{"id":255,"date":"2012-11-08T14:55:25","date_gmt":"2012-11-09T01:55:25","guid":{"rendered":"http:\/\/espiritismolivre.com\/?page_id=255"},"modified":"2012-11-08T14:55:25","modified_gmt":"2012-11-09T01:55:25","slug":"02-reforma-intima-a-indulgencia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/espiritismolivre.com\/?page_id=255","title":{"rendered":"02 &#8211; REFORMA \u00cdNTIMA &#8211; A INDULG\u00caNCIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A INDULG\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A indulg\u00eancia talvez seja um dos aspectos primeiros e mais fundamentais para aquele que deseja abrigar o conceito real de perd\u00e3o e caridade em seu cora\u00e7\u00e3o. O aprendiz Esp\u00edrita, n\u00e3o pode abrir m\u00e3o de cultivar as boas qualidades que levem ao Cristo, e o perd\u00e3o \u00e9 uma delas. A paci\u00eancia tamb\u00e9m. A indulg\u00eancia, tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo do estudo sobre Reforma \u00cdntima, todas as qualidades ser\u00e3o analisadas na medida do poss\u00edvel a esta pobre alma, mas a indulg\u00eancia receber\u00e1 aqui o primeiro destaque. Primeiro destacando as instru\u00e7\u00f5es dos esp\u00edritos que constam no Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec, depois, com o complemento de Andr\u00e9 Luiz, disposto na obra O Esp\u00edrito da Verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A indulg\u00eancia \u00e9 a nossa capacidade de unir o \u00fatil ao agrad\u00e1vel, \u00e9 a qualidade que devemos por batalhar primeiro, elevando o alvo de nossas aspira\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">_________________________ ________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[<strong>O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO \/\/ C\u00c1P. X \u2013 BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS \/\/ INSTRU\u00c7\u00d5ES DOS ESP\u00cdRITOS, \u201cA INDULG\u00caNCIA\u201d<\/strong>]<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">JOS\u00c9<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Esp\u00edrito Protetor, Bordeaux, 1863<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">16 \u2013 Esp\u00edritas, queremos hoje vos falar da indulg\u00eancia, esse sentimento t\u00e3o doce, t\u00e3o fraternal,que todo homem deve ter para com os seus irm\u00e3os, mas que t\u00e3o poucos praticam. A indulg\u00eancia n\u00e3o v\u00ea os defeitos alheios, e se os v\u00ea, evita coment\u00e1-los e divulg\u00e1-los. Oculta-os, pelo contr\u00e1rio, evitando que se propaguem, e se a malevol\u00eancia os descobre, tem sempre uma desculpa \u00e0 m\u00e3o para os disfar\u00e7ar, mas uma desculpa plaus\u00edvel, s\u00e9ria, e n\u00e3o daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com p\u00e9rfida ast\u00facia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A indulg\u00eancia jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um servi\u00e7o, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar tanto quanto poss\u00edvel. N\u00e3o faz observa\u00e7\u00f5es chocantes, nem traz censuras nos l\u00e1bios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedu\u00e7\u00e3o se deve tirar das vossas palavras? A de que v\u00f3s, que censurais, n\u00e3o praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos pr\u00f3prios cora\u00e7\u00f5es, os vossos pr\u00f3prios pensamentos e os vossos pr\u00f3prios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irm\u00e3os? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre v\u00f3s mesmos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em \u00faltima inst\u00e2ncia, que v\u00ea os secretos pensamentos de cada cora\u00e7\u00e3o, e que, em conseq\u00fc\u00eancia, desculpa freq\u00fcentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o m\u00f3vel de todas as a\u00e7\u00f5es. Pensai que v\u00f3s, que clamais t\u00e3o alto: \u201can\u00e1tema!\u201d talvez tenhais cometido faltas mais graves.