{"id":245,"date":"2012-10-28T05:32:16","date_gmt":"2012-10-28T16:32:16","guid":{"rendered":"http:\/\/espiritismolivre.com\/?page_id=245"},"modified":"2012-10-28T05:32:16","modified_gmt":"2012-10-28T16:32:16","slug":"a-kardec-o-ceu-e-o-inferno-codigo-penal-da-vida-futura","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/espiritismolivre.com\/?page_id=245","title":{"rendered":"A. KARDEC &#8211; O C\u00c9U E O INFERNO (C\u00f3digo Penal da Vida Futura)"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000080;\">[EM IT\u00c1LICO EST\u00c1 O ORIGINAL DA OBRA DE KARDEC, EM LETRAS NORMAIS AS OBSERVA\u00c7\u00d5ES DESTE APRENDIZ]<\/span><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">CAP\u00cdTULO VII \u2013 AS PENAS FUTURAS SEGUNDO O ESPIRITISMO<\/span><\/p>\n<p>Se\u00e7\u00e3o: <em>C\u00d3DIGO PENAL DA VIDA FUTURA<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata das leis que regem o Esp\u00edrito no futuro, com base em leis da Natureza e empiricamente observadas e sabidas atrav\u00e9s das comunica\u00e7\u00f5es recebidas at\u00e9 ent\u00e3o. N\u00e3o se trata de mera divaga\u00e7\u00e3o, mas sim de s\u00e9rio conte\u00fado que norteia as a\u00e7\u00f5es de hoje, as sementes plantas, que ser\u00e3o colhidas futuramente de acordo com estes par\u00e1grafos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1\u00b0) A alma ou Esp\u00edrito sofre na vida espiritual as consequ\u00eancias de todas as imperfei\u00e7\u00f5es de que n\u00e3o se libertou durante a vida corp\u00f3rea. Seu estado feliz ou infeliz \u00e9 inerente ao grau de sua depura\u00e7\u00e3o ou das suas imperfei\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">As imperfei\u00e7\u00f5es aqui referidas s\u00e3o de car\u00e1ter moral, significam muitas vezes o ego\u00edsmo, a vaidade, a recusa da morte e da continuidade humilde da exist\u00eancia, j\u00e1 que nenhum de n\u00f3s ser\u00e1 um \u201crei\u201d ap\u00f3s o desencarne, mas sim um mero Esp\u00edrito em busca de melhora ou evolu\u00e7\u00e3o. \u00c9 o resumo da lei de A\u00e7\u00e3o e Rea\u00e7\u00e3o, que impacta at\u00e9 o fim de nossa luta contra as imperfei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2\u00b0) A felicidade perfeita \u00e9 inerente \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o, quer dizer a purifica\u00e7\u00e3o completa do Esp\u00edrito. Toda imperfei\u00e7\u00e3o \u00e9 ao mesmo tempo uma causa de sofrimento e de priva\u00e7\u00e3o de ventura, da mesma maneira que toda qualidade adquirida \u00e9 uma causa de ventura e de atenua\u00e7\u00e3o dos sofrimentos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossa ideia de perfei\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 fr\u00e1gil,\u00a0 e o maior exemplo do que talvez seja pr\u00f3ximo da perfei\u00e7\u00e3o, foi Jesus Cristo. Atrav\u00e9s de seus ensinamentos e\u00a0 exemplos, sabemos o que evitar e no que progredir. A perfei\u00e7\u00e3o traz a felicidade perfeita, n\u00e3o no sentido de alegria, mas no sentido de plenitude, e a medida que pode ser usada \u00e9 cada pequeno sucesso que atingimos na reforma \u00edntima, que j\u00e1 causa um sentimento ben\u00e9fico em v\u00e1rios aspectos. No entanto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel compreender a perfei\u00e7\u00e3o ainda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3\u00b0) N\u00e3o h\u00e1 uma s\u00f3 imperfei\u00e7\u00e3o da alma que n\u00e3o acarrete consequ\u00eancias desagrad\u00e1veis, inevit\u00e1veis, e n\u00e3o h\u00e1 uma s\u00f3 qualidade boa que n\u00e3o seja fonte de ventura. A soma das penas \u00e9 assim proporcional \u00e0 soma das imperfei\u00e7\u00f5es, como a dos gozos \u00e9 proporcionada \u00e0 soma das boas qualidades.