{"id":179,"date":"2011-12-19T07:39:01","date_gmt":"2011-12-19T18:39:01","guid":{"rendered":"http:\/\/espiritismolivre.com\/?page_id=179"},"modified":"2013-12-18T00:48:01","modified_gmt":"2013-12-18T11:48:01","slug":"leon-denis-o-problema-do-ser-do-destino-e-da-dor-parte-1","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/espiritismolivre.com\/?page_id=179","title":{"rendered":"L\u00c9ON DENIS &#8211; O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR &#8211; COMPLETO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #0000ff;\">O Resumo abaixo \u00e9 de minha autoria e utiliza cita\u00e7\u00f5es de obras que est\u00e3o colocadas durante o texto.<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"color: #0000ff;\">Pe\u00e7o enviar sugest\u00f5es \/ Corre\u00e7\u00f5es \/ Adendos para &#8211; espiritismolivre@gmail.com<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">ESTUDO DA OBRA DE L\u00c9ON DENIS \u2013 O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Editora FEB \/ 1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o \/ 2009<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis inicia sua introdu\u00e7\u00e3o j\u00e1 com a identifica\u00e7\u00e3o da incapacidade das institui\u00e7\u00f5es humanas do conhecimento e da religi\u00e3o em esclarecer o que realmente importa, a alma, sua natureza e destino, visto que essas institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o presas ao ensino do conhecimento sup\u00e9rfluo. At\u00e9 na igreja, renomada institui\u00e7\u00e3o religiosa, o padre acaba por professar teses que n\u00e3o passariam pelo crivo da raz\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cCom efeito, na Universidade, como na Igreja, a alma moderna n\u00e3o encontra sen\u00e3o obscuridade e contradi\u00e7\u00e3o em tudo quanto respeita ao problema de sua natureza e de seu futuro. \u00c9 a esse estado de coisas que se deve atribuir, em grande parte, os males de nossa \u00e9poca, a incoer\u00eancia das id\u00e9ias, a desordem das consci\u00eancias, a anarquia moral e social\u201d<\/em> (p.08).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da falta de perspectiva e de conhecimentos edificadores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida e \u00e0 alma, a corros\u00e3o moral e o ceticismo tomaram conta da \u00e9poca, j\u00e1 que <em>\u201c(&#8230;) em nada mais cr\u00eaem do que na riqueza, nada mais honram que o \u00eaxito\u201d<\/em> (p.09).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O materialismo causou uma depend\u00eancia nas pessoas, a depend\u00eancia do \u2018acaso\u2019, j\u00e1 que somos resultado de combina\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas e f\u00edsico-qu\u00edmicas, algo como uma receita celular que as leis da ci\u00eancia humana foi capaz de estudar e aprender. Isso causou desmotiva\u00e7\u00e3o e esvaziou o ser em si, resultando em pessimismo e em um conformismo que estagnou todas as gera\u00e7\u00f5es presas \u00e0 esta ideologia \/ percep\u00e7\u00e3o de mundo. Sem uma ess\u00eancia espiritual ou algo que clamasse \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o particular de cada um, n\u00e3o havia motivo justo para que cada ser buscasse sua melhora e progresso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA evolu\u00e7\u00e3o gradual e progressiva \u00e9 a lei fundamental da natureza e da vida. (&#8230;) A origem de todos os nossos males est\u00e1 em nossa falta de saber e em nossa inferioridade moral\u201d<\/em> (p.14)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis verifica que as doutrinas pol\u00edtico-sociais da \u00e9poca, assim como as atuais, acabam por buscar muitos direitos, imaginando ser este o fim em si, e n\u00e3o fixam os deveres necess\u00e1rios, que s\u00e3o primordiais para o bom funcionamento das normas. Esse \u00e9 apenas mais um fruto do que o materialismo provoca quando \u00e9 aplicado \u00e0 vida cotidiana de uma sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cOs esp\u00edritos de escol professam o niilismo<a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a> metaf\u00edsico, e a massa humana, o povo, sem cren\u00e7as, sem princ\u00edpios fixos, est\u00e1 entregue a homens que lhe exploram as paix\u00f5es e especulam com suas ambi\u00e7\u00f5es\u201d<\/em> (p.15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leon Denis identificar\u00e1 que a melhor forma de renovar o quadro descrito \u00e9 atrav\u00e9s de uma doutrina baseada em fatos, n\u00e3o dogmas, e baseada em experi\u00eancias, ou seja, que alie tra\u00e7os metaf\u00edsicos \u00e0 cientificidade, al\u00e9m de testemunhos que a corroborem. Eis que o Espiritualismo<a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftn2\">[2]<\/a> Cient\u00edfico veio a suprir esta demanda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A solu\u00e7\u00e3o de nosso caro instrutor \u00e9 a adi\u00e7\u00e3o do espiritismo na educa\u00e7\u00e3o e na ci\u00eancia. No primeiro caso seria indispens\u00e1vel na forma\u00e7\u00e3o \u00e9tico-moral das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es. Se intrduzida desde cedo na educa\u00e7\u00e3o infantil, seria de grande valia para uma forma\u00e7\u00e3o social mais concisa e ciente de seus deveres morais. No caso da ci\u00eancia, seria importante para decifrar o mundo vis\u00edvel, j\u00e1 que os cientistas orgulhavam-se de ter decifrado todo o mundo vis\u00edvel (o que se provaria uma mentira no futuro). A resolu\u00e7\u00e3o acima aplicar-se-ia na ci\u00eancia e na educa\u00e7\u00e3o, criando uma nova esp\u00e9cie de psicologia social baseado nos mundos tang\u00edvel e intang\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Graficamente, seriam os estudos das vari\u00e1veis abaixo com a receita educacional e cient\u00edfica acima, levaria \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00e8 Raz\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00e8                                      Causa\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<strong>EVOLU\u00c7\u00c3O <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00e8 Fim<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ent\u00e3o todos estariam aptos a desfrutar o progresso pessoal e moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cF\u00e9 do passado, ci\u00eancias, filosofias, religi\u00f5es, iluminai-vos com uma chama nova; sacudi vossos velhos sud\u00e1rios e as cinzas que os cobrem. Escutai as vozes reveladoras do t\u00famulo; elas nos trazem uma renova\u00e7\u00e3o do pensamento com os segredos do Al\u00e9m, que o homem em necessidade de conhecer para melhor viver, melhor agir e melhor morrer!\u201d<\/em> (p.22).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PRIMEIRA PARTE \u2013 O PROBLEMA DO SER<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">I \u2013 A EVOLU\u00c7\u00c3O DO PENSAMENTO<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ci\u00eancia humana encontra-se em franca expans\u00e3o e aumento de amplitude, atrav\u00e9s dos avan\u00e7ados instrumentos de an\u00e1lise dos quais disp\u00f5e. No entanto, tudo isso \u00e9 posterior ao conhecimento do esp\u00edrito, j\u00e1 que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>os instrumentos nada seriam sem a intelig\u00eancia, sem a vontade que os dirige<\/em>\u201d (p. 25).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O interessante \u00e9 que sempre os instrumentos cient\u00edficos ser\u00e3o evolu\u00eddos e revisados todo o tempo, j\u00e1 que a tend\u00eancia \u00e9 de que os esp\u00edritos (vontades que dirigem) progridam a cada gera\u00e7\u00e3o \/ encarna\u00e7\u00e3o. E \u00e9 parte desta evolu\u00e7\u00e3o que haja um casamento entre a ci\u00eancia e as manifesta\u00e7\u00f5es espirituais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Assistimos hoje a uma nova floresc\u00eancia do mundo invis\u00edvel na hist\u00f3ria. As manifesta\u00e7\u00f5es do Al\u00e9m, de passageiras e isoladas, tendem a converter-se em permanentes e universais<\/em>\u201d (p. 29).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em breve passagem, Le\u00f3n Denis resumiu o que acontecia e o que acontece hoje, quando as manifesta\u00e7\u00f5es (ou fen\u00f4menos) n\u00e3o s\u00f3 acontecem em maior n\u00famero, mas com diversas finalidades tamb\u00e9m. O interc\u00e2mbio entre o mundo vis\u00edvel e invis\u00edvel \u00e9 cada vez mais constante. No entanto a natureza dos fen\u00f4menos sofreu altera\u00e7\u00e3o ao longo do tempo<a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftn3\">[3]<\/a>. Apesar de n\u00e3o fazer parte do objeto de estudo do cap\u00edtulo atual, vale ressaltar apenas a maior depura\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos e maior presen\u00e7a em reuni\u00f5es de boas inten\u00e7\u00f5es e aprimoramento moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis enfatiza que todas as religi\u00f5es tiveram import\u00e2ncia no curso da humanidade, mas que erraram em algum momento na deturpa\u00e7\u00e3o dos valores fundamentais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>O erro religioso e, principalmente, o erro cat\u00f3lico, n\u00e3o pertence \u00e0 ordem est\u00e9tica, que n\u00e3o engana; \u00e9 de ordem l\u00f3gica. Consiste em encerrar a Religi\u00e3o em dogmas estreitos, em moldes r\u00edgidos. Quando o movimento \u00e9 a pr\u00f3pria lei da vida o Catolicismo imobilizou o pensamento em vez de provocar-lhe o v\u00f4o<\/em>\u201d (p. 30). <em>\u201cO verdadeiro Cristianismo era uma lei de amor e liberdade; as igrejas fizeram dele uma lei de temor e escravid\u00e3o. Da\u00ed o se afastarem gradualmente da igreja os pensadores; \u00a0da\u00ed o enfraquecimento do esp\u00edrito religioso em nosso pa\u00eds<\/em>\u201d (p. 31).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando os abusos humanos acontecem em doutrinas divinas, h\u00e1 a lacuna entre os pensadores e os religiosos, onde os primeiros desembocam no materialismo. Dificilmente a f\u00e9 se sustenta quando pessoas s\u00e3o aniquiladas em nome de Deus, este \u00faltimo performando o papel de cruel entidade que manipula suas marionetes. Eis a constata\u00e7\u00e3o de que o problema n\u00e3o era a religi\u00e3o, mas sim seu uso pol\u00edtico-social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O materialismo trouxe, como frisado na introdu\u00e7\u00e3o, a corros\u00e3o moral e dos valores. E Denis percebe que a d\u00favida acarretada pela corros\u00e3o \u00e9 justamente o que prepara o caminho para f\u00e9 inteligente e esclarecida, j\u00e1 que os crit\u00e9rios seriam mais duros do que a pr\u00f3pria cren\u00e7a apenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c\u00c0 propor\u00e7\u00e3o que o pensamento se vai aperfei\u00e7oando, mission\u00e1rios de todas as ordens v\u00eam provocar a renova\u00e7\u00e3o religiosa no seio das humanidades. Assistimos ao prel\u00fadio de uma dessas renova\u00e7\u00f5es, maior e mais profunda que as precedentes. J\u00e1 n\u00e3o tem somente homens por mandat\u00e1rios e int\u00e9rpretes, o que tornaria a nova dispensa\u00e7\u00e3o t\u00e3o prec\u00e1ria como as outras. S\u00e3o os Esp\u00edritos inspiradores, os g\u00eanios do Espa\u00e7o, que exercem ao mesmo tempo a sua a\u00e7\u00e3o em toda a superf\u00edcie do globo e em todos os dom\u00ednios do pensamento. Sobre todos os pontos aparece um novo Espiritualismo\u201d<\/em> (pp. 32-33).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ruptura entre ci\u00eancia e religi\u00e3o complicou v\u00e1rios problemas que seriam mais simples e segregou conhecimentos que poderiam ser complementares. A verdade \u00e9 que a interdisciplinaridade traz muito mais conhecimento e deriva\u00e7\u00f5es combinadas do que o segregacionismo que era aplicado at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis um dos principais diferenciais do Espiritismo. Dispensa dogmas e prova suas teses na pr\u00e1tica, tornando-se tamb\u00e9m cient\u00edfica. N\u00e3o traz s\u00f3 o consolo, mas tamb\u00e9m os deveres e responsabilidades, que agregam ao ser humano um \u00edndice moral mais elevado e com tend\u00eancias a se tornar mais apurado com o passar do tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1pice deste movimento ser\u00e1 quando ci\u00eancia, filosofia, artes e religi\u00e3o se fundirem em um s\u00f3 guia para vida das pessoas. Alimentos para corpo e alma estar\u00e3o presentes e a evolu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 cont\u00ednua e muito mais r\u00e1pida do que ocorre hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">II \u2013 O CRIT\u00c9RIO DA DOUTRINA DOS ESP\u00cdRITOS<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os fen\u00f4menos Esp\u00edritas vieram, atrav\u00e9s da mediunidade, comprovar o interc\u00e2mbio entre o mundo vis\u00edvel e o mundo invis\u00edvel, al\u00e9m de trazer provas reais e fact\u00edveis de esp\u00edritos que outrora habitavam este orbe. O mais importante \u00e9 que os fen\u00f4menos foram confirmados pela experi\u00eancia (um dos maiores crit\u00e9rios para que algo seja aceito como \u2018cient\u00edfico\u2019).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um simples resumo, grande parte do que Denis nos traz neste cap\u00edtulo pode ser considerado como:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CRIT\u00c9RIOS DE AN\u00c1LISE DO ESPIRITISMO CIENT\u00cdFICO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Experimental<\/span> \u00e0 Estudo profundo dos fen\u00f4menos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Racional<\/span> \u00e0 Verifica\u00e7\u00e3o do n\u00edvel moral dos ensinamentos \/ comunica\u00e7\u00f5es passadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Instrumento da Verdade<\/span> \u00e0 Pois pode versar sobre todas as \u00e1reas do conhecimento humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devido aos crit\u00e9rios acima expostos e, verificando que todos eles buscam explica\u00e7\u00f5es \/ instru\u00e7\u00f5es fora da metaf\u00edsica pura<a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftn4\">[4]<\/a> o Espiritualismo Moderno (Espiritismo) passa a integrar o mundo f\u00edsico. Os fen\u00f4menos s\u00e3o a conex\u00e3o entre a metaf\u00fasica pura que predominava nas religi\u00f5es anteriores e o materialismo puro que predominava na estrutura social. Essa ponte atrav\u00e9s dos fen\u00f4menos provoca uma nova revolu\u00e7\u00e3o no conhecimento, j\u00e1 que n\u00e3o possui car\u00e1ter geogr\u00e1fico espec\u00edfico (ocorre em todos os lugares).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis enfatiza sobre os cr\u00edticos do Espiritismo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c\u00c9 deveras engra\u00e7ado ver pessoas, cujo interesse por essas quest\u00f5es apenas data de ontem, darem regras a homens como Allan Kardec, por exemplo, que s\u00f3 se atreveu a publicar os seus trabalhos ao cabo de anos de investiga\u00e7\u00f5es laboriosas e de maduras reflex\u00f5es, obedecendo nisso a ordens formais e bebendo em fontes de informa\u00e7\u00e3o de que os nossos excelentes cr\u00edticos nem sequer parecem ter id\u00e9ia\u201d <\/em>(p. 49).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Espiritismo veio ainda trazer consolo aos principais problemas morais da humanidade, ressaltando os casos da morte, da dor, do destino, dentre outros. Al\u00e9m do mais, as manifesta\u00e7\u00f5es aconteciam at\u00e9 com pessoas educadas no seio da Igreja, com conceitos arraigados de c\u00e9u e inferno, absolutamente contradit\u00f3rios com suas cren\u00e7as, portanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como explicar, ent\u00e3o, as formid\u00e1veis descri\u00e7\u00f5es da \u00e9poca sobre outras realidades se n\u00e3o pelos fen\u00f4menos sinceros? O maior indicativo sobre a qualidade do esp\u00edrito manifestante \u00e9 o conte\u00fado de suas comunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Podemos julgar as mensagens median\u00edmicas principalmente pelos seus efeitos moralizadores, que in\u00fameras vezes tem melhorado muitos caracteres e purificando muitas consci\u00eancias. \u00c9 esse o crit\u00e9rio mais seguro de todo o ensino filos\u00f3fico<\/em>\u201d (p. 60)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Denis, o ensino dos esp\u00edritos deve ser aproveitado para uma uni\u00e3o das sabedorias que exista nos dois mundos. O mundo material \u00e9 limitado, enquando o imaterial possui uma vastid\u00e3o de sentidos diferentes capazes de fazer toda diferen\u00e7a no conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dogma da ortodoxia n\u00e3o existe no Espiritismo, o que evita que haja estagna\u00e7\u00e3o das id\u00e9ias e que n\u00e3o ocorra evolu\u00e7\u00e3o do pensamento, algo que acontece hoe nas religi\u00f5es mais tradicionais. Em suma:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DOGMA\u00a0\u00a0 =\u00a0\u00a0 CONTROLE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cAllan Kardec p\u00f4s-nos sempre de sobreaviso contra o dogmatismo e o esp\u00edrito de seita; recomenda-nos sem cessar, nas suas obras, que n\u00e3o deixemos cristalizar o Espiritismo e evitemos os m\u00e9todos nefastos que arruinaram o esp\u00edrito religioso do nosso pa\u00eds\u201d<\/em> (p. 67)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">III \u2013 O PROBLEMA DO SER<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O in\u00edcio do cap\u00edtulo preocupa-se em demonstrar a exist\u00eancia da alma e de sua duplica\u00e7\u00e3o flu\u00eddica. O fato a ser atentado, \u00e9 que o conceito de alma ser\u00e1 examinado mais tarde, sendo importante apenas a concep\u00e7\u00e3o de que alma \u00e9 imaterial e corpo \u00e9 material.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO organismo material n\u00e3o \u00e9 o princ\u00edpio da vida e das faculdades; \u00e9, ao contr\u00e1rio, o seu limite. O c\u00e9rebro \u00e9 um simples instrumento que serve ao esp\u00edrito para registrar suas sensa\u00e7\u00f5es\u201d (p. 76)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A conjun\u00e7\u00e3o entre alma e corpo \u00e9 fundamental para que haja equil\u00edbrio. Qualquer problema de coordena\u00e7\u00e3o entre um ou outro acarreta desacerto. Uma alma virtuosa e cheia de conhecimento n\u00e3o pode manifestar-se em plenitude se o organismo (c\u00e9rebro por exemplo) n\u00e3o estiver com plena capacidade de assimila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cN\u00e3o \u00e9, pois, o organismo material o que constitui a personalidade, mas sim o homem interior, o ser ps\u00edquico. \u00c0 medida que este se desenvolve e se afirma por sua pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o na exist\u00eancia, v\u00ea-se a heran\u00e7a f\u00edsica e mental dos pais ir pouco a pouco se enfraquecendo e, muitas vezes, desaparecer\u201d (p. 80).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que tamb\u00e9m n\u00e3o existe \u00e9 a heran\u00e7a dos antepassados persistindo no organismo f\u00edsico, mas sim as no\u00e7\u00f5es de bem e mal, certo e errado que s\u00e3o intr\u00ednsecos \u00e0 nossa mentalidade e se prestam aos mais diversos sentimentos, nas mais diversas criaturas e nas mais diversas circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cN\u00e3o, o pensamento e a consci\u00eancia n\u00e3o derivam de um universo qu\u00edmico e mec\u00e2nico. Ao contr\u00e1rio, dominam-no, dirigem-no e subjugam-no do Alto\u201d (p. 81).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA ci\u00eancia material n\u00e3o pode julgar coisas do esp\u00edrito. S\u00f3 o esp\u00edrito pode julgar e compreender o esp\u00edrito, e isso na raz\u00e3o do grau de sua evolu\u00e7\u00e3o\u201d (p. 81)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 o esp\u00edrito transcende e \u00e9 atemporal. A humanidade corp\u00f3rea n\u00e3o assimila a atemporalidade em seus conceitos, criando hip\u00f3teses baseadas nas falsas premissas do materialismo e da nega\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter divino de alguns casos. N\u00e3o digo \u201cdivino\u201d como algo inexplic\u00e1vel (milagroso), um \u2018mist\u00e9rio da f\u00e9\u2019, mas sim, de manifesta\u00e7\u00f5es espirituais e informa\u00e7\u00f5es que est\u00e3o al\u00e9m da atual assimila\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e do conhecimento terrestre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando da ignor\u00e2ncia (falta do conhecimento), somos capazes de inventar as mais variadas hip\u00f3teses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">IV \u2013 A PERSONALIDADE INTEGRAL<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cEnt\u00e3o se p\u00f4de ver que em n\u00f3s se reflete, se repercute todo o Universo na sua dupla imensidade, de espa\u00e7o e de tempo. Dizemos \u2018de espa\u00e7o\u2019, porque a alma, nas suas manifesta\u00e7\u00f5es livres e plenas, n\u00e3o conhece as dist\u00e2ncias. Dizemos \u2018de tempo\u2019, porque um passado inteiro dorme nela ao lado do futuro que a\u00ed jaz no estado de embri\u00e3o\u201d (p.83).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis detecta um desenvolvimento gradual da psican\u00e1lise como ci\u00eancia, a partir da diferencia\u00e7\u00e3o entre sujeito, personalidade e doen\u00e7as como dupla personalidade, possess\u00e3o e fen\u00f4menos de regress\u00e3o hipn\u00f3tica. Ele exemplifica casos que envolvem os temas citados acima, bem como o caso da Srta. Beauchamp que possu\u00eda n\u00e3o s\u00f3 m\u00faltiplas personalidades, mas tamb\u00e9m uma entidade de incorpora\u00e7\u00e3o (colocados na p\u00e1gina 91).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cNo seu conjunto, estes fen\u00f4menos demonstram uma coisa. \u00c9 que, abaixo do n\u00edvel da consci\u00eancia normal, fora da personalidade comum, existem em n\u00f3s planos de consci\u00eancia, camadas ou zonas dispostas de tal maneira que, em certas condi\u00e7\u00f5es, se podem observar alterna\u00e7\u00f5es nesses planos. V\u00ea-se ent\u00e3o emergirem e manifestarem-se, durante certo tempo, atributos, faculdades que pertencem \u00e0 consci\u00eancia profunda, mas que n\u00e3o tardam a desaparecer para volverem ao seu lugar e tornarem a mergulhar na sombra e na ina\u00e7\u00e3o\u201d (p.94)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nosso \u201c<em>eu ordin\u00e1rio<\/em>\u201d (predominante) \u00e9 muito limitado pelo organismo f\u00edsico e pela rotina do dia-a-dia, al\u00e9m de transparecer apenas uma pequena fra\u00e7\u00e3o do que seria nosso \u201c<em>eu profundo<\/em>\u201d, que se manifesta geralmente durante o sonambulismo, o transe ou o sono (em desdobramento).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA cis\u00e3o [entre as consci\u00eancias do \u201ceu\u201d] \u00e9, pois, apenas aparente. A \u00fanica diferen\u00e7a entre os estados variados da consci\u00eancia \u00e9 uma diferen\u00e7a de graus\u201d (p.96).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se observarmos com aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel constatar a diferen\u00e7a do \u201c<em>eu<\/em>\u201d e de suas constantes modifica\u00e7\u00f5es durante as fases da vida, considerando a inf\u00e2ncia, juventude, maturidade e velhice.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cH\u00e1 em n\u00f3s como um reservat\u00f3rio de \u00e1guas subterr\u00e2neas, donde, em certas horas, rompe e sobe \u00e0 superf\u00edcie uma corrente r\u00e1pida e em ebuli\u00e7\u00e3o. Os profetas, os m\u00e1rtires de todas as religi\u00f5es, os mission\u00e1rios, os inspirados, os entusiastas de todos os g\u00eaneros e de todas as escolas conheceram estes impulsos surdos e poderosos, que nos t\u00eam brindado com as maiores obras que h\u00e3o revelado aos homens a exist\u00eancia de um mundo superior\u201d (p.98)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nosso \u201c<em>eu<\/em>\u201d nada mais \u00e9 do que nosso pr\u00f3prio esp\u00edrito que manifesta suas potencialidades nestes n\u00edveis diferentes em situa\u00e7\u00f5es diferentes. \u00c9 o esp\u00edrito coordenando os \u00f3rg\u00e3os do corpo (c\u00e9rebro, por exemplo) de acordo com sua conveni\u00eancia. \u00c9 a aceita\u00e7\u00e3o de que o princ\u00edpio inteligente reside no esp\u00edrito e n\u00e3o na mat\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 embate entre a psicologia demonstrada por Denis e a Doutrina Esp\u00edrita, somente complemento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">V \u2013 A ALMA E OS DIFERENTES ESTADOS DO SONO<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cQue \u00e9 ent\u00e3o o sono?