteligentes,<\/em> quando revelam um pensamento. Toda manifesta\u00e7\u00e3o que comporta um sentido, mesmo quando n\u00e3o passa de simples movimento ou\u00a0 ru\u00eddo; que acusa certa liberdade de a\u00e7\u00e3o; que responde a um pensamento ou obedece a uma vontade, \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o inteligente. Existem em todos os graus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6o <em>As comunica\u00e7\u00f5es<\/em> s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es inteligentes que t\u00eam por objetivo a troca de id\u00e9ias entre o homem e os<br \/>\nEsp\u00edritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A natureza das comunica\u00e7\u00f5es varia conforme o grau de eleva\u00e7\u00e3o ou de inferioridade, de saber ou de ignor\u00e2ncia do<br \/>\nEsp\u00edrito que se manifesta, e segundo a natureza do assunto de que se trata. Podem ser: <em>fr\u00edvolas, grosseiras,\u00a0\u00a0 s\u00e9rias <\/em>ou<em> instrutivas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As comunica\u00e7\u00f5es <em>fr\u00edvolas<\/em> emanam de Esp\u00edritos levianos, zombeteiros e travessos, mais maliciosos que maus, e que n\u00e3o ligam nenhuma import\u00e2ncia ao que dizem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As comunica\u00e7\u00f5es <em>grosseiras<\/em> traduzem-se por express\u00f5es que chocam o decoro. Procedem somente de Esp\u00edritos\u00a0 inferiores ou que se n\u00e3o despojaram ainda de todas as impurezas da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As comunica\u00e7\u00f5es <em>s\u00e9rias<\/em> s\u00e3o graves quanto ao assunto e \u00e0 maneira por que s\u00e3o feitas. A linguagem dos Esp\u00edritos\u00a0 superiores \u00e9 sempre digna e isenta de qualquer trivialidade. Toda comunica\u00e7\u00e3o que exclui a frivolidade e a\u00a0 grosseria, e que tenha um fim \u00fatil, mesmo de interesse particular, \u00e9, por isso mesmo, s\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As comunica\u00e7\u00f5es <em>instrutivas<\/em> s\u00e3o as comunica\u00e7\u00f5es <em>s\u00e9rias<\/em> que t\u00eam por objetivo principal um ensinamento qualquer, dado pelos Esp\u00edritos sobre as ci\u00eancias, a moral, a filosofia, etc. S\u00e3o mais ou menos profundas e mais ou menos <em>verdadeiras<\/em>, conforme o grau de eleva\u00e7\u00e3o e de\u00a0<em> desmaterializa\u00e7\u00e3o<\/em> do Esp\u00edrito. Para extrair dessas comunica\u00e7\u00f5es um proveito real, \u00e9 preciso sejam elas regulares e seguidas\u00a0 com perseveran\u00e7a. Os Esp\u00edritos s\u00e9rios ligam-se \u00e0queles que querem instruir-se e os secundam, ao passo que deixam aos Esp\u00edritos levianos, com suas fac\u00e9cias, a tarefa de divertir os que n\u00e3o v\u00eaem nessas manifesta\u00e7\u00f5es sen\u00e3o uma distra\u00e7\u00e3o passageira. Somente pela regularidade e freq\u00fc\u00eancia das comunica\u00e7\u00f5es \u00e9 que se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Esp\u00edritos com os quais nos entretemos, assim como o grau de confian\u00e7a que merecem. Se \u00e9 preciso ter experi\u00eancia para julgar os homens, mais ainda ser\u00e1 necess\u00e1rio para julgar os Esp\u00edritos.<br \/>\n<em><span style=\"text-decoration: underline;\"><br \/>\nAllan Kardec &#8211; Revista Esp\u00edrita 1858 &#8211; PP.28-29 [Diferentes Naturezas de Manifesta\u00e7\u00f5es] &#8211; FEB\/2002<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8212;&#8212;_____________&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;______________&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #666699;\">Muito bem, entendemos pelo texto acima que a dificuldade para verificar a natureza do fen\u00f4meno e sua finalidade reside em seu conte\u00fado e inten\u00e7\u00e3o. O mesmo vale para o m\u00e9dium e quem esteja envolvido no processo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #666699;\">Em uma linguagem simples, \u00e9 s\u00f3 pensar que inten\u00e7\u00f5es atrair\u00e3o