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">As imperfei\u00e7\u00f5es s\u00e3o iniciadas na moral e transmitidas pelo pensamento em a\u00e7\u00f5es. As qualidades tamb\u00e9m seguem esse preceito, e s\u00e3o as somas destes posicionamentos que resultam em sofrimento ou alegria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>4\u00b0) Em virtude da lei do progresso, tendo cada alma a possibilidade de conquistar o bem que lhe falta e libertar-se do que possui de mal, segundo os seus esfor\u00e7os e a sua vontade, resulta que o futuro est\u00e1 aberto para qualquer criatura. Deus n\u00e3o repudia nenhum de seus filhos. Ele os recebe em seu seio \u00e0 medida que eles atingem a perfei\u00e7\u00e3o, ficando assim a cada um o m\u00e9rito das suas obras.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>5\u00b0) O sofrimento sendo inerente \u00e0 imperfei\u00e7\u00e3o, como a felicidade \u00e9 inerente \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o, a alma leva em si mesma o seu pr\u00f3prio castigo onde quer que se encontre. N\u00e3o h\u00e1 pois necessidade de um lugar circunscrito para ela<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Os artigos 4 e 5 s\u00e3o complementares, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 sofrimento eterno nem penas absolutas, mas sim a colheita do que foi plantado. Como sempre, a Miseric\u00f3rdia Divina providencia novas chances para nossa melhora e depura\u00e7\u00e3o, quando podemos utilizar dos conhecimentos novos e da vontade sincera para progredir. Quando se pensa em \u201cinferno\u201d, devemos pensar em um estado de consci\u00eancia, n\u00e3o um local fixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>6\u00b0) O bem e o mal que praticamos s\u00e3o resultados das boas e das m\u00e1s qualidades que possu\u00edmos. N\u00e3o fazer o bem que se pode fazer \u00e9 uma prova de imperfei\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A comodidade da omiss\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 considerado um mal. Deixar de agir \u00e9 permitir que o bem n\u00e3o seja concretizado, e a caridade seja negligenciada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>7\u00b0) O Esp\u00edrito sofre segundo o que fez sofrer, de maneira que sua aten\u00e7\u00e3o estando incessantemente voltada para as consequ\u00eancias desse mal, ele compreende melhor os inconvenientes do seu procedimento e \u00e9 levado a se corrigir<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O sofrimento nunca \u00e9 despropositado ou desproporcional, isso seria negar a perfei\u00e7\u00e3o da Natureza, criada pela provid\u00eancia de Deus. Quando estamos imersos em sofrimento, n\u00e3o estamos sendo punidos, estamos desfrutando da chance de entender o mal que causamos, como se pux\u00e1ssemos uma corrente at\u00e9 chegar ao seu in\u00edcio, entendendo que cada elo foi uma a\u00e7\u00e3o errada ou inconsequente que tomamos.\u00a0 Com o entendimento total da cadeia de acontecimentos que levam ao sofrimento, somos capazes de assimilar e melhorar o ponto que antes era um defeito. Podemos forjar elos melhores e mais fortes no bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>8\u00b0) A justi\u00e7a de Deus sendo infinita, todo o mal e todo o bem s\u00e3o rigorosamente levados em conta. Se n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica a\u00e7\u00e3o m\u00e1, um s\u00f3 mau pensamento que n\u00e3o tenha consequ\u00eancias fatais, tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica a\u00e7\u00e3o boa, um s\u00f3 bom movimento da alma, numa palavra, o mais ligeiro m\u00e9rito que fique perdido. E isso, mesmo entre os mais perversos, porque representam um come\u00e7o de progresso.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Especialmente nos mais perversos, o peso de cada bom pensamento e de cada boa a\u00e7\u00e3o \u00e9 enorme, j\u00e1 que representam um passo importante na melhora e luta contra as pr\u00f3prias imperfei\u00e7\u00f5es.\u00a0 A Miseric\u00f3rdia Divina estar\u00e1 presente para todos aqueles que buscarem sincera ajuda e caminho correto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDigo-vos que assim haver\u00e1 alegria no c\u00e9u por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que n\u00e3o necessitam de arrependimento.