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00c9 simplesmente a alma que se desprende, que sai do corpo. Diz-se: o sono \u00e9 irm\u00e3o da morte. Estas palavras exprimem uma verdade profunda\u201d (p. 99)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando dormimos o nosso esp\u00edrito sai do corpo, h\u00e1 uma natural amplia\u00e7\u00e3o dos sentidos e percep\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o sentidas pelo esp\u00edrito e transmitidas para o corpo (c\u00e9rebro) pelo cord\u00e3o flu\u00eddico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O esp\u00edrito ainda assim controla o seu envolt\u00f3rio carnal \u00e0 dist\u00e2ncia, atrav\u00e9s da manipula\u00e7\u00e3o deste cord\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA marcha dos son\u00e2mbulos, a noite, em lugares perigosos, com inteira seguran\u00e7a, \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o evidente deste fato\u201d (p. 101)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O hipnotismo tamb\u00e9m desempenha um importante papel nestas quest\u00f5es, j\u00e1 que pode servir de chave para abrir a porta das percep\u00e7\u00f5es agu\u00e7adas do esp\u00edrito e suas eventuais benesses sobre o corpo f\u00edsico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cPor outros termos, o hipnotismo \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o, num grau mais intenso, das energias reparadoras que entram em jogo no sonho natural. A sugest\u00e3o terap\u00eautica \u00e9 a arte de libertar o Esp\u00edrito do corpo, de abrir-lhe uma sa\u00edda pelo sono e permitir-lhe que exer\u00e7a, com plenitude os seus poderes sobre o corpo doente\u201d (p. 102)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sugest\u00e3o hipn\u00f3tica \u00e9 arma importante na cura de algumas mazelas e problemas, e abaixo h\u00e1 um pequeno quadro que os enumera (utilizando os dados da nota de rodap\u00e9 n\u00famero 58 \u2013 p\u00e1gina 103):<\/p>\n<table style=\"text-align: justify;\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"450\" valign=\"top\"><strong>Frutos da   sugest\u00e3o hipn\u00f3tica e objetivos buscados<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"450\" valign=\"top\">\n<ul>\n<li>Concentra\u00e7\u00e3o do pensamento e da vontade;<\/li>\n<li>Aumento de energia e vitalidade;<\/li>\n<li>Aten\u00e7\u00e3o fixa em coisas essencialmente \u00fateis;<\/li>\n<li>Alargamento do campo de mem\u00f3ria;<\/li>\n<li>Manifesta\u00e7\u00e3o de sentidos novos por meio de   impuls\u00f5es internas ou externas;<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"450\" valign=\"top\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"450\" valign=\"top\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"450\" valign=\"top\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"450\" valign=\"top\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 diferentes n\u00edveis de profundidade do sono, e um processo gradual para atingirmos o mais profundo deles. Quanto maior a profundidade, menores as percep\u00e7\u00f5es e consci\u00eancias da vig\u00edlia cotidiana, que passa a se misturar com a realidade do desprendimento, at\u00e9 que na maior profundidade, reina os sentidos da realidade espiritual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde os antigos gregos h\u00e1 uma dupla defini\u00e7\u00e3o da palavra \u201csonho\u201d:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cONAR\u201d \u2013 de origem f\u00edsica;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SONHO<\/strong> Est\u00e3o em Homero e Hip\u00f3crates.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cREPAR\u201d \u2013 de origem ps\u00edquica;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quadro baseado nas informa\u00e7\u00f5es da nota de rodap\u00e9 n\u00famero 59 \u2013 p\u00e1gina 104.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por estas designa\u00e7\u00f5es, o sonho de origem f\u00edsica seria o processo autom\u00e1tico e fisiol\u00f3gico di\u00e1rio, enquanto o ps\u00edquico representa a clarivid\u00eancia. O ponto chave \u00e9 a dificuldade de distingui-los perante os n\u00edveis de consci\u00eancia do sono habitual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cDurante o sono, a alma pode, segundo as necessidades do momento, aplicar-se a reparar as perdas vitais causadas pelo trabalho cotidiano e a regenerar o organismo adormecido, infundindo-lhe as for\u00e7as tiradas do mundo c\u00f3smico, ou, quando est\u00e1 acabado esse movimento reparador, continuar o curso da sua vida superior, pairar sobre a Natureza, exercer as suas faculdades de vis\u00e3o a dist\u00e2ncia e penetra\u00e7\u00e3o das coisas. Nesse estado de atividade independente vive j\u00e1 antecipadamente a vida livre do Esp\u00edrito\u201d (p.105). <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma quest\u00e3o colocada por Denis que remete a um importante fato:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cQuanto mais a alma se afasta do corpo e penetra nas regi\u00f5es et\u00e9reas, tanto mais fraco \u00e9 o la\u00e7o que os une, tanto mais vaga a lembran\u00e7a ao acordar. A alma paira muito longe na imensidade e o c\u00e9rebro deixa de registrar suas sensa\u00e7\u00f5es. Da\u00ed resulta n\u00e3o podermos analisar os nossos mais belos sonhos\u201d (p. 107)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que guardamos geralmente s\u00e3o sensa\u00e7\u00f5es que nos trazem um sentimento de beleza, mas sem a clara impress\u00e3o do que vimos e sentimos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mem\u00f3ria atinge a vastid\u00e3o quando induzida pela hipnose ou no sono normal. \u00c9 maior na raz\u00e3o da profundidade. H\u00e1 casos c\u00e9lebres de solu\u00e7\u00f5es de grandes problemas, de inven\u00e7\u00f5es, de m\u00fasicas, de obras de arte que surgem a partir do momento em que \u00e9 terminado o sono. Seriam obras de esp\u00edritos terceiros ou de nossas pr\u00f3prias potencialidades? Ambos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c[Os sonhos premonit\u00f3rios] Parecem indicar que a alma tem o poder de penetrar o futuro ou que este lhe \u00e9 revelado por intelig\u00eancias superiores\u201d (p. 111). <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas e quanto \u00e0s percep\u00e7\u00f5es da alma nos sonhos? Quais suas qualidades?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Denis (p. 113) s\u00e3o duas as esp\u00e9cies:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1) <\/strong><strong>Vis\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia \/ Clarivid\u00eancia \/ Lucidez<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>Telepatia<\/strong> (\u201ccompreende a recep\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o do pensamento, das sensa\u00e7\u00f5es e dos impulsos motrizes\u201d \u2013 p.113) \/ <strong>Telestesia<\/strong> (sensa\u00e7\u00e3o e simpatia \u00e0 dist\u00e2ncia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os casos de apari\u00e7\u00f5es, por exemplo, acontecem quando h\u00e1 o \u201cdesprendimento gradual da alma\u201d (p. 114), fato que acontece de v\u00e1rias maneiras e em diferentes intensidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">VI \u2013 DESPRENDIMENTO E EXTERIORIZA\u00c7\u00c3O (PROJE\u00c7\u00c3O TELEP\u00c1TICA)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de uma classe de manifesta\u00e7\u00f5es que acontecem sem a participa\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os f\u00edsicos. Comumente chamada de Telepatia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA telepatia, ou proje\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia do pensamento e mesmo da imagem do manifestante, fez-nos subir mais um degrau na escala da vida ps\u00edquica. Aqui, achamo-nos na presen\u00e7a de um ato poderoso da vontade\u201d (p. 121)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A comunica\u00e7\u00e3o acontece atrav\u00e9s da sintoniza\u00e7\u00e3o das vibra\u00e7\u00f5es entre as almas, evidenciando, de acordo com Denis, que a alma n\u00e3o \u00e9 um agregado de compostos energ\u00e9ticos, mas sim o centro da vida e da vontade. O corpo n\u00e3o passa de um obst\u00e1culo neste caso. O autor ainda coloca diversos casos de transmiss\u00e3o de pensamentos a grandes dist\u00e2ncias, e ainda nos esclarece de que o fen\u00f4meno ocorre tanto no sono quanto na vig\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c(&#8230;) Veremos a personalidade ps\u00edquica, a alma, destacar-se completamente do inv\u00f3lucro corp\u00f3reo e aparecer na sua forma de fantasma\u201d (p. 124).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA exterioriza\u00e7\u00e3o ou desdobramento do ser humano pode ser provocado pela a\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica. Fizeram-se experi\u00eancias que tornavam imposs\u00edvel a d\u00favida. O paciente adormecido, desdobra-se e vai produzir, a dist\u00e2ncia, atos materiais\u201d (p. 126)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na p\u00e1gina 128 o autor cita um exemplo de transmiss\u00e3o de palavras em latim entre os EUA e Inglaterra, datado de 1904. Nenhum dos m\u00e9diuns conhecia a l\u00edngua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO fen\u00f4meno que na Terra se chama telepatia n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o o processo de comunica\u00e7\u00e3o entre todos os seres pensantes na Vida Superior e a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das suas formas mais poderosas\u201d (p. 129)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis afirma ainda que a telepatia ser\u00e1 o novo est\u00e1gio da evolu\u00e7\u00e3o moral da humanidade, o pr\u00f3ximo passo, j\u00e1 que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cQuando o homem j\u00e1 n\u00e3o tiver segredos, quando se lhe puder ler no c\u00e9rebro os pensamentos, ele n\u00e3o mais se atrever\u00e1 a pensar no mal, e, por conseguinte, a fazer o mal. Assim, a alma humana elevar-se-\u00e1 sempre, subindo pela escala dos desenvolvimentos infinitos\u201d (p. 131)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">VII \u2013 MANIFESTA\u00c7\u00d5ES DEPOIS DA MORTE<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cVimos a sua sensibilidade e os seus meios de percep\u00e7\u00e3o aumentarem na raz\u00e3o do afrouxamento dos la\u00e7os que o prendem ao corpo\u201d (p.133)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim disse Denis em rela\u00e7\u00e3o ao esp\u00edrito e suas manifesta\u00e7\u00f5es estudadas at\u00e9 agora. Todas tinham algum v\u00ednculo com o corpo, e agora o cap\u00edtulo tratar\u00e1 exclusivamente do esp\u00edrito, desprendido totalmente do envolt\u00f3rio carnal, livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cQuer estes fen\u00f4menos se d\u00eaem durante a vida material ou depois, s\u00e3o id\u00eanticos nas suas causas, nas suas leis e nos seus efeitos, produzem-se segundo modos constantes\u201d (p. 133)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo \u2018sobrenatural\u2019 fica ent\u00e3o invalidado, j\u00e1 que os fen\u00f4menos s\u00e3o parte da natureza, independente apenas do corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA vida de cada um de n\u00f3s no Al\u00e9m \u00e9 o prolongamento natural e l\u00f3gico da vida atual, o desenvolvimento da parte invis\u00edvel do nosso ser. H\u00e1 concatena\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio ps\u00edquico como no dom\u00ednio f\u00edsico\u201d (p. 133-134)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autor ainda cita diversos casos de apari\u00e7\u00f5es, documentados e comprovados cientificamente. Nas p\u00e1ginas 139 e 140 h\u00e1 a descri\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias do professor Lombroso na m\u00e9dium Eusapia Palladino, cujas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas foram duramente cerceadas para que n\u00e3o houvesse d\u00favidas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO fato indiscut\u00edvel \u00e9 que com Eusapia tomaram-se as medidas de precau\u00e7\u00e3o mais absolutamente rigorosas contra a probabilidade de qualquer fraude, porque se lhe ligavam as m\u00e3os e os p\u00e9s, ficando uns e outros cercados por um fio el\u00e9trico que, ao menor movimento punha em a\u00e7\u00e3o uma campainha\u201d (p. 140)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, vemos alguns casos onde o m\u00e9dium n\u00e3o consegue transmitir totalmente a mensagem, ou esta tem falhas na constitui\u00e7\u00e3o. A este respeito, Denis afirma que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cSe se levarem em conta as dificuldades que comporta as comunica\u00e7\u00f5es de um esp\u00edrito a ouvintes humanos, por meio de um organismo e, particularmente, de um c\u00e9rebro que ele n\u00e3o apropriou, e que n\u00e3o deu flexibilidade mediante uma longa experi\u00eancia; se se considerar que, em raz\u00e3o da diferen\u00e7a dos planos de exist\u00eancia, n\u00e3o se pode exigir de um desencarnado todas as provas que a um homem material se pediria, \u00e9 preciso reconhecer que o fen\u00f4meno das incorpora\u00e7\u00f5es \u00e9 um dos que mais concorrem para demonstrar a espiritualidade e o princ\u00edpio da sobreviv\u00eancia\u201d (p. 148)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fato \u00e9 que um esp\u00edrito manipulando os \u00f3rg\u00e3os f\u00edsicos de uma terceira pessoa acaba por enfrentar limita\u00e7\u00f5es, e isso muitas vezes atrapalha a comunica\u00e7\u00e3o. Enfim, com todas as constata\u00e7\u00f5es que comprovam a continuidade da vida e o melhor entendimento das comunica\u00e7\u00f5es e fen\u00f4menos, o autor conclui que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cDilata-se nossa concep\u00e7\u00e3o da Vida Universal e das Obras Divinas e, ao mesmo tempo, a nossa confian\u00e7a no futuro se fortifica. Vemos nas formas alternadas da exist\u00eancia carnal e flu\u00eddica o progresso do ser, o desenvolvimento da personalidade prosseguindo e uma Lei Suprema presidindo \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o das almas atrav\u00e9s do tempo e do espa\u00e7o\u201d (p. 151). <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">VIII \u2013 ESTADOS VIBRAT\u00d3RIOS DA ALMA (A MEM\u00d3RIA)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cToda alma tem, pois, a sua vibra\u00e7\u00e3o particular e diferente. O seu movimento pr\u00f3prio, o seu ritmo, \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o exata do seu poder din\u00e2mico, do seu valor intelectual, da sua vibra\u00e7\u00e3o moral.<br \/>\nToda a beleza, toda a grandeza do Universo Vivo e resume na lei das vibra\u00e7\u00f5es harm\u00f4nicas. As almas que vibram un\u00edssonas reconhecem-se e chamam-se atrav\u00e9s do espa\u00e7o. Da\u00ed as atra\u00e7\u00f5es, as simpatias, a amizade, o amor!\u201d (p. 153).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cCada estado mental est\u00e1 associado a um estado fisiol\u00f3gico. A evoca\u00e7\u00e3o de um na mem\u00f3ria dos sujets traz imediatamente a reapari\u00e7\u00e3o do outro\u201d (p. 155)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos imaginar aqui o estado de gravidez. Regredir a mem\u00f3ria em alguns anos de uma mulher adulta pode leva-la a sentir as dores do parto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cDadas as flutua\u00e7\u00f5es constantes e a renova\u00e7\u00e3o integral do corpo f\u00edsico em alguns anos, esse fen\u00f4meno seria incompreens\u00edvel sem a interven\u00e7\u00e3o do per\u00edspirito, que guarda em si, gravadas em sua subst\u00e2ncia, todas as impress\u00f5es de outrora\u201d (p. 155)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O per\u00edspirito \u00e9 a chave de toda mem\u00f3ria armazenada. \u00c0 medida que a alma se desprende do corpo f\u00edsico, ela tem acesso \u00e0s antigas exist\u00eancias, mem\u00f3rias, sensa\u00e7\u00f5es, como se procurasse num arquivo aqueles recursos passados. Com as vibra\u00e7\u00f5es plenas, o esp\u00edrito possui a liberdade de vasculhar seu passado. \u00c9 este ponto que se reflete numa hipnose, ela ser\u00e1 mais profunda e exata, tanto quanto provocar uma vibra\u00e7\u00e3o entre alma e corpo compat\u00edveis com as lembran\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cTodos os aspectos variados da mem\u00f3ria, a sua extin\u00e7\u00e3o na vida normal, o seu despertar no transe e na exterioriza\u00e7\u00e3o, tudo se explica pela diferen\u00e7a dos movimentos vibrat\u00f3rios que ligam a alma e o seu corpo ps\u00edquico ao c\u00e9rebro material\u201d (p. 159).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">IX \u2013 EVOLU\u00c7\u00c3O E FINALIDADE DE ALMA<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA alma, dissemos, vem de Deus; \u00e9, em n\u00f3s, o princ\u00edpio da intelig\u00eancia e da vida. Ess\u00eancia misteriosa, escapa \u00e0 an\u00e1lise, como tudo quanto dimana do Absoluto (&#8230;) a alma \u00e9 uma part\u00edcula da ess\u00eancia divina projetada no mundo material\u201d (p. 161)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Livro dos Esp\u00edritos (Livro II \u2013 Cap\u00edtulo II), no item \u201cDa Alma\u201d \u2013 Quest\u00e3o 134, temos alguns esclarecimentos para complementar a defini\u00e7\u00e3o de Denis:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<strong>134 \u2013 Que \u00e9 a alma? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <em>Um esp\u00edrito encarnado.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <strong>Que era a alma antes de se unir ao corpo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <em>Esp\u00edrito<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <strong>As almas e os Esp\u00edritos s\u00e3o, pois, identicamente a mesma coisa?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <em>Sim, as almas n\u00e3o s\u00e3o sen\u00e3o os Esp\u00edritos. Antes de se unir ao corpo, a alma \u00e9 um dos seres inteligentes que povoam o mundo invis\u00edvel e que revestem temporariamente um envolt\u00f3rio carnal para se purificar e esclarecer\u201d<\/em> (p. 90 \u2013 164\u00aa Edi\u00e7\u00e3o \u2013 ED. IDE \u2013 2006).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O esp\u00edrito possui caminho lento e transcendental em sua evolu\u00e7\u00e3o, passando por in\u00fameros envolt\u00f3rios carnais at\u00e9 atingir a plenitude de conhecimentos e o n\u00edvel moral a que se destina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 sabido que n\u00e3o h\u00e1 regress\u00e3o espiritual, somente evolu\u00e7\u00e3o. Poder\u00edamos praticar o mal? Sim, mas n\u00e3o significa regress\u00e3o, j\u00e1 que reconhecemos o caminho correto e o pre\u00e7o \/ responsabilidade de nos desviar. Ou seja, n\u00e3o regredimos, apenas aumentamos os d\u00e9bitos e provas. Sempre seremos julgados de acordo com nosso n\u00edvel de conhecimento e moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pr\u00e1tica do Bem<\/em> \u00e0\u00a0 ELEVA\u00c7\u00c3O MORAL\u00a0 =\u00a0 PASSO ADIANTE<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONHECIMENTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pr\u00e1tica do Mal<\/em> \u00e0\u00a0 ESTAGNA\u00c7\u00c3O MORAL\u00a0 =\u00a0 CONTRA\u00c7\u00c3O DE D\u00c9BITOS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cSe h\u00e1 na Terra menos alegria do que sofrimento, \u00e9 que este \u00e9 o instrumento por excel\u00eancia da educa\u00e7\u00e3o e do progresso, um estimulante para o ser, que, sem ele, ficaria retardado nas vias da sensualidade. A dor, f\u00edsica e moral, forma a nossa experi\u00eancia. A sabedoria \u00e9 o pr\u00eamio\u201d (p. 162).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA mat\u00e9ria \u00e9 o obst\u00e1culo \u00fatil; provoca o esfor\u00e7o e desenvolve a vontade; contribui para ascens\u00e3o dos seres, impondo-lhes necessidades que os obrigam a trabalhar. Como, sem a dor, hav\u00edamos de conhecer a alegria; sem a sombra, apreciar a luz; sem a priva\u00e7\u00e3o, saborear o bem adquirido, a satisfa\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ada? Eis aqui a raz\u00e3o por que encontramos dificuldades de toda sorte em n\u00f3s e em volta de n\u00f3s\u201d (p. 163).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 na continuidade do cap\u00edtulo um acordo cient\u00edfico, exposto por Denis, que fala da converg\u00eancia entre as evolu\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas e as a\u00e7\u00f5es do mundo invis\u00edvel. Desde a planta, passando pelos animais, a consci\u00eancia atinge sua plenitude na Terra atrav\u00e9s dos homens. Mas a intelig\u00eancia humana \u00e9 que consolida o material com as Leis Eternas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O debate atual entre darwinistas (evolucionistas) e religiosos criacionistas, significa apenas uma discuss\u00e3o cega que op\u00f5e duas posi\u00e7\u00f5es. Ambos discutem com evid\u00eancias pouco cient\u00edficas, e debatem em cima de teses, enquanto o Espiritismo veio preencher a lacuna principal da evolu\u00e7\u00e3o e sua consolida\u00e7\u00e3o com uma metaf\u00edsica divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA teoria da evolu\u00e7\u00e3o deve ser completada pela da percuss\u00e3o, isto \u00e9, pela a\u00e7\u00e3o das pot\u00eancias invis\u00edveis, que ativa e dirige esta lenta e prodigiosa marcha ascensional da vida do globo\u201d (p. 167)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Livro dos Esp\u00edritos \u00e9, mais uma vez, esclarecedor a este respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>459 Os Esp\u00edritos influem sobre nossos pensamentos e a\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 A esse respeito, sua influ\u00eancia \u00e9 maior do que podeis imaginar. Muitas vezes s\u00e3o eles que vos dirigem.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Livro dos Esp\u00edritos &#8211; ED FEB &#8211; 2005 &#8211; P\u00e1gina 180)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desprezar, portanto, a import\u00e2ncia dos esp\u00edritos \u00e9 desprezar o debate s\u00e9rio em si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cSomos feitos de sombra e luz; somos a carne com todas as suas fraquezas e o esp\u00edrito com as suas riquezas latentes, as suas esperan\u00e7as radiosas, os seus surtos grandiosos, e o que em n\u00f3s est\u00e1 em todos os seres se encontra\u201d (P. 171)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s cumprir toda escala evolucion\u00e1ria e passar todas as provas e sofrimentos, quando atingirmos um patamar maior, deixaremos de ser ajudados e passaremos a ajudar, n\u00e3o seremos mais ego\u00edstas, e sim caridosos com o pr\u00f3ximo. Justamente o que ensina os caminhos tortuosos da evolu\u00e7\u00e3o, que nos tr\u00e1s espinhos e ensinam a paci\u00eancia, trazem os problemas e ensinam a toler\u00e2ncia. Atingiremos a capacidade de possuir a mais alta compaix\u00e3o para nosso irm\u00e3o, algo que s\u00f3 a superioridade moral trar\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">X \u2013 A MORTE<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Morte \u00e9 uma palavra que est\u00e1 longe de significar o fim ou aniquilamento, e a Natureza demonstra aspectos in\u00fameros de renova\u00e7\u00e3o, ao inv\u00e9s de fim. Por que seria diferente com o homem?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA morte \u00e9 apenas um eclipse moment\u00e2neo na grande revolu\u00e7\u00e3o das nossas exist\u00eancias, mas basta esse instante para revelar-se o sentido grave e profundo da vida\u201d (p. 176).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cToda morte \u00e9 um parto, um renascimento; \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o de uma vida at\u00e9 a\u00ed latente em n\u00f3s, Vida Invis\u00edvel da Terra, que vai reunir-se \u00e0 vida invis\u00edvel do Espa\u00e7o\u201d (p.176)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autor nos indica que ap\u00f3s um breve per\u00edodo de confus\u00e3o mental ap\u00f3s o desencarne, h\u00e1 a retomada de consci\u00eancia e a tomada de posse novamente de nossas faculdades, agora adaptadas \u00e0 nova realidade imaterial. Aqueles que nos foram caros s\u00e3o capazes de receber as lembran\u00e7as alegres e as ora\u00e7\u00f5es que lhe s\u00e3o destinadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com certa poesia, Denis diferencia a morte na vis\u00e3o corriqueira e na vis\u00e3o Esp\u00edrita:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cPara a maior parte dos homens, a morte continua a ser o grande mist\u00e9rio, o sombrio problema que ningu\u00e9m ousa olhar de frente. Para n\u00f3s [Esp\u00edritas] ela \u00e9 a hora bendita em que o corpo cansado volve \u00e0 grande Natureza para deixar \u00e0 psique, sua prisioneira, livre passagem para P\u00e1tria Eterna\u201d (p. 178)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas considerando esta verdade, por que nutrimos grande temor em encarar a morte?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c\u00c9 quase sempre porque a morte nos parece a perda, a priva\u00e7\u00e3o s\u00fabita de tudo o que fazia a nossa alegria\u201d (p. 180)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A morte nada mais representa do que a continuidade do Esp\u00edrito e sua liberta\u00e7\u00e3o, \u00e9 a chance de encarar sua realidade imaterial e de verificar o progresso feito em mais uma exist\u00eancia carnal. Mas no ato da morte, qual a melhor e mais digna forma de cuidarmos do envolt\u00f3rio carnal que resta?