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sede indulgentes meus amigos, porque a indulg\u00eancia atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">*<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">JO\u00c3O<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Bispo de Bordeaux, 1862<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">17 \u2013 Sede indulgentes para as faltas alheias, quaisquer que sejam; n\u00e3o julgueis com severidade sen\u00e3o as vossas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es e o Senhor usar\u00e1 de indulg\u00eancia para convosco, como usastes para com os\u00a0 outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sustentai os fortes: estimulai-os \u00e0 perseveran\u00e7a; fortificai os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento; mostrai a todos o anjo da contri\u00e7\u00e3o, estendendo suas brancas asas sobre as faltas humanas, e assim ocultando-as aos olhos daqueles que n\u00e3o podem ver o que \u00e9 impuro. Compreendei toda a miseric\u00f3rdia infinita de vosso Pai, e nunca vos esque\u00e7ais de lhe dizer em pensamento, mas sobretudo pelas vossas a\u00e7\u00f5es: \u201cPerdoai as nossas ofensas, como perdoamos aos nossos ofensores\u201d. Compreendi bem o valor destas sublimes palavras; pois n\u00e3o s\u00e3o admir\u00e1veis apenas pela letra, mas tamb\u00e9m pelo esp\u00edrito que elas encerram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que solicitais ao Senhor quando lhe pedis perd\u00e3o? Somente o esquecimento de vossas faltas? Esquecimento de que nada vos deixas, pois se Deus se contentasse de esquecer as vossas faltas, n\u00e3o vos puniria, mas tamb\u00e9m n\u00e3o vos recompensaria. A recompensa n\u00e3o pode ser pelo bem que n\u00e3o fez, e menos ainda pelo mal que se tenha feito, mesmo que esse mal fosse esquecido. Pedindo perd\u00e3o para as vossas transgress\u00f5es, pedis o favor de sua gra\u00e7a, para n\u00e3o cairdes de novo, e a for\u00e7a necess\u00e1ria para entrardes numa nova senda, numa senda de submiss\u00e3o e de amor, na qual podereis juntar a repara\u00e7\u00e3o ao arrependimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando perdoardes os vossos irm\u00e3os, n\u00e3o vos contenteis com estender o v\u00e9u do esquecimento sobre as suas faltas. Esse v\u00e9u \u00e9 quase sempre muito transparente aos vossos olhos. Acrescentai o amor ao vosso perd\u00e3o, fazendo por ele o que pedis a vosso Pai Celeste que fa\u00e7a por v\u00f3s. Substitu\u00ed a c\u00f3lera que mancha, pelo amor que purifica. Pregai pelo exemplo essa caridade ativa, infatig\u00e1vel, que Jesus vos ensinou. Pregai-a como ele mesmo o fez por todo o tempo em que viveu na Terra, vis\u00edvel para os olhos do corpo, e como ainda prega, sem cessar, depois que se fez vis\u00edvel apenas para os olhos do esp\u00edrito. Segui esse divino modelo, marchai sobre as suas pegadas: elas vos conduzir\u00e3o ao ref\u00fagio onde encontrareis o descanso ap\u00f3s a luta. Como ele, tomai a vossa cruz e subi penosamente, mas corajosamente, o vosso calv\u00e1rio: no seu cume est\u00e1 a glorifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">*<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">DUF\u00c9TRE<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Bispo de Nevers, Bordeaux<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">18 \u2013 Queridos amigos, sede severos para v\u00f3s mesmos e indulgentes para as fraquezas alheias. Essa \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de praticar a santa caridade, que bem poucos observam. Todos v\u00f3s tendes m\u00e1s tend\u00eancias a vencer, defeitos a corrigir, h\u00e1bitos a modificar. Todos v\u00f3s tendes um fardo mais ou menos pesado que alijar, para subir ao cume da montanha do progresso. Por que, pois, ser t\u00e3o clarividentes quando se trata do pr\u00f3ximo, e t\u00e3o cegos quando se trata de v\u00f3s mesmos? Quando deixareis de notar, no olho de vosso irm\u00e3o, um argueiro que o fere, sem perceber a trave que vos cega e vos faz caminhar de queda em queda? Crede nos Esp\u00edritos, vossos irm\u00e3os. Todo homem bastante orgulhoso para se julgar superior, em virtudes e m\u00e9ritos, aos seus irm\u00e3os encarnados, \u00e9 insensato e culpado e Deus o castigar\u00e1, no dia da sua justi\u00e7a. O verdadeiro car\u00e1ter da caridade \u00e9 a mod\u00e9stia e a humildade, e consiste em n\u00e3o se verem superficialmente os defeitos alheios, mas em se procurar destacar o que h\u00e1 