\u201d (Lucas 15:7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>9\u00b0) Toda falta que se comete, todo mal praticado \u00e9 uma d\u00edvida contra\u00edda e que tem que ser paga. Se n\u00e3o for nesta exist\u00eancia, ser\u00e1 na pr\u00f3xima ou nas seguintes, porque todas as exist\u00eancias s\u00e3o solid\u00e1rias entre si. Aquilo que se paga na exist\u00eancia presente n\u00e3o ser\u00e1 cobrado na seguinte.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>10\u00b0) O Esp\u00edrito sofre de acordo com as suas imperfei\u00e7\u00f5es, seja no mundo espiritual, seja no corporal. Todas as mis\u00e9rias, todas as dificuldades que ele enfrenta na vida corp\u00f3rea s\u00e3o as consequ\u00eancias de suas pr\u00f3prias imperfei\u00e7\u00f5es, as expia\u00e7\u00f5es de faltas cometidas nesta mesma exist\u00eancia ou nas exist\u00eancias anteriores.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Como j\u00e1 dito, a Justi\u00e7a Divina \u00e9 reflexo da perfei\u00e7\u00e3o Divina, ou seja, n\u00e3o est\u00e1 sujeita a falhas e especialmente a injusti\u00e7as. A percep\u00e7\u00e3o de \u201cinjusti\u00e7a\u201d \u00e9 consequ\u00eancia direta de nossa ignor\u00e2ncia e inobserv\u00e2ncia do funcionamento deste c\u00f3digo. A atemporalidade e a reencarna\u00e7\u00e3o s\u00e3o recursos sagrados e eternos que nos garantem a esperan\u00e7a de nos depurar cada vez mais. Por isso os dois par\u00e1grafos acima (Art. 9 e 10)\u00a0 s\u00e3o complementares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>11\u00b0) A expia\u00e7\u00e3o varia segundo a natureza e a gravidade da falta. A mesma falta pode assim provocar expia\u00e7\u00f5es diferentes, segundo as circunst\u00e2ncias atenuantes ou agravantes nas quais ela foi cometida.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>12\u00b0) N\u00e3o h\u00e1, no tocante \u00e0 natureza e a dura\u00e7\u00e3o do castigo, nenhuma regra absoluta e uniforme. A \u00fanica lei geral \u00e9 a de que toda falta recebe uma puni\u00e7\u00e3o e toda boa a\u00e7\u00e3o tem a sua recompensa segundo o seu valor.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>13\u00b0) A dura\u00e7\u00e3o do castigo est\u00e1 subordinada ao melhoramento do Esp\u00edrito culpado. Nenhuma condena\u00e7\u00e3o \u00e9 pronunciada contra ele por tempo determinado. O que Deus exige para termo dos sofrimentos \u00e9 uma melhora verdadeira, efetiva, com um retorno sincero ao bem.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O Esp\u00edrito \u00e9 assim e sempre o \u00e1rbitro do seu pr\u00f3prio destino. Pode prolongar os seus sofrimentos pelo seu endurecimento no mal e abrand\u00e1-los e at\u00e9 mesmo abrevi\u00e1-los pelos seus esfor\u00e7os em praticar o bem<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 que n\u00e3o existe inferno ou penas eternas, o sofrimento ser\u00e1 demorado o tanto quanto demorarmos para entender seus motivos e raz\u00f5es. Como n\u00e3o existe injusti\u00e7a, o despertar de uma consci\u00eancia correta e moral elevada,\u00a0 possibilitar\u00e1 a resolu\u00e7\u00e3o do mal, dissolvendo-o no bem e na pr\u00e1tica da caridade. A dura\u00e7\u00e3o s\u00f3 depende do agente. Um dos maiores erros da humanidade atual \u00e9 a de culpar Deus por seus problemas, quando Aquele foi ben\u00e9volo o suficiente para nos conceder chances de melhoramento e at\u00e9 abrevia\u00e7\u00e3o destes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>14\u00b0) A dura\u00e7\u00e3o do castigo estando subordinada ao melhoramento do Esp\u00edrito, disso resulta que o culpado que n\u00e3o se melhorasse continuaria sofrendo sempre, e que para ele a pena seria eterna.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>15\u00b0) Uma condi\u00e7\u00e3o que \u00e9 inerente \u00e0 inferioridade dos Esp\u00edritos \u00e9 a de n\u00e3o ver o termo de sua situa\u00e7\u00e3o e acreditar que sofrem para sempre. Isso faz que para eles o castigo pare\u00e7a eterno.