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cPergunta-se muitas vezes se a crema\u00e7\u00e3o \u00e9 prefer\u00edvel \u00e0 inuma\u00e7\u00e3o<a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftn5\"><strong>[5]<\/strong><\/a> sob o ponto de vista da separa\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. Os invis\u00edveis consultados, nos respondem que, em tese geral, a crema\u00e7\u00e3o provoca desprendimento mais r\u00e1pido, mais brusco e violento, doloroso mesmo para a alma apegada \u00e0 Terra por seus h\u00e1bitos, gostos e paix\u00f5es (&#8230;) a inuma\u00e7\u00e3o deve ser preferida (&#8230;) porque permite aos indiv\u00edduos apegados \u00e0 mat\u00e9ria que o Esp\u00edrito lhes saia lenta e gradualmente do corpo\u201d (p. 183 \u2013 Nota de Rodap\u00e9).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cNo instante da morte, dizem-nos os Esp\u00edritos, quase nunca h\u00e1 dor; morre-se como se adormece. Esta opini\u00e3o \u00e9 confirmada por todos aqueles a quem a profiss\u00e3o e o dever chamam frequentes vezes para cabeceira dos moribundos\u201d (p. 184).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar deste fato, muitas mortes s\u00e3o dolorosas e penosas. Podem estar ligadas \u00e0 natureza moral de quem sofre, como pode tamb\u00e9m ser uma conclus\u00e3o \/ prova relacionada \u00e0 uma outra exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o desencarne, durante a confus\u00e3o mental (que dura mais ou menos de acordo com o teor moral do Esp\u00edrito), as ora\u00e7\u00f5es e pensamentos sinceros, irradiam luz no caminho e atenuam os efeitos deste estado. A ora\u00e7\u00e3o sincera e improvisada, repleta de sentimentos bondosos e de piedade, auxilia no desprendimento, enquanto a dor cega e torna tudo mais dif\u00edcil. O sofrimento do encarnado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 partida do que acaba de desencarnar \u00e9 sim um obst\u00e1culo \u00e0 sua retomada de consci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas e as mortes coletivas? Aquelas que acontecem em cat\u00e1strofes que ceifam muitas vidas de uma s\u00f3 vez?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cQuando, em consequ\u00eancia de h\u00e1bitos desregrados, se gastaram os recursos vitais antes da hora marcada pela Natureza, tem-se de voltar a perfazer, numa exist\u00eancia mais curta, o lapso de tempo que a exist\u00eancia precedente devia ter normalmente preenchido. Sucede que os seres humanos, que devem dar esta repara\u00e7\u00e3o, se re\u00fanem num ponto pela for\u00e7a do destino, para sofrerem numa morte tr\u00e1gica, as consequ\u00eancias de atos que t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com o passado anterior ao nascimento\u201d (p. 187)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto aos suicidas, Denis afirma que se enquadram na mais grave ofensa poss\u00edvel, que as consequ\u00eancias de tirar a pr\u00f3pria vida refletem-se por muito tempo, especialmente manifestadas em enfermidades quando da reencarna\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m do mais, \u00e9 um ato falho, j\u00e1 que os problemas n\u00e3o desaparecer\u00e3o, mas pelo contr\u00e1rio, ser\u00e3o retomados e resolvidos, ponto a ponto, por quanto tempo for necess\u00e1rio. Um novo fragmento do Livro dos Esp\u00edritos para ajudar a esclarecer:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>946 O que pensar do suicida que tem por objetivo escapar das mis\u00e9rias e decep\u00e7\u00f5es deste mundo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Pobres Esp\u00edritos, que n\u00e3o t\u00eam coragem de suportar as mis\u00e9rias da exist\u00eancia! Deus ajuda aqueles que sofrem, e n\u00e3o aos que n\u00e3o t\u00eam for\u00e7a nem coragem. As afli\u00e7\u00f5es da vida s\u00e3o provas ou expia\u00e7\u00f5es; felizes aqueles que as suportam sem queixas, porque ser\u00e3o recompensados! Infelizes, ao contr\u00e1rio, os que esperam sua salva\u00e7\u00e3o do que, na incredulidade deles, chamam de acaso ou sorte! O acaso ou a sorte, para me servir da vossa linguagem, podem, de fato, favorec\u00ea-los transitoriamente, mas \u00e9 para faz\u00ea-los sentir mais tarde e mais cruelmente o vazio dessas palavras.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(O Livro dos Esp\u00edritos &#8211; 2005 &#8211; p\u00e1gina 313 &#8211; Parte Quarta &#8211; Quest\u00e3o 946)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conhecimento apurado da Doutrina Esp\u00edrita \u00e9 fundamental para uma tenra passagem no processo de desencarna\u00e7\u00e3o e retomada da consci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cQuando se aproxima a hora derradeira, os moribundos entram muitas vezes na posse de seus sentidos ps\u00edquicos e percebem os seres e as coisas do Invis\u00edvel\u201d (p. 189)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autor coloca, a partir deste ponto, alguns exemplos de casos documentados relativos \u00e0s impress\u00f5es sobre o tema da desencarna\u00e7\u00e3o. Inclusive alguns com descri\u00e7\u00e3o de m\u00e9diuns videntes que acompanharam o processo e puderam enxergar alguns detalhes interessantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interessante apontar tamb\u00e9m que no rodap\u00e9 da p\u00e1gina 193, Denis traz algumas cita\u00e7\u00f5es de casos de loucos ou alienados que recobram sua lucidez quando da proximidade da desencarna\u00e7\u00e3o. Longe de ser uma regra, mas \u00e9 interessante notar que este fato deve-se \u00e0 superposi\u00e7\u00e3o do corpo flu\u00eddico em rela\u00e7\u00e3o ao f\u00edsico (que possu\u00eda alguma dificuldade no c\u00e9rebro provavelmente). Em casos onde a loucura \/ aliena\u00e7\u00e3o \u00e9 uma prova de origem no per\u00edspirito e refletida no envolt\u00f3rio carnal, isso n\u00e3o aconteceria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cEm resumo, o melhor meio de conseguirmos uma morte suave e tranquila \u00e9 viver dignamente, com simplicidade e sobriedade, \u00e9 viver uma vida sem v\u00edcios e nem fraquezas, desapegando-nos antecipadamente de tudo o que nos liga \u00e0 mat\u00e9ria, idealizando a nossa exist\u00eancia, povoando-a de pensamentos elevados e a\u00e7\u00f5es nobres\u201d (p. 196).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta mesma receita ser\u00e1 v\u00e1lida na espiritualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XI \u2013 A VIDA NO AL\u00c9M<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis inicia o cap\u00edtulo com um breve resumo do que foi escrito at\u00e9 agora na primeira parte, \u201cO Problema do Ser\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO ser humano, dissemos, pertence desde esta vida a dois mundos. Pelo corpo f\u00edsico est\u00e1 ligado ao mundo vis\u00edvel; pelo corpo flu\u00eddico, ao invis\u00edvel. O sono \u00e9 a separa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria dos dois inv\u00f3lucros; a morte \u00e9 a separa\u00e7\u00e3o definitiva. A alma, nos dois casos, separa-se do corpo f\u00edsico e, com ela, a vida concentra-se no corpo flu\u00eddico. A vida de al\u00e9m-t\u00famulo \u00e9 simplesmente a perman\u00eancia e a liberta\u00e7\u00e3o da parte invis\u00edvel do nosso ser\u201d<\/em> (p. 199).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as religi\u00f5es e filosofias apresentavam um aspecto vago e vazio at\u00e9 ent\u00e3o sobre todas estas quest\u00f5es relacionadas \u00e0 morte e o futuro ap\u00f3s o \u2018final\u2019 da vida. A ci\u00eancia simplesmente restringe-se a analisar o homem f\u00edsico, seu organismo e o envolt\u00f3rio carnal, desprezando todo o resto. \u00a0O materialismo aliado a esta forma de ci\u00eancia tornou-se impotente para contribuir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi somente com o in\u00edcio das publica\u00e7\u00f5es esp\u00edritas coordenadas por Kardec e alguns cientistas predecessores como Swedenborg (dentre muitos outros), que fizeram pesquisas realmente balizadas em ci\u00eancia, n\u00e3o partindo de um pressuposto materialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi justamente dos limites materialistas \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 que o Espiritismo se fortaleceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cOs Esp\u00edritos dos defuntos t\u00eam-se manifestado, aos milhares, n\u00e3o somente com o cunho de car\u00e1ter e a totalidade das recorda\u00e7\u00f5es que constituem a sua personalidade moral, mas tamb\u00e9m com as fei\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e as particularidades de sua forma terrestre, conservadas pelo per\u00edspirito ou corpo et\u00e9reo\u201d (p. 201).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO nascimento \u00e9 como que uma morte para a alma, que por ela \u00e9 encerrada com o seu corpo et\u00e9reo no t\u00famulo da carne\u201d (p. 202).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a reconstru\u00e7\u00e3o do racioc\u00ednio que nos trouxe at\u00e9 este cap\u00edtulo XI, Denis disserta pouco mais sobre a confus\u00e3o mental que toma conta da alma ap\u00f3s a desencarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cLivre do fardo material que a oprimia, a alma acha-se ainda envolvida na rede dos pensamentos e das imagens \u2013 sensa\u00e7\u00f5es, paix\u00f5es, emo\u00e7\u00f5es, por ela geradas no decurso das suas vidas terrestres; ter\u00e1 de familiarizar-se com a sua nova situa\u00e7\u00e3o, entrar no conhecimento do seu estado, antes de ser levada para o meio c\u00f3smico adequado ao seu grau de luz e densidade\u201d (p. 204). <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cOs Esp\u00edritos inferiores conservam por muito tempo as impress\u00f5es da vida material. Julgam que ainda vivem fisicamente e continuam, \u00e0s vezes, durante anos, o simulacro das suas ocupa\u00e7\u00f5es habituais. Para os materialistas, o fen\u00f4meno da morte continua a ser incompreens\u00edvel. Por falta de conhecimentos pr\u00e9vios confundem o corpo flu\u00eddico com o corpo f\u00edsico e conservam as ilus\u00f5es da vida terrestre\u201d (p. 205)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em suma, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o conhecimento, mas tamb\u00e9m a inclina\u00e7\u00e3o moral que pode alterar nossas percep\u00e7\u00f5es sobre o que nos rodeia. Mas e quanto \u00e0s cren\u00e7as que as pessoas mantinham durante sua vida f\u00edsica? De que forma elas podem alterar as percep\u00e7\u00f5es ap\u00f3s a morte?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cOs crentes ortodoxos vagueiam na incerteza e procuram a realiza\u00e7\u00e3o das promessas do sacerdote, o gozo das beatitudes prometidas\u201d (p. 205).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cOs Esp\u00edritos c\u00e9ticos e, com eles, todos aqueles que se recusaram a crer na possibilidade de uma vida independente do corpo, julgam-se mergulhados em um sonho. Este sonho s\u00f3 se dissipa quando acaba o erro em que estes Esp\u00edritos laboram\u201d (p. 206).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A concep\u00e7\u00e3o de vida de cada um \u00e9 fundamental para sua participa\u00e7\u00e3o na vida invis\u00edvel. \u00c9 um fator que tamb\u00e9m implica em quem ou o que encontraremos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA lei dos agrupamentos no Espa\u00e7o \u00e9 a das afinidades. A ela est\u00e3o sujeitos todos os Esp\u00edritos. A orienta\u00e7\u00e3o de seus pensamentos leva-os naturalmente para o meio que lhes \u00e9 pr\u00f3prio; porque o pensamento \u00e9 a pr\u00f3pria ess\u00eancia do mundo espiritual, sendo a forma flu\u00eddica apenas o vestu\u00e1rio. (p. 208)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vamos encontrar aqueles que nos foram caros, mas aqueles que, principalmente, vibram em nossa frequ\u00eancia. Compartilham nossa moral e nossos pensamentos \/ vontades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO pensamento cria, a vontade edifica. A causa de todas as alegrias e de todas as dores est\u00e1 na consci\u00eancia e na raz\u00e3o\u201d (p. 209). <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cPara um criminoso n\u00e3o h\u00e1 descanso, n\u00e3o existe esquecimento. Sua consci\u00eancia, justiceira inflex\u00edvel, persegue-o sem cessar. Debalde procura ele escapar-lhe \u00e0s obsess\u00f5es; o supl\u00edcio s\u00f3 poder\u00e1 acabar se, convertendo-se o remorso em arrependimento, ele aceita novas prova\u00e7\u00f5es terrestres, \u00fanico meio de repara\u00e7\u00e3o e regenera\u00e7\u00e3o\u201d (p. 213)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XII \u2013 AS MISS\u00d5ES, A VIDA SUPERIOR<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os Esp\u00edritos, de uma forma ou de outra, est\u00e3o envolvidos em tarefas ou miss\u00f5es. Claro que a Intelig\u00eancia Superior designa esses objetivos de acordo com as necessidades individuais de cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cTodo Esp\u00edrito que deseja progredir, trabalhando na obra de solidariedade universal, recebe dos Esp\u00edritos mais elevados uma miss\u00e3o particular apropriada \u00e0s suas aptid\u00f5es e ao seu grau de adiantamento\u201d (p. 215)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Das diversas formas de aux\u00edlio aos necessitados at\u00e9 o avan\u00e7o das ci\u00eancias celestes, todos est\u00e3o trabalhando ou estudando algo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o autor, as mais belas miss\u00f5es s\u00e3o as dos Esp\u00edritos de Luz, mais evolu\u00eddos, que para nos auxiliarem passam por um sofr\u00edvel processo de adensamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cSe soub\u00e9ssemos a quantos constrangimentos se imp\u00f5em estes pobres Esp\u00edritos para chegarem at\u00e9 n\u00f3s, corresponder\u00edamos melhor a suas solicita\u00e7\u00f5es, empregar\u00edamos esfor\u00e7os en\u00e9rgicos para nos desapegarmos de tudo o que \u00e9 vil e impuro, unindo-nos a eles na comunh\u00e3o divina\u201d (p. 216)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E Denis tamb\u00e9m esclarece que estes Esp\u00edritos de Luz n\u00e3o est\u00e3o naquele c\u00e9u imagin\u00e1rio, mas sim em uma esfera ativa e itinerante:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cJ\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o c\u00e9u frio e vazio dos materialistas, nem mesmo o c\u00e9u contemplativo e beato de certos crentes; \u00e9 um universo vivo, animado, luminoso, cheio de seres inteligentes em via constante de evolu\u00e7\u00e3o. Quanto mais os seres espirituais se elevam, tanto mais se acentua a sua tarega, tanto mais aumentam de import\u00e2ncia suas miss\u00f5es\u201d (p. 218 \u2013 219)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A evolu\u00e7\u00e3o espiritual acontece e acontecer\u00e1 com todos. Mesmo para os que desceram a baixos n\u00edveis de pr\u00e1tica \u00e9tica-morais, inevitavelmente a evolu\u00e7\u00e3o os arrebatar\u00e1. N\u00e3o por uma obriga\u00e7\u00e3o, mas sim atrav\u00e9s de ensinamentos pr\u00e1ticos, de dificuldades, de l\u00e1grimas, de dor, mas sempre amparada pelos bons Esp\u00edritos, que consolar\u00e3o por inspira\u00e7\u00e3o todos aos que quiserem ouvi-los.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c\u00c0 medida que ela [Alma] se vai distanciando das esferas inferiores, onde reinam as influ\u00eancias pesadas onde se agitam as vidas grosseiras, banais ou culpadas, as exist\u00eancias de lenta e penosa educa\u00e7\u00e3o, a alma vai percebendo as altas manifesta\u00e7\u00f5es da intelig\u00eancia, da justi\u00e7a, da bondade, e sua vida torna-se cada vez mais bela e divina\u201d <\/em>(p. 219).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E como tudo \u00e9 feito por pequenos passos em nossa escada evolutiva, cada degrau percorrido apura mais nossos sentidos espirituais e a capacidade de assimila\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s das novas habilidades perceptivas que se expandem concomitantemente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SEGUNDA PARTE \u2013 O PROBLEMA DO DESTINO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XIII \u2013 AS VIDAS SUCESSIVAS. A REENCARNA\u00c7\u00c3O E SUAS LEIS<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 agora todo o racioc\u00ednio se deteve na problem\u00e1tica da vida terrestre e sua extin\u00e7\u00e3o, entrando agora no ponto de reiniciar uma exist\u00eancia (doutrina da reencarna\u00e7\u00e3o \/ vidas sucessivas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA lei dos renascimentos explica e completa o princ\u00edpio da imortalidade. (&#8230;) Devemos ver na pluralidade das vidas da alma a condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria de sua educa\u00e7\u00e3o e de seus progressos. \u00c9 \u00e0 custa dos pr\u00f3prios esfor\u00e7os, de suas lutas, de seus sofrimentos, que ela se redime de seu estado de ignor\u00e2ncia e de inferioridade e se eleva, de degrau a degrau, na Terra primeiramente e, depois, atrav\u00e9s das inumer\u00e1veis est\u00e2ncias do c\u00e9u estrelado<\/em>\u201d (p. 225).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reencarna\u00e7\u00e3o \u00e9 a forma racional de se admitir qualquer pensamento atemporal relacionado \u00e0 provas e eventuais dificuldades das quais fugimos em vida, mas que cumpriremos em novas oportunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O racioc\u00ednio que conduz o fil\u00f3sofo franc\u00eas \u00e9 todo baseado em questionamentos bastante ponder\u00e1veis e sinceros. Por que alguns possuem muito desde o ber\u00e7o? Por que outros t\u00e3o pouco? Por que alguns nascem com doen\u00e7as terr\u00edveis e limitadoras, enquanto outros nascem plenos? Seria parcialidade divina? E quanto aos prod\u00edgios, t\u00e3o avan\u00e7ados em rela\u00e7\u00e3o aos outros?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO homem, levado a crer na a\u00e7\u00e3o de for\u00e7as cegas e fatais, na aus\u00eancia de toda justi\u00e7a distributiva, resvala insensivelmente para o ate\u00edsmo e o pessimismo. Ao contr\u00e1rio, tudo se explica, se torna claro com a doutrina das vidas sucessivas<\/em>\u201d (p. 227).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO homem constr\u00f3i o seu pr\u00f3prio futuro. At\u00e9 agora, na sua incerteza, na sua ignor\u00e2ncia, ele o construiu \u00e0s apalpadelas e sofreu a sua sorte sem poder explic\u00e1-la\u201d<\/em> (p. 229).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem todas as almas possuem o mesmo desenvolvimento e as mesmas aptid\u00f5es. Eis tamb\u00e9m um motivo para as diferen\u00e7as que encontramos entre os seres humanos. Alguns est\u00e3o bem desenvolvidos moralmente e intelectualmente, enquanto outros est\u00e3o apenas iniciando sua busca de melhoramento e ainda s\u00e3o ref\u00e9ns da ignor\u00e2ncia (aus\u00eancia do conhecimento) e r\u00fasticos h\u00e1bitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cAssim, no encadeamento das nossas esta\u00e7\u00f5es terrestres, continua e completa-se a obra grandiosa de nossa educa\u00e7\u00e3o, o moroso edificar de nossa individualidade, de nossa personalidade moral\u201d<\/em> (p. 230).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A edifica\u00e7\u00e3o moral permeia as provas, especialmente as baseadas em riqueza e pobreza materiais. Dos excessos, do materialismo, e do caminho at\u00e9 a cren\u00e7a sincera e a abnega\u00e7\u00e3o \/ caridade. S\u00e3o provas mais ou menos influenciat\u00f3rias em nosso caminho, mas sempre presentes em todas as encarna\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cLogo, n\u00e3o h\u00e1 fatalidade. \u00c9 o homem, por sua pr\u00f3pria vontade, quem forja as pr\u00f3prias cadeias, \u00e9 ele quem tece, fio por fio, dia a dia, do nascimento \u00e0 morte, a rede de seu destino\u201d<\/em> (p. 231).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 \u2018puni\u00e7\u00e3o\u2019 ou \u2018recompensa\u2019, apenas a lei da justi\u00e7a divina organizando os fatores de acordo com o merecimento, obedecendo sempre a a\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o de nossos pensamentos e atos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez que certo n\u00edvel de aperfei\u00e7oamento \u00e9 atingido, ap\u00f3s muitas encarna\u00e7\u00f5es, a alma poder\u00e1 renascer em melhor sociedade, se estiver enquadrada em seu n\u00edvel evolucion\u00e1rio e seu perisp\u00edrto estiver consideravelmente depurado das impurezas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como na forma\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, s\u00e3o as regras da atra\u00e7\u00e3o e da afinidade que aproximam as almas uma das outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO Esp\u00edrito adiantado, cuja liberdade aumenta na raz\u00e3o direta de sua eleva\u00e7\u00e3o, escolhe o meio onde quer renascer, ao passo que o Esp\u00edrito inferior \u00e9 impelido por uma for\u00e7a misteriosa a que obedece instintivamente; mas todos s\u00e3o protegidos, aconselhados, amparados na passagem da vida do Espa\u00e7o para a exist\u00eancia terrestre, mais penosa, mais tem\u00edvel que a morte\u201d<\/em> (p. 238 \u2013 239).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O perisp\u00edrito \u00e9 que serve de liga\u00e7\u00e3o entre o esp\u00edrito e a mat\u00e9ria. Ele se adequa desde a gesta\u00e7\u00e3o e inf\u00e2ncia \u00e0s situa\u00e7\u00f5es da carne e as resultantes da utiliza\u00e7\u00e3o do corpo. Seu potencial fica limitado pelas influ\u00eancias do inv\u00f3lucro carnal e a alta densidade do plano f\u00edsico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas vezes e em muitas situa\u00e7\u00f5es, acabamos por encontrar pessoas que conhecemos h\u00e1 muito tempo, visitamos lugares que s\u00e3o, de alguma forma familiar, mas n\u00e3o temos muita ou alguma consci\u00eancia deste fato. Por\u00e9m, nosso perisp\u00edrito guarda tudo arquivado em sua constitui\u00e7\u00e3o. Quando estamos para reencarnar, todos os fatores passados influenciam nas escolhas que fazemos antes mesmo de nascer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cAssim, tornamos a encontrar em nosso caminho a maior parte daqueles que constitu\u00edram nossa alegria ou fizeram nossos tormentos\u201d<\/em> (p. 241).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nosso livre arb\u00edtrio \u00e9 t\u00e3o pleno na justi\u00e7a divina, que podemos escolher em alguns casos, as provas \u00e0s quais seremos submetidos durante a encarna\u00e7\u00e3o, especialmente aquelas que entendemos n\u00e3o estarmos prontos \u00e0 enfrentar.\u00a0 Vale sempre ressaltar que, em alguns casos, nossas provas envolvem outros encarnados, ent\u00e3o faz-se mister que todos estejam em plenas condi\u00e7\u00f5es de ao menos tentar superar as prova\u00e7\u00f5es. Uma modifica\u00e7\u00e3o em qualquer elo desta corrente pode ser tr\u00e1gico para o bom andamento de toda uma encarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO nosso futuro est\u00e1 em nossas m\u00e3os e as nossas facilidades para o bem aumentam na raz\u00e3o direta dos nossos esfor\u00e7os para o praticarmos. Toda vida nobre e pura, toda miss\u00e3o superior \u00e9 o resultado de um passado imenso de lutas, de derrotas sofridas, de vit\u00f3rias ganhas contra n\u00f3s mesmos; \u00e9 o remate de trabalhos longos e pacientes, a acumula\u00e7\u00e3o de frutos de ci\u00eancia e caridade colhidos, um por um, no decurso das idades\u201d<\/em> (p. 248).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 consenso sobre o quanto um esp\u00edrito aguarda at\u00e9 reencarnar. Muito depende de sua pr\u00f3pria vontade, muito das condi\u00e7\u00f5es morais em que se encontra. \u00c9 muito ou pouco tempo at\u00e9 por determina\u00e7\u00e3o divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XIV \u2013 AS VIDAS SUCESSIVAS. PROVAS EXPERIMENTAIS. RENOVA\u00c7\u00c3O DA MEM\u00d3RIA.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s demonstrar a l\u00f3gica impl\u00edcita \u00e0 doutrina das vidas sucessidas, L\u00e9on Denis procura refutar obje\u00e7\u00f5es feitas \u00e0 reencarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Se j\u00e1 vivemos antes, por que n\u00e3o lembramos das exist\u00eancias anteriores?<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o fil\u00f3sofo franc\u00eas, s\u00e3o v\u00e1rias as causas, dentre as principais:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Fisiol\u00f3gica (do corpo f\u00edsico \/ material);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cEm consequencia da diminui\u00e7\u00e3o do seu estado vibrat\u00f3rio, o Esp\u00edrito, cada vez que toma posse de um corpo novo, de um c\u00e9rebro virgem de toda a imagem, acha-se na impossibilidade de exprimir as recorda\u00e7\u00f5es acumuladas das suas vidas precedentes\u201d<\/em> (p. 251).