inten\u00e7\u00f5es, mas isso n\u00e3o deixar\u00e1 de produzir o fen\u00f4meno, e sim impactar\u00e1 em sua qualidade. Uma brincadeira medi\u00fanica levar\u00e1 a esp\u00edritos zombeteiros, enquanto um trabalho espiritual s\u00e9rio trar\u00e1 ajudantes e amigos espirituais t\u00e3o s\u00e9rios quanto a natureza do trabalho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #666699;\">Vida f\u00edsica e espiritual caminham juntas pela moral que as conduzem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #666699;\"><strong>Intelig\u00eancia \u00e9 Diferente de Moral<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #666699;\"><strong>Conhecimento \u00e9 Diferente de Moral<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #666699;\">Por isso muitas vezes pessoas humildes de pouco conhecimento, mas de muita humildade e elevada moral, recebem comunica\u00e7\u00f5es e conhecimentos dignos da psicografia de livros bel\u00edssimos, enquanto renomados cientistas ou g\u00eanios da intelig\u00eancia que utilizam amoralmente seus conhecimentos n\u00e3o podem transpor a barreira f\u00edsica do conhecimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #666699;\">Para procurarmos os bons esp\u00edritos e os bons conhecimentos da espiritualidade, precisamos nos alinhar com a moral exigida. Atrav\u00e9s de esfor\u00e7o, reforma-\u00edntima, estudo e boa-vontade, todos podemos atingir patamares enormes. Hoje dispomos de muitos recursos de instru\u00e7\u00e3o, muito mais acess\u00edveis do que eram na \u00e9poca de Kardec. Vamos correr atr\u00e1s do tempo perdido, amigos <em>trabalhadores da \u00faltima hora.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden; text-align: justify;\">\n<p>Diferentes Naturezas de Manifesta\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Os Esp\u00edritos atestam sua presen\u00e7a de diversas maneiras, conforme sua aptid\u00e3o, vontade e maior ou menor grau de<\/p>\n<p>eleva\u00e7\u00e3o. Todos os fen\u00f4menos, dos quais\u00a0 teremos ocasi\u00e3o de nos ocupar ligam-se, naturalmente, a um ou outro<\/p>\n<p>desses modos de comunica\u00e7\u00e3o. Para facilitar a compreens\u00e3o dos fatos, acreditamos, pois, dever abrir a s\u00e9rie de<\/p>\n<p>nossos artigos pelo quadro das\u00a0 formas de manifesta\u00e7\u00f5es. Pode-se resumi-las assim:<\/p>\n<p>1o A\u00e7\u00e3o oculta, quando nada\u00a0 t\u00eam de ostensivo. Tais, por exemplo, as inspira\u00e7\u00f5es ou sugest\u00f5es de pensamentos, os<\/p>\n<p>avisos \u00edntimos, a influ\u00eancia sobre os acontecimentos, etc.<\/p>\n<p>2o\u00a0 A\u00e7\u00e3o patente ou manifesta\u00e7\u00e3o, quando \u00e9 apreci\u00e1vel de uma maneira qualquer.<\/p>\n<p>3o\u00a0 Manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas ou materiais: s\u00e3o as que se traduzem por fen\u00f4menos sens\u00edveis, tais como ru\u00eddos,<\/p>\n<p>movimento e\u00a0 deslocamento de objetos. Essas manifesta\u00e7\u00f5es freq\u00fcentemente n\u00e3o trazem nenhum sentido direto; t\u00eam<\/p>\n<p>por fim somente chamar a aten\u00e7\u00e3o para qualquer coisa e de convencer-nos da presen\u00e7a de um poder extra-humano.<\/p>\n<p>4o\u00a0 Manifesta\u00e7\u00f5es visuais ou apari\u00e7\u00f5es, quando o Esp\u00edrito se mostra sob uma forma qualquer, sem nada possuir das<\/p>\n<p>propriedades conhecidas da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>5o\u00a0 Manifesta\u00e7\u00f5es inteligentes, quando revelam um pensamento. Toda manifesta\u00e7\u00e3o que comporta um sentido, mesmo<br \/>\nquando n\u00e3o passa de simples movimento ou\u00a0 ru\u00eddo; que acusa certa liberdade de a\u00e7\u00e3o; que responde a um pensamento<\/p>\n<p>ou obedece a uma vontade, \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o inteligente. Existem em todos os graus.<\/p>\n<p>6o As comunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es inteligentes que t\u00eam por objetivo a troca de id\u00e9ias entre o homem e os<\/p>\n<p>Esp\u00edritos.