<\/em><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Partindo da ideia de que o n\u00edvel da consci\u00eancia espiritual de cada um \u00e9 compat\u00edvel com o que ele demonstrava em vida, as percep\u00e7\u00f5es e a propor\u00e7\u00e3o de tempo x espa\u00e7o tamb\u00e9m \u00e9 mut\u00e1vel. \u00a0O que parece eterno na realidade espiritual , n\u00e3o necessariamente representa longo per\u00edodo relativo ao mundo material. Al\u00e9m disso, nosso livre arb\u00edtrio nos permite insistir no caminho do mal por tempo indeterminado, colhendo as devidas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>16\u00b0) O arrependimento \u00e9 o primeiro passo para o melhoramento. Mas ele apenas n\u00e3o basta, sendo necess\u00e1rias ainda a expia\u00e7\u00e3o e a repara\u00e7\u00e3o. Arrependimento, expia\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o s\u00e3o as tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para apagar os tra\u00e7os de uma falta e as suas consequ\u00eancias.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>17\u00b0) O arrependimento pode ocorrer em qualquer lugar e tempo. Se ele for tardio, o culpado sofre por mais tempo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> (&#8230;) Aquele que n\u00e3o repara os seus erros nesta vida, por fraqueza ou m\u00e1 vontade, tornar\u00e1 a encontrar-se, numa outra exist\u00eancia, com as mesmas pessoas que ofendeu, e em condi\u00e7\u00f5es escolhidas por ele mesmo para poder provar-lhes o seu devotamento, fazendo-lhes tanto bem quanto o mal que havia feito.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Nem todas as faltas acarretam um preju\u00edzo direto e efetivo. Nesses casos, a repara\u00e7\u00e3o se realiza fazendo-se o que se deixou de fazer, cumprindo-se os deveres que foram negligenciados ou desprezados, as miss\u00f5es em que se tenha falido, praticando-se o bem reparador do mal que se fez. Isso quer dizer, sendo humilde quando se foi orgulhoso, bondoso quando se foi duro, caridoso quando se foi ego\u00edsta, benevolente quando se foi maldoso, trabalhador quando se foi pregui\u00e7oso, \u00fatil quando se foi in\u00fatil, temperante quando se foi dissoluto, bom exemplo quando se foi mau e assim por diante. \u00c9 dessa maneira que o Esp\u00edrito progride, tornando proveitoso o seu passado.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Arrependimento<\/span> \u2013 Tomada de consci\u00eancia sobre o que foi feito de errado e sobre o que deve ser corrigido;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Expia\u00e7\u00e3o<\/span> \u2013 Sofrimento ou dificuldade que leva \u00e0 total entendimento e depura\u00e7\u00e3o do mal causado;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Repara\u00e7\u00e3o<\/span> \u2013 Quando j\u00e1 existe condi\u00e7\u00f5es de reparar o que foi feito de errado ou mal perante os prejudicados. Serve como resgate de d\u00e9bitos e \u00e9 uma chance de se provar o progresso real da moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada um destes tr\u00eas passos s\u00e3o enormes conquistas, de alta dificuldade em nosso est\u00e1gio evolutivo. \u00c9 sempre motivo de comemora\u00e7\u00e3o \u00edntima quando suportamos e vencemos alguma vicia\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. \u00c9 uma supera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>18\u00b0) Os Esp\u00edritos imperfeitos s\u00e3o afastados dos mundos felizes porque perturbariam a sua harmonia. Permanecem nos mundos inferiores onde expiam as suas faltas pelas tribula\u00e7\u00f5es da vida e se libertam das suas imperfei\u00e7\u00f5es, at\u00e9 merecerem encarnar-se em mundos moral e fisicamente mais adiantados<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 porque os mundos felizes assim o s\u00e3o, devido a capacidade de seus habitantes de compartilhar essa felicidade em alta moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>19\u00b0) Como o Esp\u00edrito conserva sempre o seu livre-arb\u00edtrio, melhora \u00e0s vezes de maneira lenta e sua obstina\u00e7\u00e3o no mal \u00e9 bastante tenaz. Pode persistir nessa situa\u00e7\u00e3o durante anos e s\u00e9culos, mas chega sempre o momento em que a sua teimosia em desafiar a justi\u00e7a de Deus se abate diante do sofrimento, e ent\u00e3o, malgrado a sua fanfarronice, ele reconhece o poder superior que o domina. Desde o momento em que manifesta as primeiras luzes do arrependimento, Deus o faz entrever a esperan\u00e7a<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Este ponto j\u00e1 foi tratado nos par\u00e1grafos anteriores. Um dos maiores motivadores de estagna\u00e7\u00e3o no sofrimento est\u00e1 o orgulho. O sistema humano de poder pressup\u00f5e uma democracia em sua melhor forma, onde tudo e todos s\u00e3o discut\u00edveis em v\u00e1rios aspectos. No entanto a Justi\u00e7a Divina n\u00e3o est\u00e1 em discuss\u00e3o, j\u00e1 que foi feita por Deus e a perfei\u00e7\u00e3o permeia toda Cria\u00e7\u00e3o. A hierarquia neste caso n\u00e3o acontece pelo poder, acontece pelo n\u00edvel moral, e essa concep\u00e7\u00e3o t\u00eanue \u00e9 de dif\u00edcil assimila\u00e7\u00e3o para aqueles que s\u00e3o ref\u00e9ns do orgulho e da vaidade, j\u00e1 que para eles, a perfei\u00e7\u00e3o \u00e9 a sua imagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>20\u00b0) Sejam quais forem a inferioridade e a perversidade dos Esp\u00edritos, Deus jamais os abandona. Todos t\u00eam o seu anjo da guarda que vela por eles, vigia as expans\u00f5es da sua alma e se esfor\u00e7a para despertar-lhes bons pensamentos, desejos de progredir e de reparar numa nova exist\u00eancia o mal que tenham feito. N\u00e3o obstante, o guia ou protetor age na maioria das vezes de maneira oculta, sem exercer nenhuma press\u00e3o. O Esp\u00edrito deve melhorar-se pela for\u00e7a de sua pr\u00f3pria vontade e n\u00e3o por for\u00e7a de qualquer constrangimento. Deve agir bem ou mal em virtude de seu livre-arb\u00edtrio, sem ser fatalmente empurrado num sentido ou noutro. Se fizer o mal, sofrer\u00e1 as suas consequ\u00eancias enquanto permanecer no mau caminho. Desde que d\u00ea um passo em dire\u00e7\u00e3o ao bem sentir\u00e1 imediatamente os seus resultados.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os perversos e os menos perversos (j\u00e1 que os bons s\u00e3o muito raros), sempre s\u00e3o assessorados pelo anjo da guarda que cuida de suas vidas. A quest\u00e3o \u00e9 que precisamos manter uma boa sintonia e vontade para ouvir seus conselhos e assimilar suas ideias, que sempre conduzir\u00e3o \u00e0 melhor moral (e atitudes)\u00a0 poss\u00edvel. Algo parecido com que Jesus disse na par\u00e1bola do semeador com:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cbem-aventurados os vossos olhos, porque veem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que v\u00f3s vedes, e n\u00e3o o viram; e ouvir o que v\u00f3s ouvis, e n\u00e3o o ouviram\u201d. (Mateus 13, 16-17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre temos condi\u00e7\u00f5es de receber o aux\u00edlio Divino, desde que saibamos ouvir seus conselhos. Muitas vezes (quase todas)\u00a0 ouvimos as sugest\u00f5es mentalmente, mas ignoramos totalmente em debates mentais cujo conte\u00fado simplesmente \u00e9 autom\u00e1tico para n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A PARTIR DESTE PONTO, KARDEC INICIA UMA IDENTIFICA\u00c7\u00c3O DA TIPOLOGIA DOS SOFRIMENTOS E UM RESUMO DESTE C\u00d3DIGO PENAL QUE ACABA SENDO TAMB\u00c9M UM RESUMO DA LEI DE A\u00c7\u00c3O E REA\u00c7\u00c3O, N\u00c3O HAVENDO MAIS O QUE ACRESCENTAR DE \u00daTIL.