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, a facilidade na assimila\u00e7\u00e3o de alguns assuntos e aprendizados, n\u00e3o deixa de ser algo indicativo sobre algo que constitui nosso passado. A mem\u00f3ria n\u00e3o se apaga, apenas torna-se inacess\u00edvel no perisp\u00edrito devido a materialidade densa da vida atual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cPara recuperar a plenitude de suas vibra\u00e7\u00f5es e reaver o fio das lembran\u00e7as em si ocultas, \u00e9 necess\u00e1rio que ele saia e se separe do corpo; ent\u00e3o percebe o passado e pode reconstitu\u00ed-lo nos menores fatos. \u00c9 isso o que se d\u00e1 nos fen\u00f4menos de sonambulismo e do transe\u201d<\/em> (p. 252 \u2013 253).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Psicol\u00f3gia (teoria do \u201ceu\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cOs dois fatores que constituem a perman\u00eancia e mant\u00e9m a identidade, a personalidade do \u201ceu\u201d, s\u00e3o a mem\u00f3ria e a consci\u00eancia\u201d<\/em> (p. 253).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, nossa mem\u00f3ria, quando no env\u00f3lucro carnal \u00e9 parcial, assim como nossa consci\u00eancia. A \u00fanica forma de combinar os dois, em sua plenitude, s\u00f3 pode ocorrer na imaterialidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 \u00e9 muito complicado para quase todos se recordar de eventos ocorridos em remota inf\u00e2ncia. Por\u00e9m todos estes fatos est\u00e3o gravados em nosso subconsciente. Quando acessado via hipnose, por exemplo, permite que o ser reviva todas aquelas experi\u00eancias, com a consci\u00eancia reduzida. A reprodu\u00e7\u00e3o dos erros infantis de pron\u00fancia e comportamento \u00e9 um ind\u00edcio que nos leva a aceitar a veracidade destas regress\u00f5es, e tamb\u00e9m a considerar como correto assumir que as lembran\u00e7as est\u00e3o sim arquivadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As diversas experi\u00eancias citadas por D\u00e9nis entre as p\u00e1ginas 256 e 261 corroboram o acima exposto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cEm resumo, todo o estudo do homem terrestre fornece-nos a prova de que existem estados distintos da consci\u00eancia e da personalidade\u201d<\/em> (p. 262).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fil\u00f3sofo franc\u00eas ainda cita exemplos de afogados resgatados antes de falecer e pessoas socorridas ap\u00f3s sofrerem acidentes, que assistem sua vida em mil\u00e9simos de segundo, o que tamb\u00e9m comprova a mem\u00f3ria das recorda\u00e7\u00f5es long\u00ednquas presente em nossa consci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do mais, pensando na extrema imaterialidade do Esp\u00edrito e a extrema materialidade do corpo, resta a fun\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria do perisp\u00edrito como fundamental para comunica\u00e7\u00e3o entre ambos. Ou seja, \u00e9 uma constitui\u00e7\u00e3o complexa que permite a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO perisp\u00edrito \u00e9 o instrumento de precis\u00e3o que aponta com fidelidade absoluta as menores varia\u00e7\u00f5es da personalidade. Todas as voli\u00e7\u00f5es do pensamento e todos os atos da intelig\u00eancia tem nele sua repercuss\u00e3o\u201d<\/em> (p. 266).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA experimenta\u00e7\u00e3o ps\u00edquica encerra a chave de todos os fen\u00f4menos da vida; est\u00e1 destinada a renovar inteiramente a ci\u00eancia moderna, lan\u00e7ando luz viva sobre grande n\u00famero de quest\u00f5es obscuras at\u00e9 ao presente\u201d<\/em> (p. 268).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D\u00e9nis n\u00e3o poderia caminhar em mais correto rumo. A ci\u00eancia ps\u00edquica at\u00e9 aquela \u00e9poca era baseada no materialismo. Com a hipnose, o transe e os conhecimentos do Esp\u00edrito trazidos pela obra de Kardec, havia um enorme espa\u00e7o de inova\u00e7\u00e3o e atera\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da p\u00e1gina 270, o autor traz casos documentados de regress\u00e3o \u00e0 per\u00edodos anteriores ao nascimento e \u00e0 vidas passadas. Uma descri\u00e7\u00e3o em particular feita pelo pesquisador Coronel Albert de Rochas, chama a aten\u00e7\u00e3o pela concord\u00e2ncia com a Doutrina Esp\u00edrita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cTodos os sujets, quaisquer que fossem as suas opini\u00f5es no estado de vig\u00edlia, apresentavam o espet\u00e1culo de uma s\u00e9rie de individualidades cada vez menos adiantadas moralmente, \u00e0 medida que se remontava o curso das idades. Em cada exist\u00eancia expiava-se, por uma esp\u00e9cie de pena de tali\u00e3o, as faltas da exist\u00eancia precedente e o tempo que separava duas encarna\u00e7\u00f5es passava-se num meio mais ou menos luminoso, segundo o estado de adiantamento do indiv\u00eddulo\u201d<\/em> (p. 276 \u2013 277).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os exemplos v\u00e3o at\u00e9 a p\u00e1gina 290, mas a cada nova hist\u00f3ria, novos fatores e impress\u00f5es s\u00e3o adicionados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas outros ainda questionar\u00e3o as anota\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e relatos no sentido acima exposto, mesmo que publicados e aceitos por uma parte da comunidade cient\u00edfica. Afinal de contas, n\u00e3o seriam pass\u00edveis de fraude?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cEm cada nova exist\u00eancia que se desenrola, a atitude, o gesto, a linguagem do sujet mudam; a express\u00e3o do olhar difere, tornando-se mais dura, mais selvagem, \u00e0 medida que se recua na orgem dos tempos\u201d (p. 291).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cQue talento, que arte, que perfei\u00e7\u00e3o de atitude, de gesto, de acentua\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria necess\u00e1rio despender de maneira cont\u00ednua, durante tantas sess\u00f5es, para imaginar e simular cenas t\u00e3o realistas, \u00e0s vezes dram\u00e1ticas, na presen\u00e7a de experimentadores h\u00e1beis em desmascarar a impostura, de pr\u00e1ticos sempre precavidos contra o erro ou o embuste?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Tal papel n\u00e3o pode ser atribuido a jovens sem nenhuma experi\u00eancia de vida, com instru\u00e7\u00e3o elementar mui limitada [refere-se ao fato de os jovens geralmente terem de 16 a 18 anos que eram utilizados nestes experimentos]\u201d<\/em> (p. 293).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da p\u00e1gina 300, o autor inicia o estudo das influ\u00eancias das vidas anteriores e as impress\u00f5es que podem causar na encarna\u00e7\u00e3o atual. D\u00e9nis cita casos de pessoas que se recordavam de outras encarna\u00e7\u00f5es durante o estado de vig\u00edlia. No entanto, \u00e9 preciso ressaltar que trata-se de raros exemplos, quase imposs\u00edveis de se encontrar na m\u00e9dia populacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cPara eles n\u00e3o era uma teoria a pluralidade das exist\u00eancias; era um fato de percep\u00e7\u00e3o direta\u201d <\/em>(p. 300).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a partir da p\u00e1gina 306, a refer\u00eancia do autor s\u00e3o crian\u00e7as que acabam tendo acesso involunt\u00e1rio ao invis\u00edvel devido \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o ao corpo f\u00edsico. De modo muito grosseiro, \u00e9 como se uma parte do perisp\u00edrito ficasse para fora do corpo f\u00edsico e enviasse as percep\u00e7\u00f5es dessa realidade imaterial ao c\u00e9rebro. Problema resolvido naturalmente assim que a crian\u00e7a cresce um pouco e perde este contato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas por que alguns lembram de suas vidas anteriores e outros n\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse fato \u00e9 estreitamente ligado ao fator moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA persist\u00eancia das recorda\u00e7\u00f5es acarretaria a persist\u00eancia das id\u00e9ias err\u00f4neas, dos preconceitos de casta, tempo e meio, numa palavra, de toda uma heran\u00e7a mental, de um conjunto de vistas e coisas que nos custaria tanto mais a modificar, a transformar, quanto mais vivo estivesse em n\u00f3s\u201d<\/em> (p. 319).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A id\u00e9ia fundamental inserida na doutrina das vidas sucessivas, \u00e9 de que as encarna\u00e7\u00f5es representariam uma total ruptura com nosso passado e mem\u00f3rias. Afinal de contas, partido de um n\u00edvel zero, temos espa\u00e7o para operar as mudan\u00e7as morais e intelectuais que necessitamos, rumo ao bem. Com o passar do tempo, nossas mudan\u00e7as seriam suficientes para promover uma altera\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos e de vibra\u00e7\u00f5es, e de encarna\u00e7\u00e3o em encarna\u00e7\u00e3o estar\u00edamos sucet\u00edveis aos efeitos ben\u00e9ficos da auto-doutrina\u00e7\u00e3o. Caso contr\u00e1rio, cada encarna\u00e7\u00e3o seria rodeada de mart\u00edrios e erros, e a evolu\u00e7\u00e3o seria muito mais lenta, j\u00e1 que estar\u00edamos preso a um arcabou\u00e7o cada vez maior de lembran\u00e7as negativas e d\u00edvidas morais para com outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO homem que vem a este mundo para agir, para desenvolver suas faculdades, conquistar novos m\u00e9ritos, deve olhar para a frente e n\u00e3o para tr\u00e1s\u201d<\/em> (p. 321).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o maior adiantamento moral, nosso perisp\u00edrito ter\u00e1 maior liberdade de a\u00e7\u00e3o e a consulta \u00e0 seus arquivos ser\u00e1 facilitada. Teremos condi\u00e7\u00f5es ent\u00e3o, de enfrentar nossos atos e confrontar0nos a melhora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XV \u2013 AS VIDAS SUCESSIVAS. AS CRIAN\u00c7AS-PROD\u00cdGIO E A HEREDITARIEDADE.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cPodem-se considerar certas manifesta\u00e7\u00f5es precoces do g\u00eanio como outras tantas provas das preexist\u00eancias, no sentido de serem uma revela\u00e7\u00e3o dos trabalhos realizados pela alma em outros ciclos anteriores\u201d <\/em>(p. 327).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para assinalar os limites da hereditariedade (j\u00e1 que muitas crian\u00e7as possuem aptid\u00f5es incr\u00edveis, mas n\u00e3o relacionadas em nada com os pais) D\u00e9nis coloca v\u00e1rios exemplos entre as p\u00e1ginas 328 e 337.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas ele ainda considera v\u00e1lidas duas hip\u00f3teses a se analisar 1) Hereditariedade e 2) Mediunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Hereditariedade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA hereditariedade \u00e9, ningu\u00e9m o ignora, a transmiss\u00e3o das propriedades de um indiv\u00edduo as seus descendentes; as influ\u00eancias heredit\u00e1rias s\u00e3o consider\u00e1veis nos dois pontos de vista, f\u00edsico e ps\u00edquico\u201d<\/em> (p. 338).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para citar casos mais simples de observa\u00e7\u00e3o, g\u00eameos id\u00eanticos em apar\u00eancia f\u00edsica, durante a vida desenvolvem tend\u00eancias e aptid\u00f5es t\u00e3o opostas que a hereditariedade simplesmente n\u00e3o \u00e9 suficiente para justificar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cS\u00f3 a lei dos renascimentos poder\u00e1 fazer-nos compreender como certos Esp\u00edritos, encarnados, mostram, desde os primeiros anos, a facilidade de trabalho e a assimila\u00e7\u00e3o que caracterizam as crian\u00e7as-prod\u00edgio\u201d<\/em> (p. 339).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fil\u00f3sofo franc\u00eas utiliza um termo formulado por F. Myers (tamb\u00e9m citado por ele), a \u201cConsci\u00eancia Subliminal\u201d, definida como:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c(&#8230;) reservas consider\u00e1veis de conhecimentos armazenados na consci\u00eancia profunda e que, da\u00ed, transbordam para a consci\u00eancia f\u00edsica, de modo que produzem as manifesta\u00e7\u00f5es precoces do talento e do g\u00eanio\u201d<\/em> (p. 339).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO trabalho anterior que cada Esp\u00edrito efetua pode ser facilmente calculado, medido pela rapidez com que ele executa de novo um trabalho semelhante, sobre um mesmo assunto, ou tamb\u00e9m pela prontid\u00e3o com que assimila os elementos de uma ci\u00eancia qualquer. Deste ponto de vista, \u00e9 de tal modo consider\u00e1vel a diferen\u00e7a entre os indiv\u00edduos, que seria incompreens\u00edvel sem a no\u00e7\u00e3o das exist\u00eancias anteriores\u201d<\/em> (p. 342).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que tamb\u00e9m explica as diferentes velocidades de aprendizado e facilidades de assimila\u00e7\u00e3o de determinado conte\u00fado por cada indiv\u00edduo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autor ainda nos lembra de que s\u00e3o rar\u00edssimos os casos de descendentes de g\u00eanios que tamb\u00e9m foram geniais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">2)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mediunidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c(&#8230;) o g\u00eanio deve muito \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o e que esta \u00e9 uma das formas da mediunidade. Mas acrescent\u00e1vamos que , mesmo nos casos em que esta faculdade especial nitidamente se desenha, n\u00e3o se pode considerar o homem de g\u00eanio como um somples instrumento, assim como o \u00e9, antes de tudo, o m\u00e9dium pr\u00f3priamente dito\u201d<\/em> (p. 346).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em suma, simplificando ao m\u00e1ximo, a mediunidade exige um m\u00ednimo de condi\u00e7\u00f5es para se realizar e manifestar, mas e as crian\u00e7as que utilizam enormes talentos sem preparo algum? Logo, a mediunidade em si \u00e9 insuficiente para resolver o debate.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os seres geniais o s\u00e3o devido \u00e0 caracter\u00edsticas, habilidades e experi\u00eancias acumuladas ao longo de muitas exist\u00eancias. Aproveitaram ao m\u00e1ximo os caminhos que apareciam rumo \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o e s\u00e3o Esp\u00edritos muito antigos, de alta e salutar bagagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XVI \u2013 AS VIDAS SUCESSIVAS. OBJE\u00c7\u00d5ES E CR\u00cdTICAS.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas obje\u00e7\u00f5es ao esquecimento das vidas passadas j\u00e1 foram respondidas por Denis nos cap\u00edtulos anteriores. Agora o autor trabalha um enfoque pouco mais voltado \u00e0 filosofia da religi\u00e3o.<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>[ARGUMENTO DOS RELIGIOSOS CAT\u00d3LICOS E OUTROS QUE ABRA\u00c7AM A TEORIA DAS PENAS ETERNAS CONTRA A DOUTRINA DAS VIDAS SUCESSIVAS] \u2013 <span style=\"text-decoration: underline;\">Desestimula o homem a praticar as melhores virtudes, j\u00e1 que ele possui toda eternidade e v\u00e1rias vidas para corrigir seus erros. A doutrina das vidas sucessivas seria ent\u00e3o um est\u00edmulo ao v\u00edcio e m\u00e1s-pr\u00e1ticas<\/span>.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">O contraponto de Denis \u00e9 feito em uma an\u00e1lise simples que prova a infelicidade desta coloca\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA teoria das penas eternas n\u00e3o \u00e9, como vimos, no pr\u00f3prio pensamento da Igreja, mais do que um espantalho destinado a amedontrar os maus; mas a amea\u00e7a do inferno, o temor dos supl\u00edcios, eficaz nos tempos de f\u00e9 cega, j\u00e1 hoje n\u00e3o reprime a ningu\u00e9m. No fundo, \u00e9 uma impiedade para com Deus, de quem se faz um ser cruel, castigando sem necessidade e sem ser para corrigir\u201d <\/em>(p. 351).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fil\u00f3sofo franc\u00eas inicia ent\u00e3o a defesa das vidas sucessivas, basicamente argumentando que a reencarna\u00e7\u00e3o e a compreens\u00e3o da atemporalidade acaba por esclarecer-nos quanto aos nossos destinos e metas, nos deixa entender as causas dos nossos males e dificuldades, al\u00e9m de exterminar a id\u00e9ia de que todos sofremos em decorr\u00eancia de um \u2018pecado original\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c\u00c9 por isso que sua influ\u00eancia moral ser\u00e1 mais profunda que a das f\u00e1bulas infantis do inferno e do para\u00edso; opor\u00e1 freio \u00e0s paix\u00f5es, mostrando-nos as consequencias dos nossos atos, recaindo sobre a nossa vida presente e as nossas vidas futuras, semeando nelas germens de dor ou de felicidade. Ensinando-nos que a alma \u00e9 tanto mais desgra\u00e7ada quanto mais imperfeita e culpada, estimular\u00e1 nossos esfor\u00e7os para o bem\u201d<\/em> (p. 352).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 o nosso pr\u00f3prio m\u00e9rito que exime a culpa e soluciona os problemas, o que serve de est\u00edmulo para nossa melhora mental, f\u00edsica e moral. Nenhuma autoridade pode \u2018absolver\u2019 nossas faltas e pecados, criando a ilus\u00e3o de que tudo se resolve desta simples maneira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c(&#8230;) o homem, cuja mente foi iluminada pela nova luz, aprende a retificar o seu proceder, a precatar-se, a preparar com cuidado o futuro\u201d<\/em> (p. 352).<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>[OUTRA OBJE\u00c7\u00c3O FEITA \u00c0 DOUTRINA DAS VIDAS SUCESSIVAS] \u2013 <span style=\"text-decoration: underline;\">Se os males s\u00e3o merecidos e resultantes dos erros pret\u00e9ritos de cada um, s\u00e3o endossados pela justi\u00e7a divina, ent\u00e3o a piedade e compaix\u00e3o configurariam-se em erros, j\u00e1 que o sofrimento seria \u2018justo\u2019. A tend\u00eancia ent\u00e3o seria abandonarmos os sofredores<\/span>.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de argumenta\u00e7\u00e3o capiciosa. A contra-argumenta\u00e7\u00e3o de Denis segue uma linha doutrin\u00e1ria simples:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO Moderno Espiritualismo ensina-nos que os homens s\u00e3o solid\u00e1rios uns com os outros, unidos por uma sorte comum. As imperfei\u00e7\u00f5es sociais, de que todos mais ou menos sofremos, s\u00e3o o resultado de nossos erros coletivos no passado. Cada um de n\u00f3s traz a sua parte de responsabilidade e tem o dever de trabalhar para o melhoramento do destino geral\u201d<\/em> (p. 353).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m dos pontos acima, cabe ressaltar que a a\u00e7\u00e3o da caridade em si \u00e9 ben\u00e9fica para quem pratica e exemplifica para aqueles que observam a conduta. Os que causaram sofrimentos no passado e sofrem no presente, j\u00e1 sem privil\u00e9gios de ordem material, podem ser compelidos ao \u00f3dio, \u00e0 inveja e aos v\u00edcios. Um ciclo que pode ser interrompido pela pr\u00e1tica da caridade e sua exemplifica\u00e7\u00e3o. A pr\u00e1tica da caridade \u00e9 sempre a a\u00e7\u00e3o mais importante perante todas as outras. Nela est\u00e1 contido o amor, a justi\u00e7a e a paz da doutrina promulgada por Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cAquele que, podendo ajudar os seus semelhantes, deixa de faz\u00ea-lo, falta \u00e0 lei de solidariedade\u201d<\/em> (p. 354).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis ainda nos lembra de alguns casos onde o sofrimento n\u00e3o \u00e9 uma prova (expia\u00e7\u00e3o), mas sim um pedido para que aquele Esp\u00edrito evolua. Nossa caridade poderia ser um j\u00fabilo, que o ego\u00edsmo desta obje\u00e7\u00e3o negaria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA caridade \u00e9 a mais bela das virtudes; s\u00f3 ela d\u00e1 acesso aos mundos felizes\u201d<\/em> (p. 355).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As id\u00e9ias de responsabilidade e conduta moral embutidasna doutrina das vidas sucessivas, acaba por repelir a maioria das pessoas, pelo grau de complexidade que apresenta. Seria muito mais f\u00e1cil adotar os preceitos religiosos da f\u00e9 cega e da absolvi\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea de nossos erros e atitudes mal\u00e9volas<a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftn6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cSomos nesta, como na outra vida, o que nos fizemos, intelectual e moralmente\u201d <\/em>(p. 356).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O esquecimento das vidas anteriores n\u00e3o constitui um \u2018regresso for\u00e7ado\u2019 na evolu\u00e7\u00e3o j\u00e1 atingida. Como j\u00e1 visto anteriormente, h\u00e1 uma intui\u00e7\u00e3o, um \u2018limite moral\u2019 que antecipa a maturidade do encarnado e o conduz \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de novos aprendizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XVII \u2013 AS VIDAS SUCESSIVAS. PROVAS HIST\u00d3RICAS.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste cap\u00edtulo, Denis traz as antigas origens da cren\u00e7a nas vidas sucessivas (na regi\u00e3o onde hoje se encontra a \u00edndia, passando por outros Estados asi\u00e1ticos, onde \u00e9 dominante at\u00e9 os dias de hoje).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s breve an\u00e1lise relativa \u00e0s cren\u00e7as antigas, o fil\u00f3sofo franc\u00eas perpassa trechos de livros sagrados aos Judeus e Crist\u00e3os, analisando a presen\u00e7a da cren\u00e7a nas vidas sucessivas que ali est\u00e3o contidas. Os maiores exemplos est\u00e3o nos evangelhos de Mateus (11:11-15) e Jo\u00e3o (3:3-8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda parte deste cap\u00edtulo, L\u00e9on foca a Fran\u00e7a, passa por uma an\u00e1lise dos Dru\u00eddas (a quem atribui grande conhecimento e profundidade nas quest\u00f5es das vidas sucessivas) at\u00e9 Kardec, que acabou por pularizar esta cren\u00e7a (no caso uma certeza) atrav\u00e9s do Espiritismo. Lembrando que Allan Kardec \u00e9 um nome druida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Todos os nossos atos, consoante sua natureza, traduzem-se por um acr\u00e9scimo ou diminui\u00e7\u00e3o de liberdade; da\u00ed, para os culpados, o renascimento em inv\u00f3lucros miser\u00e1veis, pris\u00f5es da alma, imagens e repercuss\u00e3o de seu passado<\/em>\u201d (p. 395).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XVIII \u2013 JUSTI\u00c7A E RESPONSABILIDADE. O PROBLEMA DO MAL<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A alma deve conquistar, um por um, todos os elementos, todos os atributos de sua grandeza, de seu poder, de sua felicidade, e, para isso, precisa do obst\u00e1culo, da natureza resistente, hostil mesmo, da mat\u00e9ria adversa, cujas exig\u00eancias e rudes li\u00e7\u00f5es provocam seus esfor\u00e7os e formam sua experi\u00eancia. (&#8230;) \u00c9 indispens\u00e1vel a luta para tornar poss\u00edvel o triunfo e fazer surgir o her\u00f3i<\/em>\u201d (p. 398-399).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A alma, criada perfeita, como o querem certos pensadores, seria incapaz de aquilatar e at\u00e9 de compreender sua perfei\u00e7\u00e3o, sua felicidade. Sem termos de compara\u00e7\u00e3o, sem permutas poss\u00edveis com s\u00e9s semelhantes, perfeitos quanto ela, sem objetivo para sua atividade, seria condenada \u00e0 ina\u00e7\u00e3o, \u00e0 in\u00e9rcia, o que seria o pior dos estados; porque viver, para o Esp\u00edrito, \u00e9 agir, \u00e9 crescer, \u00e9 conquistar sempre novos t\u00edtulos, novos m\u00e9ritos, um lugar cada vez mais elevado na hierarquia luminosa e infinita<\/em>\u201d (p. 399).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Trabalhar para o Universo, como o Universo trabalha para n\u00f3s, tal \u00e9 o segredo do destino<\/em>!\u201d (p. 400).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, Denis constr\u00f3i aqui uma s\u00edntese de tudo o que foi visto at\u00e9 agora. As vidas sucessivas s\u00e3o, no geral, um pequeno passo de progresso em cada encarna\u00e7\u00e3o (claro que em muitos casos existe uma estagna\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o progresso ocorre em ritmos individualmente diferentes). Mas \u00e9 atrav\u00e9s do sofrimento e das dificuldades que atingimos o crescimento e aprendizado edificantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 atrav\u00e9s das provas que vamos adicionando os elementos necess\u00e1rios \u00e0 depura\u00e7\u00e3o de nosso perisp\u00edrito e sua conseq\u00fcente eleva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entendo que temos sim uma alma perfeita, mas que necessita de devida lapida\u00e7\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o de qualidades para sua eleva\u00e7\u00e3o. Somos ref\u00e9ns de nossas inobserv\u00e2ncias, ignor\u00e2ncias e desleixos quanto \u00e0 nossa pr\u00f3pria potencialidade. O aprendizado consiste justamente na altera\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos, comportamentos e atitudes, que s\u00e3o o resultado de nossos pensamentos e qualidade mental. Altera\u00e7\u00e3o que se d\u00e1, na esmagadora maioria dos casos, atrav\u00e9s do sofrimento e da dor. N\u00e3o podemos, no entanto, descartar aqueles que evoluem em trilha mais r\u00e1pida, utilizando o livre arb\u00edrtrio de forma ben\u00e9fica e salutar na edifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cMas s\u00f3 \u00e9 poderoso e dur\u00e1vel aquilo que teve o tempo necess\u00e1rio para germinar, sair da sombra, subir para o c\u00e9u\u201d <\/em>(p. 403).