<\/p>\n<p>A natureza das comunica\u00e7\u00f5es varia conforme o grau de eleva\u00e7\u00e3o ou de inferioridade, de saber ou de ignor\u00e2ncia do<\/p>\n<p>Esp\u00edrito que se manifesta, e segundo a natureza do assunto de que se trata. Podem ser: fr\u00edvolas, grosseiras,<\/p>\n<p>s\u00e9rias ou instrutivas.<\/p>\n<p>As comunica\u00e7\u00f5es fr\u00edvolas\u00a0 emanam de Esp\u00edritos levianos, zombeteiros e travessos, mais maliciosos que maus, e que<\/p>\n<p>n\u00e3o ligam nenhuma import\u00e2ncia ao que dizem.<\/p>\n<p>As comunica\u00e7\u00f5es grosseiras traduzem-se por express\u00f5es que chocam o decoro. Procedem somente de Esp\u00edritos<\/p>\n<p>inferiores ou que se n\u00e3o despojaram ainda de todas as impurezas da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>As comunica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias s\u00e3o graves quanto ao assunto e \u00e0 maneira por que s\u00e3o feitas. A linguagem dos Esp\u00edritos<\/p>\n<p>superiores \u00e9 sempre digna e isenta de qualquer trivialidade. Toda comunica\u00e7\u00e3o que exclui a frivolidade e a<\/p>\n<p>grosseria, e que tenha um fim \u00fatil, mesmo de interesse particular, \u00e9, por isso mesmo, s\u00e9ria.<\/p>\n<p>As comunica\u00e7\u00f5es instrutivas s\u00e3o as comunica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias que t\u00eam por objetivo principal um ensinamento qualquer,<\/p>\n<p>dado pelos Esp\u00edritos sobre as ci\u00eancias, a moral, a filosofia, etc. S\u00e3o mais ou menos profundas e mais ou menos<\/p>\n<p>verdadeiras, conforme o grau de eleva\u00e7\u00e3o e de\u00a0 desmaterializa\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. Para extrair dessas comunica\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>um proveito real, \u00e9 preciso sejam elas regulares e seguidas\u00a0 com perseveran\u00e7a. Os Esp\u00edritos s\u00e9rios ligam-se<\/p>\n<p>\u00e0queles que querem instruir-se e os secundam, ao passo que deixam aos Esp\u00edritos levianos, com suas fac\u00e9cias, a<\/p>\n<p>tarefa de divertir os que n\u00e3o v\u00eaem nessas manifesta\u00e7\u00f5es sen\u00e3o uma distra\u00e7\u00e3o passageira. Somente pela<\/p>\n<p>regularidade e freq\u00fc\u00eancia das comunica\u00e7\u00f5es \u00e9 que se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Esp\u00edritos com<\/p>\n<p>os quais nos entretemos, assim como o grau de confian\u00e7a que merecem. Se \u00e9 preciso ter experi\u00eancia para julgar os<\/p>\n<p>homens, mais ainda ser\u00e1 necess\u00e1rio para julgar os Esp\u00edritos.<\/p>\n<p>Allan Kardec &#8211; Revista Esp\u00edrita 1858 &#8211; PP.28-29 [Diferentes Naturezas de Manifesta\u00e7\u00f5es] &#8211; FEB\/2002Diferentes Naturezas de Manifesta\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Os Esp\u00edritos atestam sua presen\u00e7a de diversas maneiras, conforme sua aptid\u00e3o, vontade e maior ou menor grau de<\/p>\n<p>eleva\u00e7\u00e3o. Todos os fen\u00f4menos, dos quais  teremos ocasi\u00e3o de nos ocupar ligam-se, naturalmente, a um ou outro<\/p>\n<p>desses modos de comunica\u00e7\u00e3o. Para facilitar a compreens\u00e3o dos fatos, acreditamos, pois, dever abrir a s\u00e9rie de<\/p>\n<p>nossos artigos pelo quadro das  formas de manifesta\u00e7\u00f5es. Pode-se resumi-las assim:<\/p>\n<p>1o A\u00e7\u00e3o oculta, quando nada  t\u00eam de ostensivo. Tais, por exemplo, as inspira\u00e7\u00f5es ou sugest\u00f5es de pensamentos, os<\/p>\n<p>avisos \u00edntimos, a influ\u00eancia sobre os acontecimentos, etc.<\/p>\n<p>2o  A\u00e7\u00e3o patente ou manifesta\u00e7\u00e3o, quando \u00e9 apreci\u00e1vel de uma maneira qualquer.<\/p>\n<p>3o  Manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas ou materiais: s\u00e3o as que se traduzem por fen\u00f4menos sens\u00edveis, tais como ru\u00eddos,<\/p>\n<p>movimento e  deslocamento de objetos. Essas manifesta\u00e7\u00f5es freq\u00fcentemente n\u00e3o trazem nenhum sentido direto; t\u00eam<\/p>\n<p>por fim somente chamar a aten\u00e7\u00e3o para qualquer coisa e de convencer-nos da presen\u00e7a de um poder extra-humano.