de bom e virtuoso no pr\u00f3ximo. Porque, se o cora\u00e7\u00e3o humano \u00e9 um abismo de corrup\u00e7\u00e3o, existem sempre, nos seus mais ocultos refolhos, os germes de alguns bons sentimentos, centelhas ardentes da ess\u00eancia espiritual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Espiritismo, doutrina consoladora e bendita, felizes os que te conhecem e empregam proveitosamente os salutares ensinos dos Esp\u00edritos do Senhor! Para esses, o ensino \u00e9 claro, e ao longo de todo o caminho eles podem ler estas palavras, que lhes indicam a maneira de atingir o alvo: caridade pr\u00e1tica, caridade para o pr\u00f3ximo como para si mesmo. Em uma palavra, caridade para com todos e amor de Deus sobre todas as coisas, porque o amor de Deus resume todos os deveres, e porque \u00e9 imposs\u00edvel amar a Deus sem praticar a caridade, da qual Ele faz uma lei para todas as criaturas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">_________________________ ________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[<strong>O ESP\u00cdRITO DA VERDADE \/\/ C\u00c1P. 62 &#8211; INDULG\u00caNCIA<\/strong>]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">62\u00a0 &#8211; Indulg\u00eancia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A luz da alegria deve ser o facho continuamente aceso na atmosfera da experi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Circunst\u00e2ncias diversas e principalmente as da indisciplina podem alterar o clima de paz, em redor de n\u00f3s, e dentre elas se destaca a palavra impensada como forja de incompreens\u00e3o, a instalar entrechoques.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed o nosso dever b\u00e1sico de vigiar a n\u00f3s mesmos na conversa\u00e7\u00e3o, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sejamos indulgentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se erramos, roguemos perd\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se outros erraram, perdoemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mal que desejarmos para algu\u00e9m, hoje, suscitar\u00e1 o mal para n\u00f3s, amanh\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00e1goa n\u00e3o tem raz\u00e3o justa e o perd\u00e3o anula os problemas, diminuindo complica\u00e7\u00f5es e perdas de tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem n\u00e3o reconhece as pr\u00f3prias imperfei\u00e7\u00f5es demonstra incoer\u00eancia em si mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem perdoa desconhece o remorso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00d3dio \u00e9 fogo invis\u00edvel na consci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O erro, por isso, n\u00e3o pede avers\u00e3o, mas, entendimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Erro nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem, reclama a nossa clem\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ante o erro, debalde se multiplicam justifica\u00e7\u00f5es e raz\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de tudo, \u00e9 preciso restaurar o trabalho em andamento, porque o retorno \u00e0 tarefa \u00e9 a conseq\u00fc\u00eancia inevit\u00e1vel de toda fuga ao dever.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto mais conhecemos a n\u00f3s mesmos, mais amplo em n\u00f3s o imperativo de perdoar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaur\u00edvel da Verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea, amostra da grande prole de Deus, carece do amparo de todos e todos lhe solicitam amparo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que, se o espelho, inerte e frio, retrata todos os aspectos dignos e indignos \u00e0 sua volta, o pintor, consciente e respeit\u00e1vel, buscando criar atividade superior, somente exterioriza na pureza da tela os \u00e2ngulos nobres e construtivos da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Andr\u00e9 Luiz<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A INDULG\u00caNCIA A indulg\u00eancia talvez seja um dos aspectos primeiros e mais fundamentais para aquele que deseja abrigar o conceito real de perd\u00e3o e caridade em seu cora\u00e7\u00e3o. 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