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis inicia agora uma parte de an\u00e1lise mais profunda, identificando os elementos que determinam a superioridade do Espiritismo no que concerne \u00e0 no\u00e7\u00e3o de mal, quando comparada aos materialistas, cat\u00f3licos e ortodoxos, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cCom o novo Espiritualismo a quest\u00e3o [do mal] toma aspecto muito diferente. O mal \u00e9 apenas o estado transit\u00f3rio do ser em via de evolu\u00e7\u00e3o para o bem; o mal \u00e9 a medida da inferioridade dos mundos e dos indiv\u00eddulos, \u00e9 tamb\u00e9m, como vimos, a san\u00e7\u00e3o do passado\u201d<\/em> (p. 404).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maior diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao mal e seu papel, \u00e9 a atemporalidade com que s\u00f3 o Espiritismo consegue lidar; entendendo que o mal \u00e9 uma fase passageira na evolu\u00e7\u00e3o, e que a justi\u00e7a divina opera o adiantamento atrav\u00e9s da dor. Os materialistas e cat\u00f3licos entendem o mal como pr\u00f3prio do ser humano, inerente \u00e1 uma \u2018natureza humana\u2019 (especialmente os materialistas) ou influ\u00eancia demon\u00edaca (como apregoada muitas vezes pelos cat\u00f3licos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esbarram (ambos) no tempo, limitado a esta vida, que recicla o mal gera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s gera\u00e7\u00e3o. No caso dos cat\u00f3licos, se admitem a influ\u00eancia demon\u00edaca sobre as pessoas, seria subestimar Deus pensar que Ele n\u00e3o teria for\u00e7a suficiente para realizar a mesma influ\u00eancia, mas de forma ben\u00e9fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO mal, a dor, o sofrimento, atributos da vida terrestre, t\u00eam for\u00e7osa raz\u00e3o de ser; s\u00e3o o chicote, a espora que nos estimulam e nos fazem andar para frente<\/em>\u201d (p. 405).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este par\u00e1grafo est\u00e1 estreitamente ligado \u00e0 no\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a, assunto do qual o fil\u00f3sofo Denis trata a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cOra, a doutrina das vidas sucessivas \u00e9 um resplendor da id\u00e9ia de justi\u00e7a; d\u00e1-lhe realce e brilho incompar\u00e1veis. (&#8230;) As conseq\u00fc\u00eancias dos nossos atos constituem uma estreita rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito <\/em>[basicamente denominado nas doutrinas asi\u00e1ticas de Karma]<em>\u201d <\/em>(p. 407).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, algu\u00e9m pode imaginar que quando o Mestre Jesus disse \u201cMeu Reino n\u00e3o \u00e9 deste mundo\u201d, ele autorizava qualquer tipo de a\u00e7\u00e3o sobre a Terra, at\u00e9 as mais nefastas. E depois, o perd\u00e3o viria de uma fonte sublime externa, eximindo-nos, muitas vezes, de pensar nas conseq\u00fc\u00eancias que os atos desencadeiam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO Cristianismo, renunciando a este mundo, procrastinava a felicidade e a justi\u00e7a para o outro, e, se seus ensinamentos podiam bastar aos simples e aos crentes, tornavam f\u00e1cil aos h\u00e1beis c\u00e9ticos dispensar-se da justi\u00e7a, pretextando que seu reino n\u00e3o era da Terra\u201d <\/em>(p. 407).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Espiritsmo ent\u00e3o repele os argumentos de m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o de Jesus, j\u00e1 que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA justi\u00e7a deixa de ser transferida para um dom\u00ednio quim\u00e9rico e desconhecido. \u00c9 aqui mesmo, \u00e9 em n\u00f3s e em roda de n\u00f3s que ela exerce o seu imp\u00e9rio\u201d<\/em> (p. 407)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO ideal de justi\u00e7a deixa de ser afastado para um mundo transcedental; podemos definir-lhe os termos em cada vida humana, renovada em sua rela\u00e7\u00e3o com as leis universais, no dom\u00ednio das causas reais e tang\u00edveis\u201d<\/em> (p. 408).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Doutrina das vidas sucessivas \u00e9 importante elemento para resolver os questionamentos de Denis colocados no in\u00edcio da obra. Ela vem arrematar antigas cren\u00e7as e dogmas impostos, que ca\u00edram em descr\u00e9dito j\u00e1 naquela \u00e9poca, substituindo o conte\u00fado fantasioso por algo mais tang\u00edvel e l\u00f3gico, sem fugir \u00e0 f\u00e9. Trouxe tamb\u00e9m uma resposta racional aos materialistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A no\u00e7\u00e3o de reencarna\u00e7\u00e3o impacta at\u00e9 nas leis e na conviv\u00eancia social, j\u00e1 que dever\u00edamos sempre tentar legislar e atingir uma conviv\u00eancia justa e pac\u00edfica entre todos. Afinal, todos retornaremos a este orbe algumas vezes em variadas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XIX \u2013 A LEI DOS DESTINOS<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste Cap\u00edtulo, Denis procura ressaltar a finalidade da justi\u00e7a divina e como ela interfere em nossa programa\u00e7\u00e3o de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cNotemos, primeiro que tudo, que o funcionamento da justi\u00e7a humana nada nos oferece que se possa comparar com a Lei Divina nos destinos. Esta se executa por si mesma, sem interven\u00e7\u00e3o alheia, tanto para os indiv\u00edduos, como para as coletividades\u201d <\/em>(p. 415).<em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cEsta lei imut\u00e1vel \u00e9, antes de mais nada, uma lei de equil\u00edbrio. Estabelece a ordem no mundo moral, da mesma forma que as leis de gravita\u00e7\u00e3o e da gravidade asseguram a ordem e o equil\u00edbrio no mundo f\u00edsico. Seu mecanismo \u00e9, ao mesmo tempo, simples e grande. Todo mal se resgata pela dor\u201d <\/em>(p. 415 &#8211; 416).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na condi\u00e7\u00e3o exposta nesta parte, o funcionamento da justi\u00e7a divina acontece simultaneamente \u00e0 nossa exist\u00eancia. Faz parte de nosso cotidiano. Nossos pensamentos, pr\u00e1ticas, h\u00e1bitos e comportamentos atenuam ou expandem as correla\u00e7\u00f5es de fatos do que chamamos \u201cdestino\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, faz-se necess\u00e1rio ressaltar que L\u00e9on Denis foi um fil\u00f3sofo. Ele n\u00e3o psicografou esta obra de um esp\u00edrito de escol, mas sim derivou conclus\u00f5es e expandiu alguns estudos baseando-se em Kardec. Apesar da tremenda import\u00e2ncia de sua obra, vale ressaltar que a Justi\u00e7a Divina atua tamb\u00e9m e, principalmente, no per\u00edodo entre encarna\u00e7\u00f5es<a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftn7\">[7]<\/a>. Quando chegamos ao mundo espiritual, h\u00e1 uma transi\u00e7\u00e3o que nos traga at\u00e9 um ponto compat\u00edvel com nosso n\u00edvel de consci\u00eancia e pensamento. Eis o ponto onde h\u00e1 converg\u00eancia com o que Denis exp\u00f5e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por indu\u00e7\u00e3o l\u00f3gica \u00e9 poss\u00edvel entender que um ser humano cujas obras foram apenas maldades cru\u00e9is na Terra, n\u00e3o ser\u00e1 recebido pelos Arcanjos do Senhor, mas sim pelo estado de consci\u00eancia que o aproxima de iguais. Logo, ter\u00e1 ao seu lado tantos iguais quanto poss\u00edvel. Assim colhem-se os frutos de uma encarna\u00e7\u00e3o. Se forem amargos e podres, uma nova encarna\u00e7\u00e3o poder\u00e1 atenuar o quadro com a colabora\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Divina <strong>tamb\u00e9m<\/strong> em vida. Mas n\u00e3o somente nela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cOs nossos atos e pensamentos traduzem-se em movimentos vibrat\u00f3rios, e seu foco de emiss\u00e3o, pela repeti\u00e7\u00e3o freq\u00fcente dos mesmos atos e pensamentos, transforma-se pouco a pouco, em poderoso gerador do bem ou do mal\u201d <\/em>(p. 416).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em suma, como visto em toda esta obra, nenhum sofrimento \u00e9 eterno, ele vai durar o quanto nossa consci\u00eancia desejar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kardec, na obra \u201cO C\u00e9u e o Inferno\u201d<a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftn8\">[8]<\/a>, tra\u00e7a algumas explica\u00e7\u00f5es e perspectivas para o surgimento e agravemento das penas eternas e para no\u00e7\u00e3o material de justi\u00e7a divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c2. \u2013 A doutrina das penas eternas teve sua raz\u00e3o de ser, como a do inferno material, enquanto o temor podia constituir um freio para os homens pouco adiantados intelectual e moralmente.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Na impossibilidade de apreenderem as nuan\u00e7as tantas vezes delicadas do bem e do mal, bem como o valor relativo das atenuantes e agravantes, os homens n\u00e3o se impressionariam, ent\u00e3o, a n\u00e3o ser pouco ou mesmo nada com a id\u00e9ia das penas morais.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Tampouco compreenderiam a temporalidade dessas penas e a justi\u00e7a decorrente das suas grada\u00e7\u00f5es e propor\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3. \u2013 Quanto mais pr\u00f3ximo do estado primitivo, mais material \u00e9 o homem.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O senso moral \u00e9 o que de mais tardio nele se desenvolve, raz\u00e3o pela qual tamb\u00e9m n\u00e3o pode fazer de Deus, dos seus atributos e da vida futura, sen\u00e3o uma id\u00e9ia muito imperfeita e vaga.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Assimilando-o \u00e0 sua pr\u00f3pria natureza, Deus n\u00e3o passa para ele de um soberano absoluto, tanto mais terr\u00edvel quanto invis\u00edvel, como um rei desp\u00f3tico que, fechado no seu pal\u00e1cio, jamais se mostrasse aos s\u00faditos. Sem compreenderem o seu poder moral, s\u00f3 o aceitam pela for\u00e7a material. N\u00e3o o v\u00eaem sen\u00e3o armado com o raio, ou no meio de coriscos e tempestades, semeando de passagem a destrui\u00e7\u00e3o, a ru\u00edna, semelhantemente aos guerreiros invenc\u00edveis.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Um Deus de mansuetude e cordura n\u00e3o seria um Deus, por\u00e9m um ser fraco e sem meios de se fazer obedecer. A vingan\u00e7a implac\u00e1vel, os castigos terr\u00edveis, eternos, nada tinham de incompat\u00edvel com a id\u00e9ia que se fazia de Deus, n\u00e3o lhes repugnavam \u00e0 raz\u00e3o. Implac\u00e1vel tamb\u00e9m ele, homem, nos seus ressentimentos, cruel para os inimigos e inexor\u00e1vel para os vencidos, Deus, que lhe era superior, deveria ser ainda mais terr\u00edvel.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Para tais homens eram precisas cren\u00e7as religiosas assimiladas \u00e0 sua natureza r\u00fastica. Uma religi\u00e3o toda espiritual, toda amor e caridade n\u00e3o podia aliar-se \u00e0 brutalidade dos costumes e das paix\u00f5es<\/em>\u201d (p. 68-69).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, o materialismo involunt\u00e1rio da mente humana atrasada e sua moral antiga, s\u00f3 aceitariam um Deus e uma justi\u00e7a que estivesse de acordo com seus costumes. As leis eram subordinadas ao sentimento de viol\u00eancia e amoralidade. Os contornos de \u00e9tica eram muito diferentes dos atuais. Com a evolu\u00e7\u00e3o humana, foi-se percebendo a predomin\u00e2ncia do Esp\u00edrito e do seu estado evolucion\u00e1rio sobre as a\u00e7\u00f5es, mesmo as cotidianas. Onde continua Kardec:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA carne s\u00f3 \u00e9 fraca porque o Esp\u00edrito \u00e9 fraco, o que inverte a quest\u00e3o deixando \u00e0quele a responsabilidade de todos os seus atos. A carne, destitu\u00edda de pensamento e vontade, n\u00e3o pode prevalecer jamais sobre o Esp\u00edrito, que \u00e9 o ser pensante e de vontade pr\u00f3pria.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O Esp\u00edrito \u00e9 quem d\u00e1 \u00e0 carne as qualidades correspondentes ao seu instinto, tal como o artista que imprime \u00e0 obra material o cunho do seu g\u00eanio. Libertado dos instintos da bestialidade, elabora um corpo que n\u00e3o \u00e9 mais um tirano de sua aspira\u00e7\u00e3o, para espiritualidade do seu ser, e \u00e9 quando o homem passa a comer para viver e n\u00e3o mais vive para comer.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A responsabilidade moral dos atos da vida fica, portanto, intacta; mas a raz\u00e3o nos diz que as conseq\u00fc\u00eancias dessa responsabilidade devem ser proporcionais ao desenvolvimento intelectual do Esp\u00edrito. Assim, quanto mais esclarecido for este, menos desculp\u00e1vel se torna, uma vez que com a intelig\u00eancia e o senso moral nascem as no\u00e7\u00f5es do bem e do mal, do justo e do injusto<\/em>\u201d. (p.88)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo, o conhecimento traz a responsabilidade das a\u00e7\u00f5es concordantes com os mandamentos morais expostos por Jesus e pelos ensinamentos que deixou sob a Terra. O adiantamento moral e cient\u00edfico nos permite hoje distinguir o certo do errado, e assumindo a responsabilidade das a\u00e7\u00f5es inconseq\u00fcentes que venhamos a tomar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"text-align: justify;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Sujeito<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"text-align: justify;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Boas<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"text-align: justify;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Sujeito<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"text-align: justify;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>FONTE <\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"text-align: justify;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Qualidade das     Irradia\u00e7\u00f5es Mentais<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"text-align: justify;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Esfera Ps\u00edquica     Afetada<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"text-align: justify;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Sujeito<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"text-align: justify;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Ruins<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cAs vibra\u00e7\u00f5es de seus atos, de seus pensamentos maus, depois de haverem efetuado sua trajet\u00f3ria, volvem a ele, mais cedo ou mais tarde, e o oprimem, o apertam na necessidade de reformar-se\u201d <\/em>(p. 417).<em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cOs pensamentos de \u00f3dio e vingan\u00e7a, os desejos de prejudicar, provenientes do exterior, s\u00f3 podem agir sobre n\u00f3s e influenciar-nos desde que encontrem elementos que vibrem un\u00edssonos com eles\u201d <\/em>(p. 417).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devido \u00e0 inclina\u00e7\u00e3o moral ainda negativa em grande parte da sociedade encarnada sobre a Terra, explica-se a prolifera\u00e7\u00e3o do mal e suas mazelas resultantes. A expans\u00e3o das irradia\u00e7\u00f5es negativas s\u00f3 pode ser contida com a por\u00e7\u00e3o ben\u00e9fica das mesmas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda parte deste cap\u00edtulo, Denis trabalha mais profundamente importantes detalhes relativos ao sofrimento na lei de repercuss\u00e3o dos atos, que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c(&#8230;) quando implica acerbas expia\u00e7\u00f5es, repara\u00e7\u00f5es dolorosas, grandes Esp\u00edritos interv\u00eam para regular-lhe o exerc\u00edcio e acelerar a marcha das almas em via de evolu\u00e7\u00e3o\u201d <\/em>(p. 418).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de entendermos que a dor e o sofrimento desempenham importantes fatores no processo evolutivo, nem todos os que sofrem s\u00e3o esp\u00edritos maus \/ ruins, em resgate. Muitas vezes s\u00e3o esp\u00edritos que escolheram provas para pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o ou est\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria \/ ren\u00fancia para com um familiar \/ pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cEm todo pensamento, em toda obra h\u00e1 a\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o e esta \u00e9 sempre proporcional em intensidade \u00e0 a\u00e7\u00e3o realizada. Por isso podemos dizer: o ser colhe exatamente o que semeou\u201d<\/em> (p. 418-419).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A colheita do bem acontece quando nossa moral e nossos atos tornaram-se ben\u00e9ficos e ben\u00e9volos o suficiente, de forma a adequar a densidade do perisp\u00edrito encarna\u00e7\u00e3o ap\u00f3s encarna\u00e7\u00e3o, tornando-o cada vez mais depurado.\u00a0 Nada na Natureza \u00e9 feito \u00e0s pressas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cEsta a\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do pensamento e da vontade, exercida no decorrer dos s\u00e9culos e das exist\u00eancias sobre o perisp\u00edrito, faz-nos compreender como se criam e desenvolvem nossas aptid\u00f5es f\u00edsicas, assim como as faculdades intelectuais e as qualidades morais\u201d <\/em>(p. 419).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A evolu\u00e7\u00e3o moral pode ser sentida tamb\u00e9m no cotidiano. O autor referiu-se \u00e0 constata\u00e7\u00e3o da boa sensa\u00e7\u00e3o que temos quando praticamos o bem ou beneficiamos algu\u00e9m de forma simples e justa, sempre com o real intuito, sem hipocrisias de qualquer ordem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cAlguma coisa parece expandir-se em n\u00f3s; uma chama acende-se ou aviva-se nas profundezas do ser.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Esta sensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ilus\u00f3ria. O Esp\u00edrito inlumina-se a cada pensamento altru\u00edsta, a cada impulso de solidariedade e de amor puro. Se estes pensamentos e atos se repetem, se multiplicam, se acumulam, o homem acha-se como que transformado ao sair de sua exist\u00eancia terrestre; a alma e seu inv\u00f3locro flu\u00eddico ter\u00e3o adquirido um poder de radia\u00e7\u00e3o mais intenso\u201d<\/em> (p. 420).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O contr\u00e1rio tamb\u00e9m \u00e9 verdadeiro. Cada ato de maldade, cada v\u00edcio, cada crime, e suas repeti\u00e7\u00f5es, trar\u00e3o conseq\u00fc\u00eancias por v\u00e1rias encarna\u00e7\u00f5es. Em maior grau, ser\u00e3o refletidas em enfermidades tremendas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cToda transgress\u00e3o da lei implica diminui\u00e7\u00e3o, mal-estar, priva\u00e7\u00e3o de liberdade\u201d <\/em>(p. 421).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lei divina opera ent\u00e3o, diretamente dentro de n\u00f3s, e n\u00e3o como algo externo que simplesmente se imp\u00f5e. A situa\u00e7\u00e3o do nosso perisp\u00edrito demostra o que provocamos a n\u00f3s mesmos, al\u00e9m das conseq\u00fc\u00eancias que trouxemos \u00e0 nossa pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201c\u00c9, pois, na intimidade secreta de nossos pensamentos e na viva luz de nossos atos que devemos procurar a causa eficiente da nossa situa\u00e7\u00e3o presente e futura\u201d <\/em>(p. 423).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 de suma import\u00e2ncia, ent\u00e3o, que percorramos a trilha deixada pelo Cristo. \u00c9 imprescind\u00edvel boa vontade e as melhores aspira\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para que nossa melhora seja efetiva. As dificuldades e tenta\u00e7\u00f5es batem \u00e0 porta de nossa mente a todo instante, e basta apenas um deslize para colocarmos tudo a perder. Precisamos aprender a sustentar nossa integridade a qualquer custo. A alta moral e a dedica\u00e7\u00e3o ao bem s\u00e3o recompensados pela nossa pr\u00f3pria depura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>TERCEIRA PARTE \u2013 AS POT\u00caNCIAS DA ALMA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XX \u2013 A VONTADE <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autor inicia este cap\u00edtulo reafirmando que as condi\u00e7\u00f5es determinantes para nosso desenvolvimento moral e, consequentemente, espiritual, est\u00e3o inseridas em n\u00f3s mesmos, elas existem em nosso \u00edntimo, e s\u00e3o alcan\u00e7adas atrav\u00e9s do bom uso de nossas potencialidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cTodos os grandes ensinamentos concordam neste ponto: \u00c9 na vida \u00edntima, no desabrochar de nossas pot\u00eancias, de nossas faculdades, de nossas virtudes, que est\u00e1 o manancial das felicidades futuras<\/em>\u201d (p. 433).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, na maioria dos casos, o ser humano ignora sua pr\u00f3pria consci\u00eancia, e escolhe conhecer muitas coisas banais e as escolhe em detrimento de preciosas oportunidades de se melhorar e progredir sob ajuda de entidades superiores que sempre est\u00e3o dispostos a nos ajudar e inspirar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>H\u00e1 em toda alma humana dois centros, ou melhor, duas esferas de a\u00e7\u00e3o e express\u00e3o. Uma delas, circunscrita \u00e0 outra, manifesta a personalidade, o \u2018eu\u2019, com suas paix\u00f5es, suas fraquezas, sua mobilidade, sua insufici\u00eancia. Enquanto ela for a reguladora de nosso proceder, temos a vida inferior semeada de prova\u00e7\u00f5es e males. A outra, interna, profunda, imut\u00e1vel, \u00e9, ao mesmo tempo, a sede da consci\u00eancia, a fonte da vida espiritual, o templo de Deus em n\u00f3s. \u00c9 somente quando este centro de a\u00e7\u00e3o domina o outro, quando suas impuls\u00f5es nos dirigem, que se revelam nossas pot\u00eancias ocultas e que o Espiritismo se afirma em seu brilho e beleza. \u00c9 por ele que estamos em comunh\u00e3o com \u2018o Pai que habita em n\u00f3s\u2019, segundo as palavras do Cristo, como o Pai que \u00e9 o foco de todo o amor, o princ\u00edpio de todas as a\u00e7\u00f5es<\/em>\u201d (p. 434).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s uma an\u00e1lise do que foi acima colocado, fica claro que toda mudan\u00e7a s\u00f3 obter\u00e1 \u00eaxito se a <strong>vontade<\/strong> do sujeito for predominantemente forte, sendo suficiente para superar todos os outros obst\u00e1culos de inferioridade que se apresentem. Inferioridade esta que \u00e9 presente, quase sempre, na maioria dos que transitam na Terra hoje. A vontade dirigida ao rumo correto do Cristo representa estrada dura, mas retificante, cujo caminho tamb\u00e9m nos leva a melhorias reais e resultados concretos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A vontade \u00e9 a maior de todas as pot\u00eancias; \u00e9, em sua a\u00e7\u00e3o, compar\u00e1vel ao \u00edm\u00e3. A vontade de viver, de desenvolver em n\u00f3s a vida, atrai-nos novos recursos vitais; tal \u00e9 o segredo da lei de evolu\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (p. 435).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>O princ\u00edpio de evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 na mat\u00e9ria, est\u00e1 na vontade, cuja a\u00e7\u00e3o tanto se estende \u00e0 ordem invis\u00edvel das coisas como \u00e0 ordem vis\u00edvel e material. Esta \u00e9 simplesmente a conseq\u00fc\u00eancia daquela<\/em>\u201d (p. 436).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a plena consci\u00eancia destes fatos ou n\u00e3o, \u00e9 pela vontade em si que agimos e atuamos efetivamente na lei de causa e efeito. \u00c9 atrav\u00e9s da vontade, controlada ou n\u00e3o, que impactamos de forma benigna ou maligna o equil\u00edbrio da Justi\u00e7a Divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outra obra de L\u00e9on Denis, \u201cDepois da Morte<a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftn9\">[9]<\/a>\u201d encontramos outra defini\u00e7\u00e3o complementar sobre a vontade e uma caracter\u00edstica importante sobre a mesma, que influenciar\u00e1 mais tarde no estudo da for\u00e7a envolvida no pensamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA vontade \u00e9 a faculdade soberana da alma, a for\u00e7a espiritual por excel\u00eancia, e pode mesmo dizer-se que \u00e9 a ess\u00eancia da sua personalidade. Seu poder sobre os flu\u00eddos \u00e9 acrescido com a eleva\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. No meio terrestre, seus efeitos sobre a mat\u00e9ria s\u00e3o limitados, porque o homem se ignora e n\u00e3o sabe utilizar-se das for\u00e7as que est\u00e3o em si\u201d<\/em> (p. 277-278)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cTodo ato da vontade, j\u00e1 o dissemos, reveste uma forma, uma apar\u00eancia flu\u00eddica, que se grava no inv\u00f3lucro perispir\u00edtico\u201d <\/em>(p. 279).