<\/p>\n<p>4o  Manifesta\u00e7\u00f5es visuais ou apari\u00e7\u00f5es, quando o Esp\u00edrito se mostra sob uma forma qualquer, sem nada possuir das<\/p>\n<p>propriedades conhecidas da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>5o  Manifesta\u00e7\u00f5es inteligentes, quando revelam um pensamento. Toda manifesta\u00e7\u00e3o que comporta um sentido, mesmo<\/p>\n<p>quando n\u00e3o passa de simples movimento ou  ru\u00eddo; que acusa certa liberdade de a\u00e7\u00e3o; que responde a um pensamento<\/p>\n<p>ou obedece a uma vontade, \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o inteligente. Existem em todos os graus.<\/p>\n<p>6o As comunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es inteligentes que t\u00eam por objetivo a troca de id\u00e9ias entre o homem e os<\/p>\n<p>Esp\u00edritos.<\/p>\n<p>A natureza das comunica\u00e7\u00f5es varia conforme o grau de eleva\u00e7\u00e3o ou de inferioridade, de saber ou de ignor\u00e2ncia do<\/p>\n<p>Esp\u00edrito que se manifesta, e segundo a natureza do assunto de que se trata. Podem ser: fr\u00edvolas, grosseiras,<\/p>\n<p>s\u00e9rias ou instrutivas.<\/p>\n<p>As comunica\u00e7\u00f5es fr\u00edvolas  emanam de Esp\u00edritos levianos, zombeteiros e travessos, mais maliciosos que maus, e que<\/p>\n<p>n\u00e3o ligam nenhuma import\u00e2ncia ao que dizem.<\/p>\n<p>As comunica\u00e7\u00f5es grosseiras traduzem-se por express\u00f5es que chocam o decoro. Procedem somente de Esp\u00edritos<\/p>\n<p>inferiores ou que se n\u00e3o despojaram ainda de todas as impurezas da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>As comunica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias s\u00e3o graves quanto ao assunto e \u00e0 maneira por que s\u00e3o feitas. A linguagem dos Esp\u00edritos<\/p>\n<p>superiores \u00e9 sempre digna e isenta de qualquer trivialidade. Toda comunica\u00e7\u00e3o que exclui a frivolidade e a<\/p>\n<p>grosseria, e que tenha um fim \u00fatil, mesmo de interesse particular, \u00e9, por isso mesmo, s\u00e9ria.<\/p>\n<p>As comunica\u00e7\u00f5es instrutivas s\u00e3o as comunica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias que t\u00eam por objetivo principal um ensinamento qualquer,<\/p>\n<p>dado pelos Esp\u00edritos sobre as ci\u00eancias, a moral, a filosofia, etc. S\u00e3o mais ou menos profundas e mais ou menos<\/p>\n<p>verdadeiras, conforme o grau de eleva\u00e7\u00e3o e de  desmaterializa\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. Para extrair dessas comunica\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>um proveito real, \u00e9 preciso sejam elas regulares e seguidas  com perseveran\u00e7a. Os Esp\u00edritos s\u00e9rios ligam-se<\/p>\n<p>\u00e0queles que querem instruir-se e os secundam, ao passo que deixam aos Esp\u00edritos levianos, com suas fac\u00e9cias, a<\/p>\n<p>tarefa de divertir os que n\u00e3o v\u00eaem nessas manifesta\u00e7\u00f5es sen\u00e3o uma distra\u00e7\u00e3o passageira. Somente pela<\/p>\n<p>regularidade e freq\u00fc\u00eancia das comunica\u00e7\u00f5es \u00e9 que se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Esp\u00edritos com<\/p>\n<p>os quais nos entretemos, assim como o grau de confian\u00e7a que merecem. Se \u00e9 preciso ter experi\u00eancia para julgar os<\/p>\n<p>homens, mais ainda ser\u00e1 necess\u00e1rio para julgar os Esp\u00edritos.<\/p>\n<p>Allan Kardec &#8211; Revista Esp\u00edrita 1858 &#8211; PP.28-29 [Diferentes Naturezas de Manifesta\u00e7\u00f5es] &#8211; FEB\/2002<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diferentes Naturezas de Manifesta\u00e7\u00f5es Os Esp\u00edritos atestam sua presen\u00e7a de diversas maneiras, conforme sua aptid\u00e3o, vontade e maior ou menor grau de eleva\u00e7\u00e3o. Todos os fen\u00f4menos, dos quais\u00a0 teremos ocasi\u00e3o de nos ocupar ligam-se, naturalmente, a um ou outro\u00a0 desses modos de comunica\u00e7\u00e3o. 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