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>21\u00b0) Cada um s\u00f3 \u00e9 respons\u00e1vel pelas suas pr\u00f3prias faltas. Ningu\u00e9m sofre penalidades pelas faltas alheias, a menos que para isso tenha dado algum motivo, seja provocando-as pelo seu exemplo, seja deixando de impedi-las quando podia faz\u00ea-lo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00c9 assim, por exemplo, que o suicida \u00e9 sempre punido, mas aquele que, por sua dureza de cora\u00e7\u00e3o, leva um indiv\u00edduo ao desespero e da\u00ed ao suic\u00eddio, sofre uma pena ainda maior.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>22\u00b0) Embora a diversidade de puni\u00e7\u00f5es seja infinita, existem as que s\u00e3o inerentes \u00e0 inferioridade dos Esp\u00edritos e cujas consequ\u00eancias, salvo algumas nuan\u00e7as, s\u00e3o mais ou menos id\u00eanticas. A puni\u00e7\u00e3o mais comum, entre os que s\u00e3o sobretudo apegados \u00e0 vida material e negligenciam o progresso espiritual, consiste na lentid\u00e3o com que se processa a separa\u00e7\u00e3o da alma e do corpo, e portanto nas ang\u00fastias que acompanham a morte e o despertar na outra vida, na dura\u00e7\u00e3o das perturba\u00e7\u00f5es que podem ent\u00e3o durar desde meses at\u00e9 anos. Entre os que, pelo contr\u00e1rio, tendo uma consci\u00eancia pura, identificam-se durante a vida corp\u00f3rea com a vida espiritual e libertam-se das coisas materiais, a separa\u00e7\u00e3o \u00e9 r\u00e1pida, sem dificuldades, e o despertar apraz\u00edvel, sendo a perturba\u00e7\u00e3o quase inexistente.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>23\u00b0) Um fen\u00f4meno muito frequente entre os Esp\u00edritos de um certo grau de inferioridade moral consiste em se acreditarem ainda vivos ap\u00f3s a morte, e essa ilus\u00e3o pode se prolongar durante anos, atrav\u00e9s dos quais eles experimentam todas as necessidades, todos os tormentos e todas as perplexidades da vida.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>24\u00b0) Para o criminoso, a vis\u00e3o incessante de suas v\u00edtimas e das circunst\u00e2ncias do crime \u00e9 um supl\u00edcio cruel.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>25\u00b0) Alguns Esp\u00edritos s\u00e3o mergulhados em trevas espessas. Outros s\u00e3o postos num isolamento absoluto, no espa\u00e7o, atormentados pelo fato de n\u00e3o saberem qual a sua condi\u00e7\u00e3o e o seu destino. Os maiores culpados sofrem torturas que s\u00e3o tanto mais pungentes quanto ignoram o seu fim. Muitos ficam privados de verem os seus seres queridos. Todos, em geral, passam por sofrimentos cuja intensidade \u00e9 relativa aos males que praticaram, \u00e0s dores e necessidades que fizeram os outros sofrer, at\u00e9 que o arrependimento e o desejo de repara\u00e7\u00e3o, venham trazer-lhes um abrandamento ao faz\u00ea-los entrever a possibilidade de dar, por si mesmos, um fim a essa situa\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>26\u00b0) \u00c9 um supl\u00edcio para o orgulhoso ver acima dele, gloriosos e radiantes de alegria, os que ele havia desprezado na Terra, ao mesmo tempo que ele \u00e9 relegado aos \u00faltimos lugares. Para o hip\u00f3crita, ver-se trespassado pela luz que revela os seus mais secretos pensamentos, que todos podem ler, n\u00e3o havendo para ele nenhum meio de se esconder ou se disfar\u00e7ar. Para o sensual \u00e9 um supl\u00edcio passar por todas as tenta\u00e7\u00f5es, todos os desejos, sem poder satisfaz\u00ea-los. Para o avarento, ver o seu ouro desperdi\u00e7ado e n\u00e3o poder ret\u00ea-lo. Para o ego\u00edsta, ser abandonado por todos e sofrer tudo aquilo que os outros sofreram dele: ter\u00e1 sede e ningu\u00e9m lhe dar\u00e1 de beber; ter\u00e1 fome e ningu\u00e9m lhe dar\u00e1 de comer; nem uma s\u00f3 m\u00e3o amiga vir\u00e1 apertar a sua, nenhuma voz compassiva vir\u00e1 consol\u00e1-lo, pois ele s\u00f3 pensou em si durante a vida e ningu\u00e9m agora pensa nele nem o lamenta ap\u00f3s a sua morte.