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis, na obra \u201cNo Invis\u00edvel<a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftn10\">[10]<\/a>\u201d, esclarece outra propriedade importante no que concerne \u00e0 vontade em si:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cExiste em cada um de n\u00f3s um foco invis\u00edvel cujas radia\u00e7\u00f5es variam de intensidade e amplitude conforme nossas disposi\u00e7\u00f5es mentais. A vontade lhes pode comunicar propriedades especiais; nisso reside o segredo do poder curativo dos magnetizadores\u201d<\/em> (p. 243-244).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A vontade de aliviar, de curar \u2013 dissemos \u2013 comunica ao flu\u00eddo magn\u00e9tico propriedades curativas. O rem\u00e9dio para os nossos males est\u00e1 em n\u00f3s<\/em>\u201d (p. 250).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis busca no oriente alguns exemplos do poder da vontade e sua influ\u00eancia sobre o corpo f\u00edsico, citando exemplos de extrema resist\u00eancia \u00e0 dor, demonstrada na Yoga indiana e outros elementos incomuns.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Querer \u00e9 poder! O poder da vontade \u00e9 ilimitado. O homem, consciente de si mesmo, de seus recursos latentes, sente crescerem suas for\u00e7as na raz\u00e3o dos esfor\u00e7os<\/em>\u201d (p. 443).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ao final do cap\u00edtulo, Denis faz uma esp\u00e9cie de prece, t\u00e3o bela e harmonioza quanto tantas, mas que guarda profundo n\u00edvel moral, que nos incentiva \u00e0 busca incessante por nos melhorar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XXI \u2013 A CONSCI\u00caNCIA. O SENTIDO \u00cdNTIMO<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A alma \u00e9, como demonstraram os ensinos precedentes, uma emana\u00e7\u00e3o, uma part\u00edcula do Absoluto<\/em>\u201d (p. 447).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A consci\u00eancia \u00e9, pois, como diria William James, o centro da personalidade, centro permanente, indestrut\u00edvel, que persiste e se mant\u00e9m atrav\u00e9s de todas as transforma\u00e7\u00f5es do individuo. A consci\u00eancia \u00e9 n\u00e3o somente a faculdade de perceber, mas tamb\u00e9m o sentimento que temos de viver, agir, pensar, querer. \u00c9 uma e indivis\u00edvel<\/em>\u201d (p. 450).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais importante aqui \u00e9 depreender que a consci\u00eancia \u00e9 uma, mas apresenta v\u00e1rios aspectos, classificados por Denis como:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 F\u00edsico<a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftn11\">[11]<\/a>: <em>\u201ca faculdade de concentrar as sensa\u00e7\u00f5es externas, coorden\u00e1-las, defini-las, perceber-lhes as causas e determinar-lhes os efeitos\u201d<\/em> (p. 450).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um melhor desenvolvimento desta \u00e1rea da consci\u00eancia desencadear\u00e1 uma melhora real no processo de depura\u00e7\u00e3o da alma, multiplicando os aspectos que podem ser percebidos e melhorados atrav\u00e9s de uma assimila\u00e7\u00e3o de maior qualidade.<\/p>\n<table style=\"text-align: justify;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Sentido F\u00edsico<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"text-align: justify;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>ALMA<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"text-align: justify;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Canaliza e ordena as percep\u00e7\u00f5es<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"text-align: justify;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Superficiais<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"text-align: justify;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Recebe as transmiss\u00f5es do sensorium e julga na propor\u00e7\u00e3o     de sua evolu\u00e7\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"text-align: justify;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Percep\u00e7\u00f5es dispersas e diversas<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<table style=\"text-align: justify;\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><em>Sensorium<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">b)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Subliminal: \u201c<em>distingue as regras e as coisas do mundo metaf\u00edsico. \u00c9 esse sentido profundo, desconhecido, inutilizado para maior parte dos homens, que certos experimentadores designaram pelo nome de consci\u00eancia subliminal<\/em>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 na intui\u00e7\u00e3o, o sentido \u00edntimo, que inspirou grandes avan\u00e7os e descobertas, que o sentido f\u00edsico colocou em pr\u00e1tica posteriormente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Assim como existe um organismo e um sensorium f\u00edsicos, que nos p\u00f5em em rela\u00e7\u00e3o com os seres e as coisas do plano material, assim tamb\u00e9m h\u00e1 um sentido espiritual por meio do qual certos homens penetram desde j\u00e1 no dom\u00ednio da vida invis\u00edvel. Assim que, depois da morte, cair o v\u00e9u da carne, esse sentido tornar-se-\u00e1 o centro \u00fanico de nossas percep\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00c9 na extens\u00e3o e desenvolvimento crescente desse sentido espiritual que est\u00e1 a lei de nossa evolu\u00e7\u00e3o ps\u00edquica, a renova\u00e7\u00e3o do ser, o segredo de sua ilumina\u00e7\u00e3o interior e progressiva<\/em>\u201d (P. 452).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como este sentido \u00edntimo \u00e9 ignorado pela maioria dos encarnados, tornou-se subdesenvolvido. A cren\u00e7a cega no materialismo cient\u00edfico ou mesmo a f\u00e9 cega, foram respons\u00e1veis por tornar cada vez maior o desprezo pelas benesses que poder\u00edamos desfrutar se d\u00e9ssemos mais valor a este sentido. Quanto ser\u00e1 que deixamos de progredir? Imposs\u00edvel dizer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo, SENTIDO F\u00cdSICO + SUBLIMINAL = DEPURA\u00c7\u00c3O E PROGRESSO quando trabalham juntos em comunh\u00e3o com o bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A mediunidade, em suas formas t\u00e3o variadas, \u00e9 tamb\u00e9m a resultante de uma exata\u00e7\u00e3o ps\u00edquica, que permite entrem os sentidos da alma em a\u00e7\u00e3o, substituam por um momento os sentidos f\u00edsicos e percebam o que \u00e9 impercept\u00edvel para os outros homens<\/em>\u201d (p.462).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A intui\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9, pois, as mais das vezes, sen\u00e3o uma das formas empregadas pelos habitantes do mundo invis\u00edvel para nos transmitirem seus avisos, suas instru\u00e7\u00f5es. Outras vezes ser\u00e1 a revela\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia profunda \u00e0 consci\u00eancia normal<\/em>\u201d. (p. 466).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, a consci\u00eancia pode atuar em v\u00e1rios n\u00edveis metaps\u00edquicos, seja atrav\u00e9s da mediunidade em si ou da intui\u00e7\u00e3o apenas, mas a condi\u00e7\u00e3o moral do indiv\u00edduo e sua depura\u00e7\u00e3o influenciam diretamente n\u00e3o s\u00f3 na qualidade da comunica\u00e7\u00e3o e das informa\u00e7\u00f5es, bem como na fidelidade em transmitir o que foi realmente enviado atrav\u00e9s da dimens\u00e3o espiritual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>No exerc\u00edcio da mediunidade intuitiva no estado de vig\u00edlia, muitos desanimam diante da impossibilidade de distinguir as id\u00e9ias que nos s\u00e3o pr\u00f3prias das que nos s\u00e3o sugeridas<\/em>\u201d (p. 468).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para corroborar este trecho, o Livro dos Esp\u00edritos, C\u00e1p. IX \u2013 Quest\u00f5es 459-464 esclarecem bastante:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II INFLU\u00caNCIA OCULTA DOS ESP\u00cdRITOS SOBRE OS NOSSOS PENSAMENTOS E AS NOSSAS A\u00c7\u00d5ES.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>459. Os Esp\u00edritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas a\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Nesse sentido a sua influ\u00eancia \u00e9 maior do que supondes, porque muito freq\u00fcentemente s\u00e3o eles que vos dirigem.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>460. Temos pensamentos pr\u00f3prios e outros que nos s\u00e3o sugeridos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Vossa alma \u00e9 um Esp\u00edrito que pensa; n\u00e3o ignorais que muitos pensamentos vos ocorrem, a um s\u00f3 tempo, sobre o mesmo assunto e freq\u00fcentemente bastante contradit\u00f3rios. Pois bem: nesse conjunto h\u00e1 sempre os vossos e os nossos, e \u00e9 isso o que vos deixa na incerteza, porque tendes em v\u00f3s duas id\u00e9ias que se combatem.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>461. Como distinguir os nossos pr\u00f3prios pensamentos dos que nos s\u00e3o sugeridos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Quando um pensamento vos \u00e9 sugerido, \u00e9 como uma voz que vos fala. Os pensamentos pr\u00f3prios s\u00e3o, em geral, os que vos ocorrem no primeiro impulso. De resto, n\u00e3o h\u00e1 grande interesse para v\u00f3s nessa distin\u00e7\u00e3o, e \u00e9 freq\u00fcentemente \u00fatil n\u00e3o o saberdes: o homem age mais livremente; se decidir pelo bem, o far\u00e1 de melhor vontade ; se tomar o mau caminho, sua responsabilidade ser\u00e1 maior.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>462. Os homens de intelig\u00eancia e de g\u00eanio tiram sempre suas id\u00e9ias de si mesmos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Algumas vezes as id\u00e9ias surgem de seu pr\u00f3prio Esp\u00edrito, mas freq\u00fcentemente lhes s\u00e3o sugeridas por outros Esp\u00edritos, que os julgam capazes de as compreender e dignos de as transmitir. Quando eles n\u00e3o as encontram em si mesmos, apelam para a inspira\u00e7\u00e3o; \u00e9 uma evoca\u00e7\u00e3o que fazem, sem o suspeitar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[Kardec] Se fosse \u00fatil que pud\u00e9ssemos distinguir claramente os nossos\u00a0 pr\u00f3prios pensamentos daqueles que nos s\u00e3o sugeridos, Deus nos teria dado o meio de faz\u00ea-lo, como nos deu o de distinguir o dia e a noite. Quando uma coisa permanece vaga \u00e9 que assim deve ser para o nosso bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>463. Diz-se algumas vezes que o primeiro impulso \u00e9 sempre bom; isto \u00e9 exato?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Pode ser bom ou mau, segundo a natureza do Esp\u00edrito encarnado. \u00c9 sempre bom para aquele que ouve as boas inspira\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>464. Como distinguir se um pensamento sugerido vem de um bom ou de um mau Esp\u00edrito?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Examinai-o: os bons Esp\u00edritos n\u00e3o aconselham sen\u00e3o o bem: cabe a v\u00f3s distinguir.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Atrav\u00e9s da reforma \u00edntima nos qualificamos sempre para evolu\u00e7\u00e3o moral. \u00c9 seguindo os princ\u00edpios do Evangelho de Jesus e atrav\u00e9s tamb\u00e9m das mentaliza\u00e7\u00f5es superiores que vamos traduzir a verdadeira caridade em atos pr\u00e1ticos, com a\u00e7\u00f5es de elevado cunho. Eis que ent\u00e3o teremos o melhor em todos os n\u00edveis de nossas consci\u00eancias funcionando em prol da evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XXII \u2013 O LIVRE ARB\u00cdTRIO<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis inicia este cap\u00edtulo colocando a import\u00e2ncia da \u2018Liberdade\u2019, bem como sua relev\u00e2ncia para humanidade. Sem ela, h\u00e1 um freio na busca pela evolu\u00e7\u00e3o e pelo progresso, pois as limita\u00e7\u00f5es tornariam o ser um escravo de suas necessidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A liberdade e a responsabilidade s\u00e3o correlativas ao ser e aumentam com sua eleva\u00e7\u00e3o; \u00e9 a responsabilidade do homem que faz sua dignidade e moralidade. Sem ela, n\u00e3o seria ele mais do que um aut\u00f4mato, um joguete das for\u00e7as ambientes: a no\u00e7\u00e3o de moralidade \u00e9 insepar\u00e1vel da de liberdade.<\/em>\u201d (p. 477)<a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftn12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A responsabilidade \u00e9 estabelecida pelo testemunho da consci\u00eancia, que nos aprova ou censura segundo a natureza de nossos atos<\/em>\u201d (P. 477).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel deduzir que a consci\u00eancia exerce o julgamento com base na bagagem moral intuitiva que carrega aquele ser a muito tempo, e que passou por muitas depura\u00e7\u00f5es. Mas tamb\u00e9m \u00e9 justo dizer que v\u00e1rias altera\u00e7\u00f5es destes conceitos, ou at\u00e9 reformas, podem acontecer ao longo de uma vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO livre-arb\u00edtrio \u00e9, pois, a expans\u00e3o da personalidade e da consci\u00eancia. Para sermos livres \u00e9 necess\u00e1rio querer s\u00ea-lo e fazer esfor\u00e7o para vir a s\u00ea-lo, libertando-nos da escravid\u00e3o da ignor\u00e2ncia e das paix\u00f5es baixas, substituindo o imp\u00e9rio das sensa\u00e7\u00f5es e dos instintos pelo da raz\u00e3o<\/em>\u201d (P. 478).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis que a vontade se apresenta novamente como ponto fundamental para o progresso do Esp\u00edrito, sendo o impulso necess\u00e1rio para o in\u00edcio da Reforma \u00cdntima e a consequente mudan\u00e7a para melhor no que tange \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es morais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cAt\u00e9 agora, tanto sob o ponto de vista teol\u00f3gico como determinista, a quest\u00e3o [do livre-arb\u00edtrio] tinha ficado quase insol\u00favel. Nem doutro modo podia ser, pois que cada um daqueles sistemas partia do dado inexato de que o ser humano tem de percorrer uma \u00fanica exist\u00eancia. A quest\u00e3o muda, por\u00e9m, inteiramente de aspecto se se alargar o c\u00edrculo da vida e se se considerar o problema \u00e0 luz que projeta a doutrina dos renascimentos. Assim, cada ser conquista a pr\u00f3pria liberdade no decurso da evolu\u00e7\u00e3o que tem de perfazer\u201d <\/em>(p. 481).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A doutrina das vidas sucessivas \u00e9, mais uma vez, importante na determina\u00e7\u00e3o de paradigmas evolucion\u00e1rios da alma. \u00c9 poss\u00edvel assumir que as produ\u00e7\u00f5es teol\u00f3gicas e deterministas partiram de um erro que tornava tudo um processo cego. Passaram a dar demasiada import\u00e2ncia \u00e0 aspectos transit\u00f3rios e materiais, tratando-os como definitivos e concretos em ambiente limitado. A incapacidade de lidar com a temporalidade de uma exist\u00eancia limitava esfor\u00e7os e capacidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o elemento da atemporalidade (v\u00e1rias exist\u00eancias) \u00e9 claro, o Esp\u00edrito adquire n\u00e3o s\u00f3 todo o incentivo do Consolador, mas a disposi\u00e7\u00e3o em aceitar e pensar em termos atemporais, que reduz a relev\u00e2ncia dos erros e vidam o progresso. Vis\u00e3o que traz otimismo e esperan\u00e7a em n\u00f3s mesmos, e tamb\u00e9m na Provid\u00eancia Divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As vis\u00f5es obscuras e viciadas do passado, n\u00e3o resistem a este choque filos\u00f3fico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>O livre-arb\u00edtrio, a livre vontade do Esp\u00edrito exerce-se principalmente na hora das reencarna\u00e7\u00f5es. Escolhendo tal fam\u00edlia, certo meio social, ele sabe de antem\u00e3o quais s\u00e3o as prova\u00e7\u00f5es que o aguardam, mas compreende, igualmente, a necessidade dessas prova\u00e7\u00f5es para desenvolver suas qualidades, curar seus defeitos, despir seus preconceitos e v\u00edcios. Estas prova\u00e7\u00f5es podem ser tamb\u00e9m conseq\u00fc\u00eancia de um passado nefasto, que \u00e9 preciso reparar, e ele aceita-as com resigna\u00e7\u00e3o e confian\u00e7a, porque sabe que seus grandes irm\u00e3os do Espa\u00e7o n\u00e3o o abandonar\u00e3o nas horas dif\u00edceis<\/em>\u201d (p. 482).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda essa conjuntura elimina as \u201cfatalidades\u201d ou o \u201cacaso\u201d das vidas e do futuro. O acaso \u00e9 a desculpa que a ignor\u00e2ncia formula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As concep\u00e7\u00f5es e renova\u00e7\u00f5es de pensamento e id\u00e9ias trazidas pela id\u00e9ia de livre-arb\u00edtrio e reencarna\u00e7\u00e3o deveriam conduzir at\u00e9 uma revis\u00e3o das puni\u00e7\u00f5es e das raz\u00f5es de criminalidade, j\u00e1 que a igualdade legal (humana) pressup\u00f5e o nascimento como marco zero e a maioridade legal como aptid\u00e3o ao entendimento de todos os deveres e direitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cMuitas vezes o mau, o criminoso n\u00e3o \u00e9, na realidade, mais do que um Esp\u00edrito novo e ignorante em que a raz\u00e3o n\u00e3o teve tempo de amadurecer. (&#8230;) \u00c9 por isso que as penalidades infligidas deveriam ser estabelecidas de modo que obrigassem o condenado a refletir, a instruir-se, a esclarecer-se, a emendar-se. A sociedade deve corrigir com amor e n\u00e3o com \u00f3dio, sem o que se torna criminosa<\/em>\u201d (p. 483).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus exemplificou melhor do que qualquer um, a capacidade de corre\u00e7\u00e3o que o amor pode impulsionar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>O Esp\u00edrito s\u00f3 est\u00e1 verdadeiramente preparado para a liberdade no dia em que as leis universais, que lhe s\u00e3o externas, se tornarem internas e conscientes pelo pr\u00f3prio fato de sua evolu\u00e7\u00e3o. No dia em que ele se penetrar da lei e fizer dela a norma de suas a\u00e7\u00f5es, ter\u00e1 atingido o ponto moral em que o homem se possui, domina e governa a si mesmo<\/em>\u201d (p. 483).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Liberdade e moral caminham juntas, mas s\u00f3 o Esp\u00edrito moralmente elevado e depurado, pode aproveitar integralmente as benesses da liberdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>No estado de ignor\u00e2ncia, \u00e9 uma felicidade para ela [alma] estar submetida a uma dire\u00e7\u00e3o. Mas, quando s\u00e1bia e perfeita, goza da sua liberdade na luz divina<\/em>\u201d (p. 484).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nada mais apropriado de lembrar ap\u00f3s essa considera\u00e7\u00e3o de Denis, do que o ditado muito utilizado pelo ser humano hoje: \u2018A ignor\u00e2ncia \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o\u2019. Nada mais ilustrativo de nossa condi\u00e7\u00e3o moral. Denis encerra o cap\u00edtulo com uma frase que resume bem a quest\u00e3o do livre-arb\u00edtrio e do ser humano em rela\u00e7\u00e3o a ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO homem \u00e9 o obreiro de sua liberta\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> (p. 485).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encontramos mais esclarecimentos no Livro dos Esp\u00edritos (V &#8211; LIVRE ARB\u00cdTRIO).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>843. O homem tem livre arb\u00edtrio nos seus atos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Pois se tem a liberdade de pensar, tem a de agir. Sem o livre arb\u00edtrio o homem seria uma m\u00e1quina.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>844. O homem goza do livre arb\u00edtrio desde o nascimento?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Ele tem a liberdade de agir, desde que tenha a vontade de o fazer. Nas primeiras fases da vida a liberdade \u00e9 quase nula; ela se desenvolve e muda de objeto com as faculdades. Estando os pensamentos da crian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o com as necessidades da sua idade, ela aplica o seu livre arb\u00edtrio \u00e0s coisas que lhe s\u00e3o necess\u00e1rias<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>845. As predisposi\u00e7\u00f5es instintivas que o homem traz ao nascer n\u00e3o s\u00e3o um obst\u00e1culo ao exerc\u00edcio do seu livre arb\u00edtrio?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;As predisposi\u00e7\u00f5es instintivas s\u00e3o as do Esp\u00edrito antes da encarna\u00e7\u00e3o; conforme for ele mais ou menos adiantado, elas podem impeli-lo aatos repreens\u00edveis, no que ele ser\u00e1 secundado por Esp\u00edritos que simpatizem com essas disposi\u00e7\u00f5es; mas n\u00e3o h\u00e1 arrastamento irresist\u00edvel, quando se tem a vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer \u00e9 poder. (Ver item 361). <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>846. O organismo n\u00e3o influi nos atos da vida? E se influi, n\u00e3o o faz com preju\u00edzo do livre arb\u00edtrio?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;O Esp\u00edrito \u00e9 certamente influenciado pela mat\u00e9ria, que pode entravar as suas manifesta\u00e7\u00f5es. Eis porque, nos mundos em que os corpos s\u00e3o menos materiais do que na Terra, as faculdades se desenvolvem com mais liberdade. Mas o instrumento n\u00e3o d\u00e1 faculdades ao Esp\u00edrito. De resto, \u00e9 necess\u00e1rio distinguir neste caso as faculdades morais das faculdades intelectuais. Se um homem tem o instinto do assass\u00ednio, \u00e9 seguramente o seu pr\u00f3prio Esp\u00ed rito que o possui e que lho transmite, mas nunca os seus \u00f3rg\u00e3os. Aquele que aniq\u00fcila o seu pensamento para se ocupar apenas da mat\u00e9ria faz-se semelhante ao bruto, e ainda pior, porque n\u00e3o pensa mais em se premunir contra o mal. \u00c9 nisso que ele se torna fal toso, pois assim age pela pr\u00f3pria vontade. (Ver item 367 e seguintes, Influ\u00eancia do organismo).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XXIII \u2013 O PENSAMENTO<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O pensamento \u00e9 objeto de estudo de muitas obras atuais no Espiritismo. Hoje, entendemos que as emana\u00e7\u00f5es do pensamento s\u00e3o fundamentais para canalizar o bem ou o mal. O pensamento \u00e9 reflexo de nossa condi\u00e7\u00e3o mental e \u00e9 base de nossas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO pensamento \u00e9 criador\u201d. (p. 487)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cMais cedo ou mais tarde todo produto do esp\u00edrito reverte para seu autor com suas consequ\u00eancias, acarretando-lhe, segundo o caso, o sofrimento, uma diminui\u00e7\u00e3o, uma priva\u00e7\u00e3o de liberdade, ou, ent\u00e3o, satisfa\u00e7\u00f5es \u00edntimas, uma dilata\u00e7\u00e3o, uma eleva\u00e7\u00e3o do ser\u201d (p. 487).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pensamento nos sintoniza com Esp\u00edritos bons ou mais, cuja moralidade ser\u00e1 compat\u00edvel com as emana\u00e7\u00f5es mentais. Toda a\u00e7\u00e3o ruim parte de um pensamento ruim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA alma humana percorre seu caminho cercada de uma atmosfera brilhante ou turva, povoada pelas cria\u00e7\u00f5es de seu pensamento. \u00c9 isto, na vida do Al\u00e9m, sua gl\u00f3ria ou sua vergonha\u201d (p. 487-488)<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bons pensamentos, cuja moral \u00e9 elevada, nos tornariam pass\u00edveis de maior inspira\u00e7\u00e3o, de maior entendimento e at\u00e9 capacita\u00e7\u00e3o para lidar com os aspectos evolutivos da humanidade. Tornaria-nos abertos a amar de forma mais completa e a seguir os preceitos do Evangelho de Jesus de forma mais completa. Tornaria a abundante produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de hoje, por\u00e9m vazia de sentido, mais completa. E Denis identificou isso desde a sua \u00e9poca:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cAgora, a \u00faltima pergunta. Por que \u00e9 que, no meio do imenso labor e da abundante produ\u00e7\u00e3o intelectual que caracterizam nossa \u00e9poca, se encontram t\u00e3o poucas obras viris e concep\u00e7\u00f5es geniais? Porque deixamos de ver as coisas divinas com os olhos da alma! Porque deixamos de crer e amar!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Remontemos, pois, \u00e0s origens celestes e eternas; \u00e9 o \u00fanico rem\u00e9dio para nossa anemia moral. Dirijamos o pensamento para as coisas solenes e profundas. Ilumine-se e complete-se a Ci\u00eancia com as intui\u00e7\u00f5es da consci\u00eancia e as faculdades superiores do esp\u00edrito<\/em>\u201d (p. 494).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E esse \u00e9 um dos caminhos ensinados pelo Espiritismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XXIV \u2013 A DISCIPLINA DO PENSAMENTO E A REFORMA DO CAR\u00c1TER<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;<em>O pensamento, diz\u00edamos, \u00e9 criador. N\u00e3o atua somente em roda de n\u00f3s, influenciando nossos semelhantes para o bem ou para o mal; atua principalmente em n\u00f3s; gera nossas palavras, nossas a\u00e7\u00f5es e, com ele, constru\u00edmos, dia a dia, o edif\u00edcio grandioso ou miser\u00e1vel de nossa vida presente e futura. Modelamos nossa alma e seu inv\u00f3lucro com os nossos pensamentos; estes produzem formas, imagens que se imprimem na mat\u00e9ria sutil, de que o corpo flu\u00eddico \u00e9 composto. Assim, pouco a pouco, nosso ser povoa-se de formas fr\u00edvolas ou austeras, graciosas ou terr\u00edveis, grosseiras ou sublimes; a alma se enobrece, embeleza ou cria uma atmosfera de fealdade. Segundo o ideal a que visa, a chama inferior aviva-se ou obscurece-se<\/em>\u201d (p. 495).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 pelo pensamento que as vibra\u00e7\u00f5es se aglutinam ao sujeito, independendentemente de suas qualidades, superiores ou inferiores, isso ocorre. Como uma lei da f\u00edsica, inquestion\u00e1vel e imut\u00e1vel em nosso quadro atual de evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>As vibra\u00e7\u00f5es de nossos pensamentos, de nossas palavras, renovando-se em sentido uniforme, expulsam de nosso inv\u00f3lucro os elementos que n\u00e3o podem vibrar em harmonia com elas; atraem elementos similares que acentuam as tend\u00eancias do ser<\/em>\u201d (p. 496).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Partindo deste princ\u00edpio imut\u00e1vel, Denis exemplifica com a ora\u00e7\u00e3o, talvez nossa emana\u00e7\u00e3o ben\u00e9vola m\u00e1xima poss\u00edvel, a capacidade de potencializa\u00e7\u00e3o do pensamento. Nos esclarece Emmanuel:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA ora\u00e7\u00e3o \u00e9 divino movimento do espelho da nossa alma no rumo da Esfera Superior, para refletir-lhe a grandeza.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Reportamo-nos aqui ao apelo vivo do esp\u00edrito \u00e0s pot\u00eancias celestes, quer vestido na f\u00f3rmula verbal, quer absolutamente sem ela, na silenciosa mensagem da vibra\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Imaginemos a face de um espelho voltada para o Sol, desviando-lhe o fulgor na dire\u00e7\u00e3o do abismo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Esta, na ess\u00eancia, \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o da prece, buscando o Amor Divino para concentrar-lhe a claridade sobre os vales da ignor\u00e2ncia e do sofrimento, da mis\u00e9ria e do \u00f3dio, que ainda se estendem no mundo\u201d. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Retirado da obra \u201cPensamento e Vida\u201d psicografado por Chico Xavier. Li\u00e7\u00e3o 26 \u2013 A ORA\u00c7\u00c3O).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E Denis continua:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A ora\u00e7\u00e3o, a comunh\u00e3o pelo pensamento com o universo espiritual e divino \u00e9 o esfor\u00e7o da alma para a beleza e para a verdade eternas; \u00e9 a entrada, por um instante, nas esferas da vida real e superior, aquela que n\u00e3o tem termo<\/em>\u201d (p. 497).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Livro dos Esp\u00edritos nos lembra tamb\u00e9m, que captamos os pensamentos sintonizados com as faixas que estabelecemos aos nossos pr\u00f3prios. Muitas vezes nos deixamos influenciar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CAP\u00cdTULO IX &#8211; INTERVEN\u00c7\u00c3O DOS ESP\u00cdRITOS NO MUNDO CORP\u00d3REO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II INFLU\u00caNCIA OCULTA DOS ESP\u00cdRITOS SOBRE OS NOSSOS PENSAMENTOS E AS NOSSAS A\u00c7\u00d5ES.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>465. Com que fim os Esp\u00edritos imperfeitos nos induzem ao mal?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Para vos fazer sofrer como eles.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>465-a. Isso lhes diminui os sofrimentos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;N\u00e3o, mas eles o fazem por inveja dos seres mais felizes.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>465-b. Que esp\u00e9cie de sofrimentos querem fazer-nos provar?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Os que decorrem de pertencer a uma ordem inferior e estar diante de Deus<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>466. Por que permite Deus que os Esp\u00edritos nos incitem ao mal?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Os esp\u00edritos imperfeitos s\u00e3o os instrumentos destinados a experimentar a f\u00e9 e a const\u00e2ncia dos homens no bem. Tu, sendo Esp\u00edrito, deves progredir na ci\u00eancia do infinito, e \u00e9 por isso que passas pelas provas do mal at\u00e9 chegar ao bem. Nossa miss\u00e3o \u00e9 a de te p\u00f4r no bom caminho, e quando m\u00e1s influ\u00eancias agem sobre ti, \u00e9s tu que as chamas, pelo desejo do mal, porque os Esp\u00edritos inferiores v\u00eam em teu aux\u00edlio no mal, quando tens a vontade de o cometer: eles n\u00e3o podem ajudar-te no mal, sen\u00e3o quando tu desejas o mal. Se \u00e9s inclinado ao assass\u00ednio, pois bem! ter\u00e1s uma nuvem de Esp\u00edritos que entreter\u00e3o esse pensamento em ti; mas tamb\u00e9m ter\u00e1s outros, que tratar\u00e3o de influenciar para o bem, o que faz que se reequilibre a balan\u00e7a e te deixe senhor de ti.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> [KARDEC] \u00c9 assim que Deus deixa \u00e0 nossa consci\u00eancia a escolha da rota que devemos seguir, e a liberdade de ceder a uma ou a outra das influ\u00eancias contr\u00e1rias que se exercem sobre n\u00f3s.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>467. Pode o homem se afastar da influ\u00eancia dos Esp\u00edritos que o incitam ao mal?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Sim, porque eles s\u00f3 se ligam aos que os solicitam por seus desejos ou os atraem por seus pensamentos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>468. Os Esp\u00edritos cuja influ\u00eancia \u00e9 repelida pela vontade do homem renunciam \u00e0s suas tentativas?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Que queres que eles fa\u00e7am? Quando nada t\u00eam a fazer, abandonam o campo. N\u00e3o obstante, espreitam o momento favor\u00e1vel, como o gato espreita o rato.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>469. Por que meio se pode neutralizar a influ\u00eancia dos maus Esp\u00edritos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Fazendo o bem e colocando toda a vossa confian\u00e7a em Deus, repelis a influ\u00eancia dos Esp\u00edritos inferiores e destru\u00eds o imp\u00e9rio que desejam ter sobre v\u00f3s. Guardai-vos de escutar as sugest\u00f5es dos Esp\u00edritos que suscitam em v\u00f3s os maus pensamentos, que insuflam a disc\u00f3rdia e excitam em v\u00f3s todas as m\u00e1s paix\u00f5es. Desconfiai sobretudo dos que exaltam o vosso orgulho, porque eles atacam na vossa fraqueza. Eis porque Jesus voz faz dizer na ora\u00e7\u00e3o dominical: &#8220;Senhor, n\u00e3o nos deixeis cair em tenta\u00e7\u00e3o, mas livrai-nos do mal!&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>470. Os Esp\u00edritos que procuram induzir-nos ao mal, e que assim p\u00f5em \u00e0 prova a nossa firmeza no bem, receberam a miss\u00e3o de o fazer, e se \u00e9 uma miss\u00e3o que eles cumprem, ter\u00e3o responsabilidade nisso?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Nenhum Esp\u00edrito recebe a miss\u00e3o de fazer o mal; quando ele o faz, \u00e9 pela sua pr\u00f3pria vontade e conseq\u00fcentemente ter\u00e1 de sofrer as conseq\u00fc\u00eancias. Deus pode deix\u00e1-lo fazer para vosprovar, mas jamais o ordena, e cabe a v\u00f3s repeli-lo<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>471. Quando experimentamos um sentimento de ang\u00fastia, de ansiedade indefin\u00edvel, ou de satisfa\u00e7\u00e3o interior sem causa conhecida, isso decorre unicamente de uma disposi\u00e7\u00e3o f\u00edsica?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;\u00c9 quase sempre um efeito das comunica\u00e7\u00f5es que, sem o saber, tivestes com os Esp\u00edritos, ou das rela\u00e7\u00f5es que tivestes com eles durante o sono.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>472. Os Esp\u00edritos que desejam incitar-nos ao mal limitam-se a aproveitar as circunst\u00e2ncias?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Eles aproveitam a circunst\u00e2ncia, masfreq\u00fcentemente a provocam, empurrando-vos sem o perceberdes para o objeto da vossa ambi\u00e7\u00e3o. Assim, por exemplo, um homem encontra no seu caminho uma certa quantia: n\u00e3o acrediteis que foram os Esp\u00edritos que puseram o dinheiro ali, mas eles podem dar ao homem o pensamento de se dirigir naquela dire\u00e7\u00e3o, e ent\u00e3o lhe sugerem apoderar-se dele, enquanto outros lhe sugerem devolver o dinheiro ao dono. Acontece o mesmo em todas as outras tenta\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, a responsabilidade \u00e9 100% nossa. Devemos fiscalizar os pensamentos e corrigi-los conforme necess\u00e1rio, j\u00e1 que posteriormente se traduzir\u00e3o em a\u00e7\u00f5es. Essa observ\u00e2ncia tamb\u00e9m evitar\u00e1 grandes males da vicia\u00e7\u00e3o das ideias, ou at\u00e9 um monoide\u00edsmo que desencadeia um comportamento obsessivo. A estimula\u00e7\u00e3o ao pensamento e imagina\u00e7\u00e3o s\u00e3o estimulados no cotidiano atual, baseando-se na ideia de que as fantasias criadas n\u00e3o s\u00e3o reais, situam-se em local inating\u00edvel, n\u00e3o fazendo mal algum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entendemos, portanto, que uma estimula\u00e7\u00e3o \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o com imagens obscuras, leituras sombrias, fatores sensuais ou ruins, desencadeia consequ\u00eancias negativas e m\u00e1s influencia\u00e7\u00f5es. Mais um ponto a ser esclarecido pelo Espiritismo, onde a ignor\u00e2ncia materialista ou apenas a ingenuidade hodierna adentra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Assim, podemos \u00e0 vontade fazer em n\u00f3s a luz ou a sombra<\/em>\u201d (p. 497).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>\u00c9 necess\u00e1rio escolhermos com cuidado nossas leituras, depois amadurec\u00ea-las e assimilar-lhes a quintessencia. Em geral, l\u00ea-se demais, l\u00ea-se depressa e n\u00e3o se medita. Seria prefer\u00edvel ler menos e refletir mais no que se leu. (&#8230;) Nisso, como em todas as coisas, o belo atrai e gera o belo, do mesmo modo que a bondade atrai a felicidade, e o mal o sofrimento<\/em>\u201d (p. 499).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>O estudo silencioso e recolhido \u00e9 sempre fecundo para o desenvolvimento do pensamento. (&#8230;) A palavra \u00e9 brilhante, mas degenera demasiadas vezes em conversas est\u00e9reis, \u00e0s vezes mal\u00e9ficas; com isso, o pensamento se enfraquece e a alma esvazia-se<\/em>\u201d (p. 499).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra foi antes pensada. \u00c9 uma cadeia muito simples de in\u00edcio (imagina\u00e7\u00e3o \/ pensamento) e tornar real (palavra \/ a\u00e7\u00e3o). E s\u00f3 tornamos essa cadeia de acontecimentos real quando praticamos o que aprendemos, assimilamos, enfim, no que nos educamos e doutrinamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando utilizamos o tempo para a futilidade de conversas in\u00fateis ou est\u00edmulos diversos aos que educam, estamos esvaziando as aspira\u00e7\u00f5es da alma, que necessita utilizar seu tempo para crescimento. Eis que entramos em um fator que sempre nos conduz de volta \u00e0 realidade:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>\u00c9 necess\u00e1rio o choque das prova\u00e7\u00f5es, as horas tristes e desoladas para fazer-lhe compreender a fragilidade das coisas externas e encaminh\u00e1-lo para o estudo de si mesmo, para a descoberta de suas verdadeiras riquezas espirituais<\/em>\u201d (p. 500).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cometemos deslizes para conosco mesmo. Utilizamos o tempo de forma errada, vivemos em modo \u201cautom\u00e1tico\u201d nas rotinas do cotidiano, mas as provas e dores conduzem nossas ideias em dire\u00e7\u00f5es diferentes. Podemos enfrentar e crescer, ou fugir e estagnar. Uma passagem do Evangelho Segundo o Espiritismo nos \u00e9 bastante esclarecedor:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CAP\u00cdTULO V &#8211; BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>12. Pelas palavras <span style=\"text-decoration: underline;\">bem-aventurados os aflitos, porque eles ser\u00e3o consolados<\/span>, Jesus indica, ao mesmo tempo, a compensa\u00e7\u00e3o que espera os que sofrem e a resigna\u00e7\u00e3o que nos faz bendizer o sofrimento, como o prel\u00fadio da cura. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Essas palavras podem, tamb\u00e9m, ser traduzidas assim: deveis considerar-vos felizes por sofrer, porque as vossas dores neste mundo s\u00e3o as d\u00edvidas de vossas faltas passadas, e essas dores, suportadas pacientemente na Terra, vos poupam s\u00e9culos de sofrimento na vida futura. Deveis, portanto, estar felizes por Deus ter reduzido vos \u2014 s\u00e3s d\u00edvidas, permitindo-vos quit\u00e1-las no presente, o que vos assegura a tranq\u00fcilidade para o futuro.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O homem que sofre \u00e9 semelhante a um devedor de grande soma, a quem o credor dissesse: &#8220;Se me pagares hoje mesmo a cent\u00e9sima parte, darei quita\u00e7\u00e3o do resto e ficar\u00e1s livre; se n\u00e3o, vou perseguir-te at\u00e9 que pagues o \u00faltimo centavo&#8221;. O devedor n\u00e3o ficaria feliz de submeter-se a todas as priva\u00e7\u00f5es, para se livrar da d\u00edvida pagando somente a cent\u00e9sima parte da mesma? Em vez de queixar-se do credor, n\u00e3o lhe agradeceria?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00c9 esse o sentido das palavras: &#8220;Bem-aventurados os aflitos, porque eles ser\u00e3o consolados&#8221;. Eles s\u00e3o felizes porque pagam suas: d\u00edvidas, e porque, ap\u00f3s a quita\u00e7\u00e3o, estar\u00e3o livres.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta pequena passagem do Evangelho nos esclarece o comportamento correto. Quando alinhados \u00e0 Doutrina Esp\u00edrita, Denis constata o exemplo das grandes almas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>\u00c9 por isso que as grandes almas se enobrecem e embelezam tanto mais quanto mais vivas s\u00e3o suas dores<\/em>\u201d (p. 500).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis que Denis formula uma esp\u00e9cie de receitu\u00e1rio das necessidades e caminhos para o progresso, utilizando elementos de conhecimento e pensamento (durante as p\u00e1ginas 501-502).<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Observar, vigiar e repassar nossos atos cotidianos em busca do que pode ser melhorado; (assim como receitado por Santo Agostinho no Livro dos Esp\u00edritos:<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>919. Qual o meio pr\u00e1tico mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir ao arrastamento do mal?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Um s\u00e1bio da Antig\u00fcidade vos disse: &#8220;Conhece-te a ti mesmo&#8221;.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>919-a. Compreendemos toda a sabedoria dessa m\u00e1xima, mas a dificuldade est\u00e1 precisamente em se conhecer a si pr\u00f3prio. Qual o meio de chegar a isso?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;Fazei o que eu fazia quando vivi na Terra: no fim de cada dia interrogava a minha consci\u00eancia, passava em revista o que havia feito e me perguntava a mim mesmo se n\u00e3o tinha faltado ao cumprimento de algum dever, se ningu\u00e9m teria tido motivo para se queixar de mim. Foi assim que cheguei a me conhecer e ver o que em mim necessitava de reforma. Aquele que todas as noites lembrasse todas as suas a\u00e7\u00f5es do dia, e, se perguntasse o que fez de bem ou de mal, pedindo a Deus e ao seu anjo guardi\u00e3o que o esclarecessem, adquiriria uma grande for\u00e7a para se aperfei\u00e7oar, porque, acreditai-me, Deus o assistir\u00e1. Formulai, portanto, as vossas perguntas, indagai o que fizestes e com que fito agistes em determinada circunst\u00e2ncia, se fizestes alguma coisa que censurar\u00edeis nos outros, se praticastes uma a\u00e7\u00e3o que n\u00e3o ousar\u00edeis confessar. Perguntai ainda isto: Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, ao entrar no mundo dos Esp\u00edritos, onde nada \u00e9 oculto, teria eu de temer o olhar de algu\u00e9m? Examinai o que pud\u00e9sseis ter feito contra Deus, depois contra o pr\u00f3ximo e por fim contra v\u00f3s mesmos. As respostas ser\u00e3o motivo de repouso para vossa consci\u00eancia ou indicar\u00e3o um mal que deve ser curado.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Reduzir as exig\u00eancias materiais da vida f\u00edsica ao necess\u00e1rio para garantir a sa\u00fade do corpo;<\/li>\n<li>Disciplinar as emo\u00e7\u00f5es e impress\u00f5es, dominando-as para o aperfei\u00e7oamento moral;<\/li>\n<li>Ignorar o elemento ego\u00edsco \u201cEU\u201d para a busca da felicidade atrav\u00e9s de um esquecimento de si mesmo, priorizando o pr\u00f3ximo.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Praticar no cotidiano os bons atos e bons pensamentos \u00e9 a melhor forma de torn\u00e1-los um costume salutar, que se tornar\u00e1 h\u00e1bito conforme perdurar, melhorando nossas aspira\u00e7\u00f5es e nos aproximando de esferas superiores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cTodo homem, na humilde realidade de cada dia, pode ir modelando uma consci\u00eancia sublime. A obra \u00e9 vagarosa e dif\u00edcil, mas, por isso, s\u00e3o-nos dados os s\u00e9culos\u201d<\/em> (p. 502).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis friza um ponto importante da Doutrina Esp\u00edrita, que \u00e9 o fato de convivermos com pessoas ainda em est\u00e1gio de evolu\u00e7\u00e3o, portanto, estamos relativamente adiantados em rela\u00e7\u00e3o a alguns, e muito mais atrasados em rela\u00e7\u00e3o a outros, por isso os julgamentos e exig\u00eancias quanto ao pr\u00f3ximo s\u00e3o descabidas. Precisamos ser sempre mais exigentes conosco, e mais indulgentes com o pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Deus n\u00e3o pede aos homens sen\u00e3o o que eles t\u00eam podido adquirir \u00e0 custa de lentos e penosos trabalhos. N\u00e3o temos o direito de exigir mais<\/em>\u201d (p. 504).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o passar do tempo, o caminho do aprendiz vai se abrindo, e a trilha correta leva sempre ao aperfei\u00e7oamento moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Pouco importa, ent\u00e3o, que o destino n\u00e3o nos tenha oferecido nenhuma gl\u00f3ria, nenhum raio de alegria, se tiver enriquecido nossa alma com mia suma virtude, com alguma beleza moral. As vidas obscuras e atormentadas s\u00e3o, \u00e0s vezes, mais fecundas, ao passo que as vidas suntuosas nos prendem, bastas vezes e por muito tempo, na corrente formid\u00e1vel de nossas responsabilidades<\/em>\u201d (p. 505).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis finaliza o cap\u00edtulo colocando um ponto de enorme import\u00e2ncia dentro da Doutrina, o aprendizado pela dor. A dor \u00e9 um rem\u00e9dio amargo, que quando sabemos assimilar, compreender e depurar, torna-se grande professora. A alegria \u00e9 alto tanto quanto subjetiva. Algumas vezes, se nos depararmos com a pris\u00e3o da riqueza, nos entenderemos felizes, ou muito pr\u00f3ximo disso, quando um simples sopro do destino poderia nos levar ao desespero, devido ao descuido e a estagna\u00e7\u00e3o moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Que importa que o c\u00e9u esteja escuro por cima de nossas cabe\u00e7as e os homens sejam ruins em volta de n\u00f3s, se tivermos a luz na fronte, alegria do bem e a liberdade moral no cora\u00e7\u00e3o?<a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftn13\"><strong>[13]<\/strong><\/a>\u201d<\/em> (p. 505).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XXV \u2013 O AMOR<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis inicia o cap\u00edtulo com sua defini\u00e7\u00e3o mais abrangente de amor:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Princ\u00edpio da vida universal, proporciona \u00e0 alma, em suas manifesta\u00e7\u00f5es mais elevadas e puras, a intensidade de radia\u00e7\u00e3o que aquece e vivifica tudo em roda de si; \u00e9 por ele que ela se sente estreitamente ligada ao Poder Divino, foco ardente de toda a vida, de todo o amor<\/em>\u201d (p. 507).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor \u00e9 sempre o maior foco de curas, de aprendizado, de exemplifica\u00e7\u00e3o. Foco de carinho, objetivo de quem cr\u00ea e segue a palavra do Mestre Jesus. O que \u00e9 a caridade, se n\u00e3o a pr\u00e1tica do amor?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>O amor \u00e9 uma for\u00e7a inexaur\u00edvel, renova-se sem cessar e enriquece ao mesmo tempo aquele que d\u00e1 e aquele que recebe. \u00c9 pelo amor, sol das almas, que Deus mais eficazmente atua no mundo<\/em>\u201d (p. 507).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desenvolvimento da qualidade de amar, em cada um de n\u00f3s, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o fundamental para evolu\u00e7\u00e3o na Crosta, mas tamb\u00e9m para nossa evolu\u00e7\u00e3o espiritual. \u00c9 uma virtude, forjada geralmente em muitas e muitas vidas, mas uma qualidade de pureza que todos guardamos no esp\u00edrito. \u00c9 nossa vontade, potencialidade que, conforme j\u00e1 estudamos, existe em n\u00f3s e comanda a velocidade do progresso, que dita o avan\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Todo o poder da alma resume-se em tr\u00eas palavras: &#8211; querer, saber, amar!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Querer, isto \u00e9, fazer convergir toda a atividade, toda a energia, para o alvo que se tem de atingir, desenvolver a vontade e aprender a dirigi-la.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Saber, por que sem o estudo profundo, sem o conhecimento das coisas e das leis, o pensamento e a vontade podem transviar-se no meio das for\u00e7as que procuram conquistar e dos elementos a quem aspiram governar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Acima, por\u00e9m, de tudo, \u00e9 preciso amar, porque, sem o amor, a vontade e a ci\u00eancia seriam incompletas e muitas vezes est\u00e9reis. O amor ilumina-as, fecunda-as, centuplica-lhes os recursos<\/em>\u201d (p. 512).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As paix\u00f5es s\u00e3o um atraso em rela\u00e7\u00e3o ao amor. A paix\u00e3o favorece o impulso, a irracionalidade, \u00e9 um foco objetivo de desejo e fanatismo, enquanto o amor favorece a indulg\u00eancia, o perd\u00e3o, a compreens\u00e3o, e o sentimento atemporal de carinho e ventura. A humanidade \u00e9 ainda, em sua maioria, ref\u00e9m das paix\u00f5es que escravizam e esvaziam as almas, e presa em abusos de v\u00e1rias ordens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>O pr\u00f3prio sacrif\u00edcio tamb\u00e9m tem suas alegrias; feito com amor, transforma as l\u00e1grimas em sorrisos, faz nascer em n\u00f3s alegrias desconhecidas do ego\u00edsta e do mau\u201d (p. 514).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cAmar \u00e9 o segredo da felicidade. Com uma s\u00f3 palavra o amor resolve todos os problemas, dissipa todas as obscuridades. O amor salvar\u00e1 o mundo; seu calor far\u00e1 derreter os gelos da d\u00favida, do ego\u00edsmo, do \u00f3dio; enternecer\u00e1 os cora\u00e7\u00f5es mais duros, mais refrat\u00e1rios\u201d (p. 514).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor sempre vencer\u00e1 as paix\u00f5es, depurando-as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis ainda destaca a capacidade da mulher em amar, em n\u00edveis superiores, se comparadas aos homens, por uma esp\u00e9cie de intui\u00e7\u00e3o ou sentido mais depurado. Se considerarmos que a mulher potencialmente gera e acolhe uma vida em seu ventre, que no futuro amamentar\u00e1, desenvolvendo la\u00e7os de cuidado e gentileza com a alma que inicia sua jornada na Terra, temos uma pista do porque desta condi\u00e7\u00e3o (algo como um catalisador de amor).