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>27\u00b0) O meio de evitar ou atenuar as consequ\u00eancias de suas faltas na vida futura \u00e9 desfazer-se o mais poss\u00edvel dos seus defeitos na vida presente, reparar aqui mesmo o mal para n\u00e3o ter de repar\u00e1-lo mais tarde e de maneira mais terr\u00edvel. Quanto mais demorarmos a deixar os nossos defeitos, mais as suas consequ\u00eancias se tornar\u00e3o penosas e mais rigorosas ser\u00e1 a repara\u00e7\u00e3o que tivermos de fazer.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>28\u00b0) A situa\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, desde a sua entrada na vida espiritual, \u00e9 aquela que ele mesmo se preparou durante a sua vida corporal. Mais tarde, outra encarna\u00e7\u00e3o lhe \u00e9 concedida para expiar e reparar a anterior, passando por novas provas. Mas ele a aproveitar\u00e1 em maior ou menor grau, segundo o seu livre-arb\u00edtrio. Se n\u00e3o a aproveitar, ter\u00e1 um trabalho a recome\u00e7ar, e cada vez em condi\u00e7\u00f5es mais penosas. Dessa maneira, aquele que muito<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>sofre na Terra pode dizer que tem muito a expiar. Os que gozam de uma felicidade aparente, malgrado os seus v\u00edcios e sua inutilidade, pagar\u00e3o caro numa exist\u00eancia posterior. Foi nesse sentido que Jesus disse:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Bem aventurados os aflitos porque ser\u00e3o consolados. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V.)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>29\u00b0) A miseric\u00f3rdia de Deus \u00e9 sem d\u00favida infinita, mas n\u00e3o \u00e9 cega. O culpado que ela perdoou n\u00e3o est\u00e1 dispensado de satisfazer a justi\u00e7a, passando pelas consequ\u00eancias de suas faltas. Por miseric\u00f3rdia infinita \u00e9 necess\u00e1rio entender que Deus n\u00e3o \u00e9 inexor\u00e1vel, deixando sempre aberta ao culpado a porta de retorno ao bem.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>30\u00b0) As penas sendo tempor\u00e1rias e subordinadas ao arrependimento e \u00e0 repara\u00e7\u00e3o, que dependem da livre vontade do homem, acontece o mesmo com os castigos e os rem\u00e9dios que devem ajudar a curar as feridas do mal. Os Esp\u00edritos em puni\u00e7\u00e3o n\u00e3o se encontram na situa\u00e7\u00e3o dos antigos condenados \u00e0s galeras, mas como os doentes no hospital. Sofrem a doen\u00e7a que frequentemente decorre de suas pr\u00f3prias faltas e passam por meios dolorosos de cura de que necessitam, mas t\u00eam a esperan\u00e7a de ser curados e se curam tanto mais rapidamente,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>quanto observarem com exatid\u00e3o as prescri\u00e7\u00f5es do m\u00e9dico que solicitamente vela por eles. Se eles prolongam os sofrimentos por sua pr\u00f3pria culpa, o m\u00e9dico nada tem com isso.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>31\u00b0) As penas que o Esp\u00edrito sofre na vida espiritual juntam-se \u00e0s da vida corporal, que s\u00e3o a consequ\u00eancia das imperfei\u00e7\u00f5es do homem, de suas paix\u00f5es, do mau emprego de suas faculdades, e a expia\u00e7\u00e3o de suas faltas presentes e passadas. \u00c9 na vida corporal que o Esp\u00edrito repara o mal de suas exist\u00eancias anteriores, que p\u00f5e em pr\u00e1tica as resolu\u00e7\u00f5es tomadas na vida espiritual. \u00c9 assim que se explicam as mis\u00e9rias e as dificuldades que, \u00e0 primeira vista, parecem n\u00e3o ter raz\u00e3o de ser, mas na verdade s\u00e3o justas desde que foram determinadas no passado e servem para o nosso adiantamento33.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>32\u00b0) Deus, pergunta-se, n\u00e3o demonstraria maior amor por suas criaturas se as criasse infal\u00edveis e portanto isentas das vicissitudes decorrentes da imperfei\u00e7\u00e3o? Seria necess\u00e1rio, para isso, que ele criasse seres perfeitos, nada tendo a conquistar, nem em conhecimentos e nem em moralidade. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que o podia fazer, mas se n\u00e3o o fez \u00e9 porque, na sua sabedoria quis que o progresso fosse uma lei geral. Os homens s\u00e3o imperfeitos e, como tal, sujeitos \u00e0s vicissitudes mais ou menos penosas. Esse \u00e9 um fato que temos de aceitar, desde que existe. Mas inferir disso que Deus n\u00e3o \u00e9 bom nem justo seria uma rebeldia.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Haveria injusti\u00e7a se ele tivesse criado seres privilegiados, mais favorecidos que os outros, gozando sem esfor\u00e7o da felicidade que os outros s\u00f3 atingem penosamente ou jamais poderiam atingir. A justi\u00e7a de Deus brilha precisamente na igualdade absoluta que rege a cria\u00e7\u00e3o de todos os Esp\u00edritos. Todos t\u00eam o mesmo ponto de partida; n\u00e3o h\u00e1 nenhum que seja, na sua forma\u00e7\u00e3o, mais bem dotado que os outros; nenhum cuja marcha ascensional seja facilitada por exce\u00e7\u00e3o; os que chegam ao alvo passaram, como os outros, pela fieira das provas e da inferioridade.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Admitindo-se isso, o que haveria de mais justo do que essa liberdade de a\u00e7\u00e3o dada a cada um? A via da felicidade est\u00e1 aberta a todos, o objetivo de todos \u00e9 o mesmo, as condi\u00e7\u00f5es para atingi-lo s\u00e3o as mesmas para todos e a lei gravada em todas as consci\u00eancias foi ensinada \u00e0 todos. Deus fez da felicidade o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>pr\u00e9mio do trabalho e n\u00e3o do favoritismo para que cada um tenha o seu m\u00e9rito. Todos s\u00e3o livres de trabalhar ou de nada fazer para o seu adiantamento. Aquele que trabalha bastante e com rapidez \u00e9 recompensado mais cedo, mas aquele que se desvia do caminho ou perde o seu tempo, retarda a sua chegada e s\u00f3 pode lamentar de si mesmo. O bem e o mal s\u00e3o facultativos e dependem da vontade de cada um. O homem, por ser livre, n\u00e3o \u00e9 fatalmente levado, nem para um, nem para o outro.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>33\u00b0) Apesar da diversidade de g\u00e9neros e graus de sofrimento dos Esp\u00edritos imperfeitos, o c\u00f3digo penal da vida futura pode se resumir nestes tr\u00eas princ\u00edpios:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1\u00b0) O sofrimento \u00e9 inerente \u00e0 imperfei\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2\u00b0) Toda imperfei\u00e7\u00e3o, e toda a falta que dela decorre, trazem o seu pr\u00f3prio castigo nas suas consequ\u00eancias naturais e inevit\u00e1veis, como a doen\u00e7a decorre dos excessos, o t\u00e9dio da ociosidade, sem que haja necessidade de uma condena\u00e7\u00e3o especial para cada falta e cada indiv\u00edduo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3\u00b0) Todo homem podendo corrigir as suas imperfei\u00e7\u00f5es pela sua pr\u00f3pria vontade, pode poupar-se os males que delas decorrem e assegurar a sua felicidade futura.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Essa \u00e9 a lei da justi\u00e7a divina: a cada um segundo as suas obras, tanto no c\u00e9u como na Terra<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[EM IT\u00c1LICO EST\u00c1 O ORIGINAL DA OBRA DE KARDEC, EM LETRAS NORMAIS AS OBSERVA\u00c7\u00d5ES DESTE APRENDIZ] CAP\u00cdTULO VII \u2013 AS PENAS FUTURAS SEGUNDO O ESPIRITISMO Se\u00e7\u00e3o: C\u00d3DIGO PENAL DA VIDA FUTURA Trata das leis que regem o Esp\u00edrito no futuro, com base em leis da Natureza e empiricamente observadas e sabidas atrav\u00e9s das comunica\u00e7\u00f5es recebidas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":233,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/245"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=245"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/245\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":246,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/245\/revisions\/246"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/233"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=245"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}