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca de Denis, e at\u00e9 hoje, alguns preconceitos sociais de forma\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o masculinas, ensinam que a sensibilidade e o sentimento devem ser ignorados por uma postura \u201cdura\u201d, onde as emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o fraquezas, e a frieza insens\u00edvel \u00e9 for\u00e7a. Isso deturpou e esvaziou as almas para sensibilidade e as deixou mais sucet\u00edveis ao materialismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Muitas almas terrestres ficam, \u00e9 verdade, hermeticamente fechadas para as coisas divinas ou, ent\u00e3o, se sentem suas harmonias e belezas, escondem cuidadosamente o segredo de si mesmas; parecem ter vergonha de confessar o que conhecem ou o que de maior e melhor experimentam\u201d (p. 516).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cE quando chega o decl\u00ednio da vida com suas desilus\u00f5es, quando as sombras crepusculares se acumulam sobre n\u00f3s, ent\u00e3o estas poderosas sensa\u00e7\u00f5es acordam com a mem\u00f3ria de todas as alegrias sentidas, e a lembran\u00e7a das horas em que verdadeiramente amamos cai como delicioso orvalho sobre nossas almas dissecadas pelo vento \u00e1spero das prova\u00e7\u00f5es e da dor<\/em>\u201d (p. 517).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o amar \u00e9 o que traz um senso de progresso para vida. E, temos a condi\u00e7\u00e3o de assimilar esse poderoso sentimento ainda nessa encarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XXVI \u2013 A DOR<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A dor talvez seja o elemento mais presente na humanidade, o que n\u00e3o deixa de ser um atestado de nossa pouca evolu\u00e7\u00e3o moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A dor segue todos os nossos passos; espreita-nos em todas as voltas do caminho. E, diante desta esfinge que o fita com seu olhar estranho, o homem faz a eterna pergunta: Por que existe a dor?\u201d (p.519).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cFundamentalmente considerada, a dor \u00e9 uma lei de equil\u00edbrio e educa\u00e7\u00e3o. Sem d\u00favida, as falhas do passado recaem sobre n\u00f3s com todo o seu peso e determinam as condi\u00e7\u00f5es de nosso destino (&#8230;)Todos os seres t\u00eam de, por sua vez, passar por ele [<\/em>sofrimento<em>]. Sua a\u00e7\u00e3o \u00e9 benfazeja para quem sabe compreend\u00ea-lo, mas somente podem compreend\u00ea-lo aqueles que lhe sentiram os poderosos efeitos<\/em>\u201d (p. 520).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis ainda constata que a dor e prazer est\u00e3o ligados \u00e0 sensibilidade que todos possu\u00edmos, portanto, s\u00e3o elementos presentes na educa\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o de cada ser. Podemos maximizar um ou outro, algumas vezes, mas \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o moral que nos far\u00e1 escolher um caminho mais prazeroso com as armadilhas da estagna\u00e7\u00e3o, ou um mais doloroso de progresso a longo prazo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>O prazer e a dor est\u00e3o, pois, muito menos nas coisas externas do que n\u00f3s mesmos; incumbe, pois, a cada um de n\u00f3s, regulando suas sensa\u00e7\u00f5es, disciplinando seus sentimentos, dominar umas e outras e limitar-lhes os efeitos\u201d (p. 521).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cAssim, pela vontade podemos domar, vencer a dor ou, pelo menos faz\u00ea-la redundar em nosso proveito, fazer dela meio de eleva\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (p. 521).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00edvel moral do esp\u00edrito encarnado e o conhecimento da Doutrina Esp\u00edrita, permitem tamb\u00e9m um julgamento diferenciado sobre os signficiados e tipifica\u00e7\u00f5es de sofrimento. Alguns dar\u00e3o mais ou menos import\u00e2ncia e significa\u00e7\u00e3o \u00e0 diferentes situa\u00e7\u00f5es envolvendo dores ou perdas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>\u00c9 muito dif\u00edcil fazer entender aos homens que o sofrimento \u00e9 bom. Cada qual quereria refazer e embelezar a vida \u00e0 sua vontade, adorn\u00e1-la com todos os deleites, sem pensar que n\u00e3o h\u00e1 bem sem dor, ascens\u00e3o sem suores e esfor\u00e7os<\/em>\u201d (p. 521).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os prazeres materiais e vulgares n\u00e3o passam de elementos de estagna\u00e7\u00e3o que nos privam dos reais valores morais evolutivos. Muitas vezes a dor e o sofrimento conduzem o ser \u00e0 busca de explica\u00e7\u00f5es e raz\u00f5es para suas causas, renovando as concep\u00e7\u00f5es de vida de muitos que levam essa busca a s\u00e9rio. Sofrimento, dor, s\u00e3o elementos de evolu\u00e7\u00e3o e progresso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A tristeza e o sofrimento fazem-nos ver, ouvir, sentir mil coisas, delicadas ou fortes, que o homem feliz ou o homem vilgar n\u00e3o podem perceber. Obscurece-se o mundo material; desenha-se outro, vagamente a princ\u00edpio, mas que cada vez se tornar\u00e1 mais distinto, \u00e0 medida que as nossas vistas se desprenderem das coisas inferiores e mergulharem no ilimitado\u201d (p. 522).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cA hist\u00f3ria do mundo n\u00e3o \u00e9 outra coisa mais que a sagra\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito pela dor. Sem ela, n\u00e3o pode haver virtude completa, nem gl\u00f3ria imperec\u00edvel<\/em>\u201d (p. 523).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis se referiu tamb\u00e9m aos in\u00fameros m\u00e1rtires que deixaram li\u00e7\u00f5es evolutivas atrav\u00e9s de suas dores, suas convic\u00e7\u00f5es e posturas, reafirmando cren\u00e7as, mesmo que para isso, tivessem que abrir m\u00e3o da encarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dor \u00e9 um corretivo para quando nos desviamos dos prop\u00f3sitos nobres e evolutivos que viemos cumprir na Terra, \u00e9 um mecanismo de justi\u00e7a divina, de a\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o para as atitudes erradas que tomamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dor \u00e9 t\u00e3o democr\u00e1tica que atinge a todos. \u00c9 a ferramenta de trabalho para o qual mission\u00e1rios humildes do cotidiano exemplificam aos menos evolu\u00eddos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o deste cap\u00edtulo, Denis trata o significado da dor f\u00edsica, como um alerta de que algo est\u00e1 errado. Quando ignoramos os sinais e persistimos em abusar do organismo, a dor ou os problemas que resultam nela, v\u00eam nos lembrar de que \u00e9 preciso corrigir algo para atingir a cura. Muitas vezes a persist\u00eancia nos erros e abusos custa toda a encarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Para isso <\/em>[educar-nos]<em> p\u00f4s Deus, nesta terra de aprendizagem, ao lado das alegrias raras e fugitivas, dores frequentes e prolongadas, para nos fazer sentir que o nosso mundo \u00e9 um lugar de passagem e n\u00e3o o ponto de chegada. Gozos e sofrimentos, prazeres e dores, tudo isto Deus distribuiu na exist\u00eancia como um grande artista que, na tela, combina a sombra e a luz para produzir uma obra-prima<\/em>\u201d (p. 531).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adiante na leitura do cap\u00edtulo, o autor considera a quest\u00e3o da dor sob as \u00f3ticas penais, refutando algumas cr\u00edticas feitas \u00e0 Kardec, quanto a puni\u00e7\u00f5es incompat\u00edveis com a Divina Provid\u00eancia. S\u00e3o cr\u00edticas advindas daqueles que desconhecem o conte\u00fado doutrin\u00e1rio do Espiritismo, onde a a\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o atuam constantemente. N\u00e3o h\u00e1 crime ou desvio sem corre\u00e7\u00e3o. Para isso, segue ao final do resumo um estudo do <span style=\"text-decoration: underline;\">C\u00d3DIGO PENAL DA VIDA FUTURA<\/span>, encontrado na obra \u201cO C\u00e9u e o Inferno<a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftn14\">[14]<\/a>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Com a diferen\u00e7a de plano, o sofrimento mudar\u00e1 de aspecto. Na Terra ser\u00e1 simultaneamente f\u00edsico e moral e constituir\u00e1 um modo de repara\u00e7\u00e3o; mergulhar\u00e1 o culpado em suas chamas para purific\u00e1-lo; tornar\u00e1 a forjar a alma, deformada pelo mal, na bigorna das provas\u201d (p. 535).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cTudo se resgata e repara pela dor<\/em>\u201d (p. 536).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os que sofreram muito durante a encarna\u00e7\u00e3o, tendem a se assustar com a doutrina da reencarna\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que significaria uma continuidade de exist\u00eancias sofridas, mas o estudo cuidadoso da Doutrina nos mostra que n\u00e3o \u00e9 assim. O sofrimento \u00e9 rem\u00e9dio, e todo tratamento termina com o final da doen\u00e7a. Seremos felizes e plenos quando expurgarmos o mal que fizemos atrav\u00e9s da dor e praticarmos o bem a todo instante. Essa \u00e9 a meta do verdadeiro esp\u00edrita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Acima de tudo cumpre aquilatar em seu justo valor os cuidados e as tristezas deste mundo. Para n\u00f3s s\u00e3o coisas muito cru\u00e9is; mas, como tudo isto se amesquinha e apaga, se for observado de longe, se o Esp\u00edrito, elevando-se acima das miudezas da exist\u00eancia, abarcar com um s\u00f3 olhar as perspectivas de seu destino! S\u00f3 este sabe pesar e medir as coisas que existem nos dois oceanos do Espa\u00e7o e do Tempo \u2013 a imensidade e a eternidade, oceanos que o pensamento sonda sem se perturbar!<\/em>\u201d (p. 539).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, neste cap\u00edtulo, Denios conclama a todos que saibamos nos resignar em nossas dores e sofrimentos. Muitas vezes reclamamos por mesquinharias e fatos cotidianos que nem se tratam de algo t\u00e3o grande perante as dores do mundo. Precisamos de mais vigil\u00e2ncia para conosco mesmo e ora\u00e7\u00f5es para nosso progresso. Mas o mais importante \u00e9: <strong>vontade + a\u00e7\u00e3o = progresso<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"># # # # # # # # # # # # # # # # # #<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">XXVII \u2013 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 REVELA\u00c7\u00c3O PELA DOR<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">As doutrinas que pregam o fim da exist\u00eancia em uma \u00fanica vida demonstram-se incapazes de prover o m\u00ednimo de explica\u00e7\u00f5es e consolos aos que sofrem. A dor e sua a\u00e7\u00e3o acaba sendo apenas um resultado rand\u00f4mico cartesiano, ou seja, uma esp\u00e9cie de caos biol\u00f3gico, onde o acaso escolhe e a mat\u00e9ria executa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A dor n\u00e3o \u00e9 somente o crit\u00e9rio, por excel\u00eancia, da vida, o juiz que pesa os caracteres, as consci\u00eancias e d\u00e1 a medida da verdadeira grandeza do homem. \u00c9 tamb\u00e9m um processo infal\u00edvel para reconhecer o valor das teorias filos\u00f3ficas e das doutrinas religiosas. (&#8230;) Pela dor descobre-se com mais seguran\u00e7a o lugar onde brilha o mais belo, o mais doce raio da verdade, aquele que n\u00e3o se apaga<\/em>\u201d (p. 541).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis verifica que as doutrinas ligadas ao materialismo n\u00e3o conseguem lidar com a dor e consolar os que sofrem. A hist\u00f3ria do pensamento filos\u00f3fico \u00e9 recheada de exemplos filos\u00f3ficos que ignoram a dor, ou pregam seu esquecimento, como se fosse algo punitivamente gratuito e que vai embora se ignoramos. A sociedade absorveu esses conceitos ao longo das \u00e9pocas, at\u00e9 tornar-se incapaz de consolar o pr\u00f3ximo, ou dizer-lhe apenas palavras prontas, receitu\u00e1rios populares, de palavras vazias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Para todos aqueles cuja vida \u00e9 limitada pelos estreitos horizontes do materialismo, o problema da dor \u00e9 insol\u00favel; n\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a para aquele que sofre<\/em>\u201d (p. 542).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro que as religi\u00f5es eram capazes de consolar e oferecer certo conforto, mas os abusos e seus pr\u00f3prios erros cederam espa\u00e7o ao materialismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>O materialismo vai conquistanto pouco a pouco o terreno que elas [religi\u00f5es] t\u00eam perdido; a consci\u00eancia popular se obscurece e a no\u00e7\u00e3o do dever desfaz-se por falta de uma doutrina adaptada \u00e0s necessidades do tempo e da evolu\u00e7\u00e3o humana<\/em>\u201d (p. 543).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o autor, portanto, o Espiritismo preenche as lacunas que os sacerdotes das religi\u00f5es tradicionais n\u00e3o conseguem. Muitos aspectos na problem\u00e1tica da dor, da morte e do al\u00e9m, foram negligenciados ou at\u00e9 criminalizados com os pensamentos que os questionasse. Na falta de boas respostas, faltavam alternativas religiosas capazes de suprir as demandas por conforto. Se os representantes de Deus n\u00e3o poderiam consolar, quem mais poderia? Eis a explica\u00e7\u00e3o para o ganho de espa\u00e7o por parte dos materialistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, o Espiritismo entende que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A dor perde o seu aspecto terr\u00edfico; deixa de ser um inimigo, um monstro tem\u00edvel; torna-se um auxiliar e o seu papel \u00e9 providencial. Purifica, engrandece e refunde o ser em sua chama, reveste-o de uma beleza que n\u00e3o se lhe conhecia\u201d (p. 545).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO sofrimento \u00e9 apenas um corretivo aos nossos abusos, aos nossos erros, incentivo para a nossa marcha. Assim, as leis soberanas mostram-se perfeitamente justas e boas<\/em>\u201d (p. 546).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o conhecimento do Espiritismo, assimila\u00e7\u00e3o e pr\u00e1tica doutrin\u00e1rias, o homem passa a enfrentar a vida com mais coragem, resigna\u00e7\u00e3o e entendimento do que se passa consigo mesmo e com o pr\u00f3ximo, sendo capaz de consolar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Conheceis a lei telep\u00e1tica; n\u00e3o h\u00e1 grito, l\u00e1grima, apelo de amor, que n\u00e3o tenha sua repercuss\u00e3o e sua resposta\u201d (p. 547).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cJulg\u00e1veis sofrer sozinhos, mas n\u00e3o \u00e9 assim. Junto de v\u00f3s, em roda de v\u00f3s e at\u00e9 na extens\u00e3o sem limites, h\u00e1 seres que vibram ao vosso sofrer e participam de vossa dor<\/em>\u201d (p. 547).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, \u00e9 importante a manuten\u00e7\u00e3o do pensamento elevado e de evitar reclama\u00e7\u00f5es em demasia. Assim, durante per\u00edodos de dor e sofrimento, podemos orar pela ajuda e seremos atendidos conforme o merecimento que dispomos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Por toda a parte e em tudo essa doutrina<a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftn15\"><strong>[15]<\/strong><\/a> [Espiritismo] nos oferece uma base, um ponto de apoio, donde a alma pode levantar o voo para o futuro e se consolar das coisas presentes com a perspectiva das futuras. A confian\u00e7a e a f\u00e9 em nossos destinos projetam em nossa frente uma luz que ilumina o carreiro da vida, fixa-nos o dever, alarga nossa esfera de a\u00e7\u00e3o e nos ensina como devemos proceder com os outros<\/em>\u201d (p. 551).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui h\u00e1 a exemplifica\u00e7\u00e3o de alguns casos em que a dor catalisou mudan\u00e7as para melhor, e o sofrimento trouxe li\u00e7\u00f5es e consolo por si mesmo. Ele pr\u00f3prio apresenta suas conclus\u00f5es em um belo desabafo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Chega a velhice; aproxima-se o termo de minha obra. Ap\u00f3s cinquenta anos de estudos, de trabalho, de medita\u00e7\u00e3o, de experi\u00eancia, \u00e9-me grato poder afirmar a todos aqueles que sofrem, a todos os aflitos deste mundo que h\u00e1 no Universo uma Justi\u00e7a Infal\u00edvel. Nenhum de nossos males se perde; n\u00e3o h\u00e1 dor sem compensa\u00e7\u00e3o, trabalho sem proveito. Caminhamos todos atrav\u00e9s das vicissitudes, das l\u00e1grimas para um fim grandioso fixado por Deus e temos a nosso lado um guia seguro, um conselheiro invis\u00edvel para nos sustentar e consolar<\/em>\u201d (p. 555).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dor \u00e9 uma enorme for\u00e7a, um grande potencial, que podemos utilizar a nosso favor, em nossa luta contra o orgulho, a vaidade e a aus\u00eancia de humildade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis encerra com uma exalta\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade para que abandone os prazeres moment\u00e2neos e curtos para lutar pela pr\u00f3pria melhora e evolu\u00e7\u00e3o. A dor n\u00e3o deve ser gratuitamente buscada, mas deve ser compreendida quando aparecer, n\u00e3o com revolta, mas com resigna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cHomem, meu irm\u00e3o, aprende a sofrer, porque a dor \u00e9 santa! Ela \u00e9 o mais nobre agente da perfei\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (p. 555).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<hr style=\"text-align: justify;\" size=\"1\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftnref1\">[1]<\/a> Abaixo as observa\u00e7\u00f5es do mestre Kardec, na obra O C\u00e9u e O Inferno, sobre o <em>Niilismo<\/em>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c(&#8230;) Se h\u00e1 doutrina insensata e anti-social, \u00e9, seguramente, o <em>niilismo<\/em> que rompe os verdadeiros la\u00e7os de solidariedade e fraternidade, em que se fundam as rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suponhamos que, por uma circunst\u00e2ncia qualquer, todo um povo adquire a certeza de que em oito dias, num m\u00eas,ou num ano ser\u00e1 aniquilado; que nem um s\u00f3 indiv\u00edduo lhe sobreviver\u00e1, como de sua exist\u00eancia n\u00e3o sobreviver\u00e1 nem um s\u00f3 tra\u00e7o: Que far\u00e1 esse povo condenado, aguardando o exterm\u00ednio? Trabalhar\u00e1 pela causa do seu progresso, da sua instru\u00e7\u00e3o? Entregar-se-\u00e1 ao trabalho para viver? Respeitar\u00e1 os direitos, os bens, a vida do seu semelhante? Submeter-se-\u00e1 a qualquer lei ou autoridade por mais leg\u00edtima que seja, mesmo a paterna? Haver\u00e1 para ele, nessa emerg\u00eancia, qualquer dever? Certo que n\u00e3o. Pois bem! O que se n\u00e3o d\u00e1 coletivamente, a doutrina do <em>niilismo<\/em> realiza todos os dias isoladamente, individualmente. E se as conseq\u00fc\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o desastrosas tanto quanto poderiam ser, \u00e9, em primeiro lugar, porque na maioria dos incr\u00e9dulos h\u00e1 mais jact\u00e2ncia que verdadeira incredulidade, ,mais d\u00favida que convic\u00e7\u00e3o \u2014 possuindo eles mais medo do nada do que pretendem aparentar \u2014 o qualificativo de esp\u00edritos fortes lisonjeia-lhes a vaidade e o amor-pr\u00f3prio; em segundo lugar, porque os incr\u00e9dulos absolutos se contam por \u00ednfima minoria, e sentem a seu pesar os ascendentes da opini\u00e3o contr\u00e1ria, mantidos por uma for\u00e7a material. Torne-se, n\u00e3o obstante, absoluta a incredulidade da maioria, e a sociedade entrar\u00e1 em dissolu\u00e7\u00e3o. Eis ao que tende a propaga\u00e7\u00e3o da doutrina <em>niilista<\/em>.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Allan Kardec &#8211; O C\u00e9u e o Inferno &#8211; Editora FEB &#8211; Primeira Parte, Doutrina, Cap\u00edtulo 1 &#8211; pp.13-14.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftnref2\"><strong><strong>[2]<\/strong><\/strong><\/a><strong> <\/strong>Podemos entender como sendo o <strong><em><span style=\"text-decoration: underline;\">Espiritismo<\/span><\/em><\/strong> no seu car\u00e1ter atual. Vou manter a grafia de Denis em respeito \u00e0 obra original.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftnref3\">[3]<\/a> Hoje em dia, ao contr\u00e1rio do que acontecia na \u00e9poca de Kardec e Denis, os fen\u00f4menos, quando evocados para fins nobres em reuni\u00f5es de estudo e aprimoramento n\u00e3o visam mais provar a exist\u00eancia dos esp\u00edritos e das comunica\u00e7\u00f5es, mas sim instruir e progredir. De acordo com Denis, neste mesmo cap\u00edtulo, at\u00e9 aquele momento hist\u00f3rico j\u00e1 haviam sido feitos tantos experimentos para comprova\u00e7\u00e3o da vida imaterial, que se tornava imposs\u00edvel sua nega\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica \u2013 conforme exp\u00f4s o pr\u00f3prio autor na obra <strong>\u201cNo Invis\u00edvel\u201d.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftnref4\">[4]<\/a> Considerada aqui o extremo oposto do materialismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftnref5\">[5]<\/a> Inuma\u00e7\u00e3o \u00e9 o ato de enterrar os mortos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftnref6\">[6]<\/a> \u201c<em>A concep\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica era mais sedutora para as almas t\u00edmidas, para os esp\u00edritos indolentes, que, segundo ela, poucos esfor\u00e7os tinham a fazer para alcan\u00e7ar a salva\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (p. 355)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftnref7\">[7]<\/a> O que foi tratado em detalhes tamb\u00e9m nas obras de Andr\u00e9 Luiz. Psicografadas ap\u00f3s o desencarne de Denis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftnref8\">[8]<\/a> Tradu\u00e7\u00e3o de Manuel Justiano Qint\u00e3o, Editra FEB, 1995<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftnref9\">[9]<\/a> Edi\u00e7\u00e3o FEB, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftnref10\">[10]<\/a> Edi\u00e7\u00e3o FEB, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftnref11\">[11]<\/a> \u201c<em>confunde-se com o que a ci\u00eancia chama de sensorium<\/em>\u201d (p.450)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftnref12\">[12]<\/a> Na obra \u201cLiberta\u00e7\u00e3o\u201d de Andr\u00e9 Luiz, temos uma cita\u00e7\u00e3o complementar sobre o uso da Liberdade, Pensamento e Vontade: <em>\u201cAbstendo-nos de mobilizar a vontade, seremos invari\u00e1veis joguetes das circunst\u00e2ncias predominantes, no ambiente que nos rodeia; contudo, t\u00e3o logo deliberemos manobr\u00e1-la, \u00e9 indispens\u00e1vel resolvamos o problema de dire\u00e7\u00e3o, porquanto nossos estados pessoais nos refletir\u00e3o a escolha \u00edntima\u201d <\/em>(Liberta\u00e7\u00e3o, pelo esp\u00edrito Andr\u00e9 Luiz, 31\u00aa Edi\u00e7\u00e3o \u2013 2010. P\u00e1gina 34).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftnref13\">[13]<\/a> Automaticamente lembrei do Salmo 23:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO SENHOR \u00e9 o meu pastor, nada me faltar\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a \u00e1guas tranq\u00fcilas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justi\u00e7a, por amor do seu nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, n\u00e3o temeria mal algum, porque tu est\u00e1s comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Salmos 23:1-4<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftnref14\">[14]<\/a> Primeira Parte, Cap\u00edtulo VII \u2013 As Penas Futuras Segundo o Espiritismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/F:\/Espiritismo\/Estudo%20Leon%20Denis%20-%20O%20Problema%20do%20Ser,%20do%20Destino%20e%20da%20Dor.docx#_ftnref15\">[15]<\/a> Chamada por Denis de \u201cNeo-Espiritualismo\u201d (p.550).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Resumo abaixo \u00e9 de minha autoria e utiliza cita\u00e7\u00f5es de obras que est\u00e3o colocadas durante o texto. Pe\u00e7o enviar sugest\u00f5es \/ Corre\u00e7\u00f5es \/ Adendos para &#8211; espiritismolivre@gmail.com ESTUDO DA OBRA DE L\u00c9ON DENIS \u2013 O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR Editora FEB \/ 1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o \/ 2009 INTRODU\u00c7\u00c3O Denis inicia sua [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":233,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/179"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=179"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/179\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":181,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/179\/revisions\/181"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/233"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espiritismolivre.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=179"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}